MARINA
FATURA R$ 1,6 MILHÃO E OMITE NOMES DE CLIENTES
Ex-senadora Marina Silva tem uma empresa,
a M. O. M. da S. V. de Lima, que foi registrada em 2011 e, desde então,
realiza palestras; a receita acumulada é de R$ 1,6 milhão; Marina, no entanto,
diz que não abre os nomes de seus clientes, porque seus contratos teriam
cláusulas de confidencialidade; sabe-se apenas que empresa funciona ao lado do
Instituto Marina Silva, que tem como uma de suas financiadoras Neca Setúbal,
herdeira do Itaú e coordenadora do programa de governo da candidata socialista,
que contempla, entre outras coisas, a independência do Banco Central; programa
do Itaú prevê ainda a redução do espaço de bancos públicos, como Banco do
Brasil, Caixa Econômica e BNDES, na economia
Desde que deixou o Senado Federal, em 2010, Marina Silva se tornou
uma bem-sucedida empresária. Em 2011, logo depois de ficar sem mandato
parlamentar, ela abriu uma empresa, a M. O. M. da S. V. de Lima, que tem
suas iniciais e comercializa suas palestras.
Desde então, Marina ganhou R$
1,6 milhão de clientes que pagaram para ouvi-la. No entanto, a ex-senadora, que
concorre à presidência da República pelo Partido Socialista Brasileiro, decidiu
omitir a identidade de seus clientes, alegando que os contratos possuem
cláusulas de confidencialidade.
A revelação sobre a empresa de
Marina foi feita em reportagem dos jornalistas Aguirre Talento e Fernanda
Odilla, da Folha de S. Paulo (leia aqui).
Ouvida, Marina alega ter assinado 65 contratos de palestras, desde que deixou
de ser senadora. Mas não demonstrou intenção de revelar os nomes de seus
financiadores pessoais.
Embora não tenha divulgado os
nomes de seus clientes, Marina Silva montou sua empresa ao lado do Instituto
Marina Silva, que digitaliza seu acervo e tem como doadora a empresária Neca
Setúbal, herdeira do Itaú e coordenadora de seu programa de governo.
Influente sobre modos e atitudes
de Marina, incluindo o ato de colocar ou não os óculos no debate da Band, Neca
já concedeu uma entrevista em que anunciou medidas de um eventual governo
Marina, como a independência do Banco Central. Outro ponto da agenda do Itaú
para o País é a redução do papel de bancos públicos, como Banco do Brasil,
Caixa Econômica e BNDES, na economia. Neca Setúbal tem também indicado nomes de
operadores de mercado, como André Lara Resende, para um eventual governo Marina.
Numa entrevista concedida neste
fim de semana, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que concorre ao governo do
Paraná, se disse amigo de Marina Silva, mas afirmou ser impossível votar nela.
"Para quê? Para entregar tudo ao Itaú?"
A revelação sobre a empresa de
Marina é o segundo problema que ele enfrenta, desde que despontou na frente das
simulações de segundo turno na eleição presidencial. Ontem, Marina recuou e
desfez seu programa de governo, no tocante aos direitos dos homossexuais,
depois de receber um ultimato do pastor evangélico Silas Malafaia (leia mais aqui).
BRASIL 247 31 de
agosto de 2014 às 05:13
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 31.08.2014 16h45m
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