NOVO RACHA NO PSB: "PODE VIR DINHEIRO DO QUE
FOR"
O deputado Márcio França (PSB-SP), indicado pelo partido para coordenar
o novo comitê financeiro da candidatura de Marina Silva, suspendeu o veto da
ex-senadora e de Bazileu Margarido, seu representante nas finanças da campanha,
sobre origem de doações; "Não tem problema algum, se a doação for legal.
Pode vir dinheiro da indústria de armas, de bebidas, do que for", disse
ele; declaração demonstra que os "sonháticos" são cada vez mais
pragmáticos; tanto ou mais do que os representantes da chamada velha política
Uma declaração do deputado
Márcio França, presidente do PSB em São Paulo, indica não apenas um racha no
partido em relação à origem das doações da campanha presidencial, mas também
que os "sonháticos" do grupo de Marina Silva são cada vez mais
pragmáticos, semelhante ou mais do que os representantes do que os pessebistas
chamam de "velha política".
Para
França, indicado pelo partido para coordenar o novo comitê financeiro da
campanha do PSB, de Marina Silva, tanto faz a origem das doações, desde que
elas sejam legais. Segundo ele, a legenda não terá nenhum tipo de restrição a
captação de recursos nessas eleições. "Não tem problema algum, se a doação
for legal. Pode vir dinheiro da indústria de armas, de bebidas, do que
for", afirmou.
O
pensamento vai de encontro ao da nova candidata do partido, que declarou que
vetaria arrecadação de companhias da indústria bélica, do tabaco, de bebidas
alcoólicas e de agrotóxicos nessas eleições, por exemplo. "Defendo o mesmo
que Eduardo Campos defendia sobre as doações e nunca houve restrição",
insiste Marcio França.
Quando
França, que é candidato a vice-governador na chapa do tucano Geraldo Alckmin,
em São Paulo, foi indicado pelo presidente nacional do partido, Roberto Amaral,
para coordenar o comitê financeiro da nova campanha, depois da morte do então
candidato Eduardo Campos, Marina dividiu a tarefa com Bazileu Margarido, membro
da executiva nacional da Rede Sustentabilidade, partido da presidenciável.
O
aliado da candidata diz que manterá o veto aos tipos de arrecadação financeira
a que Marina é contra. Sobre o trabalho de manter contato com empresários para
a captação de recursos, afirmou: "nós é que vamos cuidar disso". É
certo que, se a tarefa está dividida entre Margarido e França, a campanha
acabará arrecadando doações dessas indústrias, uma prática típica dos
representantes do que a candidatura chama de "velha política". E mais
uma contradição a ser contabilizada na lista de Marina Silva.
BRASIL 247 29 DE AGOSTO DE 2014 ÀS 10:29
Adaptado pelo blog do SINPROCAPE - 29.08.2014 11h07m
Nenhum comentário:
Postar um comentário