Rotatividade
setorial: dados e diretrizes para a ação sindical
Apresentação
do livro
Entre
outubro de 2012 e agosto de 2013, por demanda do movimento sindical e com apoio
da FES (Fundação Friedrich Ebert), o DIEESE realizou uma série de seminários
com dirigentes das entidades sindicais de trabalhadores bancários, da
construção, do ramo metalúrgico, do comércio, de alojamento e alimentação
(hotelaria) e dos químicos. As atividades tiveram como objetivo debater e
investigar o fenômeno da rotatividade a partir da ótica setorial, ou seja,
averiguar como o problema se manifesta entre esses trabalhadores e quais as
características, diferenças ou semelhanças existentes entre os setores.
Além
do estudo dos dados, os seminários propiciaram aos dirigentes sindicais debater
e formular uma série de propostas com o objetivo de reduzir as taxas de
rotatividade nos respectivos setores. Os resultados estão publicados neste
livro, Rotatividade setorial: dados e diretrizes para a ação sindical, editado
pelo DIEESE.
A
obra é constituída de sete sessões, que tratam, separadamente, de cada setor, a
partir dos dados da Relação de Informações Sociais (Rais), do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE). No último capítulo estão as considerações finais, com
as propostas elaboradas nos seminários.
Há
dados sobre rotatividade por tipo de estabelecimento, perfil do trabalhador
(sexo, cor, idade), informações sobre o tempo de vínculo empregatício,
remuneração etc. Espera-se que o livro seja uma contribuição ao debate de
alternativas para enfrentar o grande desafio de criar mecanismos que possam
reduzir a rotatividade a patamares menos alarmantes no país, tanto no âmbito
setorial quanto geral.
O
DIEESE agradece às entidades sindicais que participaram dos seminários e a FES,
sem os quais esta publicação não seria editada.
Os
eventos contaram com a participação de cerca de 140 dirigentes sindicais das
seguintes entidades: Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro
(Contraf-CUT), Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas
Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom-CUT), Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria da Construção (CNTIC), Federação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada (Fenatracop), Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário
(Contricom), Federação Interestadual de Trabalhadores da Indústria Metalúrgica
(FTIMETAL), Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), Confederação
Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM-FS), Confederação Nacional dos
Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs-CUT), Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), Confederação Nacional dos
Químicos (CNQ- -CUT) e Confederação Nacional dos Trabalhadores Químicos (CNTQ).
Além
dos dirigentes das confederações participaram também vários representantes de
diversos sindicatos.
O
fenômeno da rotatividade tem sido estudado e discutido pelo DIEESE desde 2010.
Em 2011, por intermédio de convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego
(MTE), foi publicado o livro Rotatividade e flexibilidade no mercado de
trabalho. Em 2014, dando sequência à parceria, foi lançado Rotatividade e
políticas públicas para o mercado de trabalho, que atualiza os dados da
primeira publicação e analisa os desligamentos de trabalhadores e o aumento dos
gastos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Traz ainda um conjunto de
contribuições e propostas do movimento sindical para enfrentar o desafio de
reduzir as taxas de rotatividade e aprimorar o Sistema de Políticas Públicas de
Emprego.
Por Dieese 07/08/2014
Adaptado pelo blog do SINPROCAPE - 07.08.2014 18h31m
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