MARINA VOOU EM JATO ILEGAL. E QUER EXPLICAR HOJE NO
JN
"Na hora em que ele [William Bonner, âncora do
Jornal Nacional] me perguntar eu darei a resposta", disse candidata do
PSB, ao desembarcar no Rio, onde dará a entrevista ao noticiário da TV Globo;
aeronave caiu em Santos (SP) no último dia 13, levando o então candidato
Eduardo Campos à morte; reportagem do JN mostrou ontem que o jato foi pago
por empresas fantasmas, entre elas uma peixaria falsa; Marina Silva também
viajou com o Cessna Citation em mais de uma ocasião: para Juiz de Fora, em
Minas, e para o Acre; PSB disse em nota que o jato foi emprestado por
empresários amigos de Campos
A presidenciável pelo PSB, Marina Silva, disse que responderá
sobre o uso do jato Cessna Citation usado pelo partido na bancada do Jornal
Nacional, da TV Globo, na noite desta quarta-feira 27. O avião caiu em Santos
(SP) no último dia 13, levando Eduardo Campos à morte. Questionada no aeroporto
Santos Dumont, no Rio, se poderia adiantar sua explicação, Marina se limitou a
responder: "na hora em que ele [William Bonner, âncora do Jornal Nacional]
me perguntar eu darei a resposta".
Marina também usou a aeronave,
no dia 26 de julho, quando desembarcou em Juiz de Fora, Minas Gerais, ao lado
do ex-governador de Pernambuco. No dia, a então candidata a vice inaugurou
junto com Campos uma Casa Eduardo Marina e cumpriu agenda com os candidatos do
PSB da região. Ela também fez viagem ao Acre com o Cessna. O avião, avaliado em
US$ 8,5 milhões, vinha sendo usado pela campanha do PSB desde maio.
Reportagem
exibida ontem no Jornal Nacional apontou que a aeronave foi paga por meio de
empresas fantasmas. Inquérito da Polícia Federal apurou que o Citation PR-AFA
foi objeto de pagamentos de R$ 1,7 milhão à usina AF Andrade por seis CNPJs, em
16 transferências. Entre as empresas havia até uma peixaria falsa, a Geovane
Pescados, cuja doação foi de R$ 15,5 mil (leia
mais).
Em nota
divulgada nesta terça-feira, o presidente do PSB, Roberto Amaral,
afirmou que a aeronave era emprestada de empresários amigos de Eduardo Campos e
que seu uso seria declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao final da
campanha, uma vez que o avião seria usado até lá. O partido tentará agora
blindar Marina Silva das responsabilidades com a Justiça Eleitoral pelo uso
indevido do jato, que pode resultar até na impugnação de sua candidatura.
BRASIL 247 27
DE AGOSTO DE 2014 ÀS 17:18
Adaptado
pelo blog do SINPROCAPE - 27.08.2014 19h39m
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