Brasil
gerou 1,49 milhão de empregos no ano passado, informa a RAIS 2013
Ministro divulga dados da Relação Anual de Informações Sociais
(RAIS) que revela crescimento do emprego em 3,14%, comparativamente ao estoque
de trabalhadores formais
O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, divulgou nesta
segunda-feira (18) os dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS)
relativo ao ano de 2013. Os dados revelam um crescimento de 3,14% no
estoque de trabalhadores formais com relação a 2012, indicando a geração
de 1,490 milhão de postos de trabalho, resultado superior ao verificado no ano
de 2012 quando foram gerados 1,148 milhão de postos de trabalho com carteira
assinada no país.
Segundo informa dados da RAIS 2013, o montante de vínculos empregatícios
ativos em 31 de dezembro de 2013 no País atingiu 48,948 milhões, ante 47,459
milhões do ano anterior. Revela ainda um aumento nos rendimentos médios dos
trabalhadores formais que alcançou um ganho de 3,18% (tomando como
referência o INPC), percentual superior ao ocorrido em 2012 (2,97%), passando
de R$2.195,78, em dezembro de 2012, para R$2.265,71, em dezembro de 2013. O
resultado é proveniente do aumento de 3,34% nos rendimentos médios das
mulheres e da elevação de 3,18% no dos homens.
Segundo o ministro, os dados demonstram uma desaceleração, porém mantém
o saldo positivo na oferta de vagas formais. “O País vem mantendo a geração de
postos, seguindo o crescimento do PIB. Apesar da desaceleração, criamos vagas
de emprego e tivemos ganhos reais de salários, como demonstra a RAIS”, afirmou.
O dinamismo do emprego formal do mercado de trabalho decorreu do
crescimento de 4,85% (+ 414,7 mil postos) no contingente de trabalhadores
estatutários e do aumento de +2,76% (+ de 1,075 milhão de postos) dos
empregos celetistas.
A RAIS 2013 aponta a mesma tendência dos dados do CAGED, que cobre
somente o universo empregatício regido pela CLT. De acordo com esse registro,
verificou-se um crescimento de 2,76%, mesmo percentual de aumento registrado
para os vínculos celetistas.. Tomando como referência o mês de janeiro de 2014,
no CAGED, foram gerados 1,092 milhão de postos de trabalho, montante
ligeiramente superior ao emprego celetista na RAIS.
Foram no total 8.1 milhões de estabelecimentos declarantes em 2013,
registrando um aumento de 3,35% em relação ao número de estabelecimentos
declarados em 2012 (7,9 milhões).
Expansão – O aumento do emprego formal em 2013 ocorreu em todos os setores, cujo
comportamento está atrelado à dinâmica macroeconômica, que foi impulsionada
pelo crescimento de 6,3% nos investimentos, 2,3% no consumo das famílias,
proporcionado pelo aumento real de 2,0% da massa salarial e expansão do
crédito. Em termos absolutos, os setores que mais se destacaram foram Serviços,
que gerou 558,6 mil empregos; o Comércio com geração de 284,9 mil
empregos; a Administração Pública, com 403 mil empregos; a Indústria de
Transformação, que gerou 144,4 mil empregos formais; e a Construção Civil, com
geração de 60,0 mil empregos com carteira assinada.
No recorte geográfico, todas as Grandes Regiões mostraram expansão do
emprego, com destaque para a região Sudeste (550,3 mil postos de trabalho);
Nordeste (313,2 mil postos); e o Sul: (285,6 mil postos). Entre os estados São
Paulo foi o destaque, com geração de 267,9 mil postos; Minas Gerais, com 128,9
mil postos; Rio de Janeiro, que gerou 125,1 mil postos; Distrito Federal com
93,5 mil postos e Santa Catarina com geração de 107,9 mil postos de trabalho em
2013.
Dentre os oito setores de atividade econômica, sete apresentaram
expansão nos rendimentos, com destaque para: Agricultura (6,13%), Extrativa
Mineral (4,76%), Construção Civil (4,29%), Comércio (3,63%), Indústria de
Transformação (3,40%) e Serviços (3,33%), todos registrando aumentos superiores
à média da totalidade dos setores (3,18%).
RAIS - A Relação
Anual de Informações Sociais (RAIS) foi instituída pelo Decreto nº 76.900/75,
que obriga as empresas a prestar declaração anual ao MTE. Suas informações
referem-se aos empregados celetistas, estatutários, avulsos, temporários,
dentre outros, colhendo dados da remuneração, grau de instrução, ocupação e
nacionalidade, além de dados dos estabelecimentos relativos à atividade
econômica e área geográfica.
A RAIS além de traçar um perfil do mercado de trabalho formal no país é
também o instrumento utilizado pelo governo para identificar
os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono
Salarial.
Os dados da RAIS prestam subsídios ao FGTS e à Previdência Social;
permite o controle da nacionalização da mão-de-obra; auxilia na definição das
políticas de formação de mão-de-obra; gerando estatísticas sobre o mercado de
trabalho formal.
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego 18/08/2014
Adaptado pelo blog do SINPROCAPE - 21.08.2014 08h20m
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