JANOT VAI INVESTIGAR AVIÃO DE CAMPOS E MARINA
O PSB terá que explicar à
Procuradoria Geral Eleitoral todas as circunstâncias do uso do jato Citation
PR-AFA, que caiu dia 13, matando o ex-governador Eduardo Campos e mais seis
pessoas; procurador Rodrigo Janot instaurou, nesta sexta-feira, 29,
procedimento para investigar a prestação de contas do partido da candidata
Marina Silva, que terá de apresentar toda movimentação financeira realizada
para a utilização da aeronave durante a campanha; avião não tem dono declarado
nem aeronave foi registrada ao TSE
A legalidade da utilização, pelo PSB, da aeronave Cessna
Citation PR-AFA, que caiu no último dia 13 matando então candidato Eduardo
Campos e outros seis tripulantes, será investigada pela Procuradoria Geral
Eleitoral (PGE).
O procurador-geral eleitoral, Rodrigo
Janot, instaurou nesta sexta-feira, 29, procedimento preparatório eleitoral
para investigar a prestação de contas do PSB relacionadas ao avião fantasma, no
qual a candidata Marina Silva voou por diversas vezes. Janot quer
saber se o uso do avião respeitava a legislação eleitoral no que toca à
prestação de contas parcial, quanto à arrecadação e gastos envolvidos na
campanha.
O PSB terá de encaminhar à
Procuradoria Geral Eleitoral os recibos eleitorais que comprovam a prestação de
contas parcial, prevista em resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A movimentação financeira feita
pelo PSB para a utilização da aeronave durante a campanha presidencial também
terá que ser explicado ao procurador-geral. Janot determina ainda que sejam
oficiados o Ministério da Justiça, com a solicitação de cópia do procedimento
investigatório em curso na Polícia Federal.
Da Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac), o PGR solicita informações a respeito da propriedade da aeronave
utilizada na campanha por Eduardo Campos e os registros de voo realizados desde
o último mês de maio.
Para blindar a candidata Marina
Silva e tentar se desvencilhar da polêmica sobre o uso do avião, o PSB fez um
novo comitê financeiro, com novo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica. A
responsabilidade pelos esclarecimentos será do comitê financeiro de Campos, que
tinha CNPJ próprio e foi desativado logo após a sua morte.
A PGE aponta várias reportagens
divulgadas pela imprensa sobre a utilização de recursos provenientes de
empresas fantasmas na compra do Cessna 560XL efetuada pela AF Andrade,
proprietária do avião.
A procuradoria diz que
documentos entregues à Polícia Federal pelos representantes da AF Andrade
informam que a aeronave teria sido vendida para três empresários pernambucanos,
parcelada em 16 depósitos bancários. No entanto, o uso da aeronave por Campos
não foi informado pelo partido ao TSE.
O prazo inicial de duração do
procedimento é 60 dias, permitidas prorrogações sucessivas, de acordo com a
necessidade de dar continuidade à investigação iniciada.
BRASIL 247 29 de
agosto de 2014 às 20:21
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.08.2014 08h49m
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