Campos, no entanto, enfrentou menos perguntas agressivas do que sua contraparte tucana: o "JN" não citou, por exemplo, as denúncias de que a campanha de Campos teria oferecido R$ 6 milhões a Pros e PP em troca de apoio e tempo de televisão, e não discutiu questões da gestão no Pernambuco, como o envolvimento de Campos, então secretário estadual da Fazenda, em fraudes no pagamento de precatórios que podem ter causado prejuízo de R$ 3 bilhões aos cofres públicos. Patrícia questionou o candidato, no entanto, sobre a nomeação de sua mãe, de um primo e de um primo de sua esposa a cargos no Tribunal de Contas da União e no Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.
Com respostas curtas e avesso ao enfrentamento com os entrevistadores, Campos, diferentemente de Aécio, teve tempo para reforçar o discurso das campanhas de oposição sobre a situação da economia brasileira: afirmou que o governo de Dilma Rousseff (PT) "derrete o emprego", "deixou voltar a inflação", que há necessidade de "regras claras" para incentivar o mercado financeiro, que há crise no setor energético e que a prioridade do país deve ser a retomada do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Campos repetiu até piada que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tem utilizado em seus eventos de campanha: de que o Brasil primeiro perdeu de 7 a 1 em campo, contra a Alemanha na Copa do Mundo, e agora perde de 7 a 1 na economia, com 7% de inflação (a taxa atual é de 6,3%) e 1% de crescimento da economia.

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