MARINA SE APROPRIA DE DISCURSO ORIGINAL DE AÉCIO
Apresentadas hoje, 250 páginas do plano de
governo da candidata Marina Silva têm um fio condutor: os mesmos princípios,
ideias e soluções praticadas no passado de governo e propostas atuais de
campanha do PSDB do adversário Aécio Neves; pregação de menor presença do
Estado na economia, fim do "dirigismo" e liberalismo econômico para
atrair o "capital privado" são, conceito por conceito, bandeiras que
os tucanos sempre defenderam; no trato, candidata renovou rapidamente sua
imagem e tenta imitar o estilo conciliador e simpático do senador mineiro;
santinho eletrônico no mais puro estilo paz e amor busca o coração das massas; até
o "vamos conversar" de Aécio virou "queremos conversar" na
nova política de Marina

Saiu o plano de governo da
candidata Marina Silva. E ele tem a cara e o corpo dos conceitos, estratégias e
soluções que o PSDB do candidato Aécio Neves vai apresentando nesta campanha
eleitoral. O fio condutor das 250 páginas do conteúdo do programa apresentado
hoje em São Paulo, na sede do PSB, é o mesmo do utilizado pelos tucanos ao
longo de sua história: presença reduzida do Estado na economia, abertura de
mercado e prevalência do capital privado no processo de desenvolvimento. A
receita clássica do neoliberalismo.
Além de
tomar para si o discurso econômico dos tucanos, Marina também vai tentando se
apropriar do estilo conciliador do senador mineiro. Ela anuncia que abrirá
espaço em seu governo para quadros de todos os partidos, desde que sejam
"bons". Assim como Aécio, da velha escola mineira, Marina quer
mostrar que tem capacidade de diálogo e convivência.
"É
uma lenda", segunda ela, o perfil de que seria, na prática, uma pessoa que
não aceita o contraditório. Para provar que mudou, o primeiro passo econômico
de Marina se deu na direção de usineiros de etanol, uma base que o PSDB vinha
cultivando em disputa, é claro, do ex-governador Eduardo Campos.
No
terreno da imagem, Marina ganhou ares de mulher moderna, bem maquiada e
sorridente.
Com
economistas do campo de influência tucana com seus principais candidatos a
ministro da Fazenda e presidente do Banco Central, André Lara Resende e Eduardo
Giannetti da Fonseca, não necessariamente nessa ordem, Marina avisa, sem meias
palavras, que quer o campo tucano todo para si.
BRASIL 247 29 de agosto de 2014 às 17:13
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.08.2014 08h26m
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