BENEFÍCIOS
A EMPRESA DO JATO PODEM SER IRREGULARES
Decreto que renovou os
benefícios fiscais à Bandeirantes Companhia de Pneus, envolvida na transação
suspeita da compra da aeronave que caiu com Eduardo Campos a bordo, foi
concedido três meses depois de Apolo Santana Vieira ter ingressado como sócio
da empresa, em 2011; em janeiro de 2009, Vieira havia sido denunciado por
sonegação fiscal por importação de pneus chineses, o que poderia impedir a
concessão dos benefícios; há 12 dias o Estado de Pernambuco negou que ele
estava entre os sócios da empresa
Os contornos políticos em torno
da aquisição do jato Cessna PR-AFA, utilizado na campanha presidencial do PSB e
que caiu no dia 13 de agosto em Santos, litoral de São Paulo, matando o
ex-governador Eduardo Campos e outras seis pessoas, ganharam mais um capítulo
nesta terça-feira (9).
De
acordo com o Blog do Jamildo, o decreto que renovou os benefícios fiscais à
Bandeirantes Companhia de Pneus, envolvida na transação suspeita para a compra
da aeronave, teria sido foi concedido três meses após Apolo Santana Vieira
ingressar como sócio da empresa. Em janeiro de 2009, Vieira havia sido
denunciado pelo Ministério Público Federal em Pernambuco (MPF-PE) por fraude na
importação de pneus e sonegação fiscal; o que poderia impedir a concessão dos
benefícios. A empresa,por meio de nota, considerou as acusações levianas e
movidas por interesses eleitoreiros.
Segundo
a assessoria de Vieira, o empresário ingressou na sociedade em agosto de 2011.
Três meses depois, um decreto assinado por Campos e pelo então secretário da
Fazenda Paulo Câmara – atualmente candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB –
revalidou a concessão dos benefícios fiscais à Bandeirantes.
Por
meio de nota encaminhada à imprensa 12 dias atrás, o Governo do Estado
assegurou que "o empresário referido nas matérias vinculadas na Imprensa
não integrava o quadro societário da empresa" originalmente.
A nota
informa, ainda, que o pedido de renovação feito em novembro de 2011 tem
validade até 2018. Já os benefícios referentes ao ano de 2006, venceu no ano
passado e não houve nenhum pedido para revalidá-los.
De
acordo com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD/Diper),
responsável pela concessão dos benefícios mediante decisão tomada pelo Conselho
Estadual de Política Industrial, Comércio e Serviços de Pernambuco (Condic), o
nome de Apolo Santana Vieira não figurava entre os sócios na documentação
apresentada pela empresa ao Condic.
Esta
documentação é analisada pela própria AD/Diper e pela Secretaria Estadual da
Fazenda (Sefaz) para então ser encaminhada ao Condic. Após este processo, o
decreto de concessão ou renovação dos benefícios fiscais só é assinado após uma
nova análise isentando a empresa de qualquer restrição.
Nesta
terça-feira (9), o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que disputa com Paulo
Câmara (PSB) o Governo do Estado, cobrou explicações do socialista quanto a
concessão dos benefícios fiscais para uma empresa "inidônea". Câmara
já havia afirmado que o processo referente a concessão dos benefícios fiscais à
Bandeirantes Companhia de Pneus correu de forma transparente.
Confira abaixo a nota da
Bandeirantes Companhia de Pneus refutando a existência de
irregularidades:
BANDEIRANTES
CIA DE PNEUS S/A, empresa fundada e estabelecida no Estado de Pernambuco desde
1952, vem a público esclarecer:
1) Com
relação a aeronave que se acidentou em Santos no último dia 13/08 vitimando 7
pessoas. Novamente reitera que em nenhum momento comprou, pagou ou firmou
qualquer contrato com o fim de adquirir a referida aeronave.
2-) É
público que a empresa possui benefícios do Programa de Desenvolvimento de
Pernambuco (PRODEPE), desde Abril/2004, na ocasião concedido pelo então
governador Jarbas Vasconcelos após aprovação pelo CONDIC (Conselho Estadual de
Política Industrial, Comercial e de Serviços), no qual tem assento várias
entidades, inclusive a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco.
(FIEPE)
3-) A
concessão desse benefício, adquirido mediante o preenchimento de rigorosos
critérios objetivos e formais, vem sendo renovado ao longo dos anos pelos
demais governantes, não estando sujeito a interesses políticos ou qualquer
manobra escusa, como foi inadvertidamente insinuado pelos meios de comunicação.
4-) A
empresa declara que se encontra totalmente regular no que diz respeito aos
compromissos fiscais, tanto para com o Estado de Pernambuco, como para os
demais Estados da União e Fazenda Nacional, possuindo Certidões de Regularidade
de todos eles.
5-) A
Empresa Bandeirantes e seus acionistas lamentam e rejeitam qualquer acusação
leviana que seja trazida a público a serviço de interesses eleitoreiros.
A
Diretoria.
BRASIL 247 09 de setembro de 2014 às 17:10
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 12.09.2014 05h33m
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