QUEM
AMPLIOU A REJEIÇÃO A MARINA? A PRÓPRIA MARINA
Colunista Tereza Cruvinel demonstra que, ao
contrário do que diz Marina Silva, o aumento de sua taxa de rejeição não
decorre de baixarias ou pancadarias eleitorais; foi a própria candidata do PSB
quem deu à adversária Dilma Rousseff argumentos para contestá-la no campo das
ideias; "Foi Marina que recuou do apoio à lei contra a homofobia, expresso
em seu programa, depois do ultimato que lhe foi dado pelo pastor
Malafaia", lembra Tereza; ela diz ainda que foi o programa de Marina que
negligenciou o pré-sal e também a candidata quem "foi muito além de
Aécio Neves, em matéria de aceno liberal-ortodoxo ao mercado, ao
defender o Banco Central autônomo e independente"; confira a análise
Marina Silva está sendo vítima de pancadaria e de
baixarias promovidas por seus adversários ou foi ela própria quem expôs suas
próprias contradições, abrindo espaço para críticas no campo das ideias?
A jornalista Tereza Cruvinel, colunista do 247, aponta que foi a
candidata do PSB quem se mostrou vulnerável em vários pontos.
1. Homofobia – Foi
Marina que recuou do apoio à lei contra a homofobia, expresso em seu programa,
depois do ultimato que lhe foi dado pelo pastor Malafaia. Mas Dilma nem
explorou muito este ponto, pois também veste saia justa na relação com os
evangélicos. Tem o apoio de uma parte deles e não vai se arriscar a perdê-lo
enaltecendo o discurso LBGT.
2. Pré-sal – Foi o
programa de Marina que dedicou uma ou duas linhas à exploração desta fonte
energética. E foi o jornal O Globo, antes da campanha de Dilma, que apontou a
pouca ênfase. A campanha petista surfou.
3. BC
Independente – Marina foi muito além de Aécio Neves, em matéria
de aceno liberal-ortodoxo ao mercado, ao defender o Banco Central
autônomo e independente. Não precisava ter se comprometido a este ponto.
Elegendo-se, e acreditando mesmo neste caminho, poderia
adotá-lo. Facilitou, levou.
4. Apoio de
Neca Setúbal e banqueiros - Está aí um ataque que lembra corda em casa de
enforcada. Numa de suas respostas mais firmes aos ataques, Marina lembrou os
lucros extraordinários que os bancos tiveram nos governos petistas, embora na
era tucana tenham sido também generosamente socorridos com o Proer, que
injetou mais de R$ 30 bilhões na reestruturação do setor bancário. Este é
o ataque menos coerente, digamos, da campanha dilmista. Mas parece ter surtido
efeito.
BRASIL 247 11 de setembro de 2014 às 18:44
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 11.09.2014 19h45m
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