DILMA:
O PAÍS ESTÁ MAIS SÓLIDO DO QUE NO PASSADO
Em busca da reeleição, presidente Dilma
Rousseff exalta as mudanças sociais conquistadas em 12 anos de PT no poder:
“Com programas como o Bolsa Família, com o aumento do salário mínimo em 71% e a
geração de mais 21 milhões de empregos, praticamente erradicamos a pobreza
extrema e elevamos 42 milhões à condição de classe média”; e diz que a grande
prioridade estratégica de seu governo é e será a educação: “Mudamos o país para
que ele possa mudar muito mais. O Brasil, com a ascensão do seu povo, ascende
também. Essa é a grande e verdadeira mudança. Agora temos rumo”
Na disputa pela reeleição,
presidente Dilma Rousseff faz último balanço dos 12 anos do PT no governo com
ganhos na área social; compara situação econômica da era FHC ao controle atual
da inflação e promete priorizar a educação. Leia:
Mudamos
o país para que ele possa mudar muito mais. O Brasil, com a ascensão do seu
povo, ascende também. Essa é a grande e verdadeira mudança. Agora temos rumo
Quando
Lula foi eleito presidente, em 2002, o Brasil estava com uma inflação de 12,5%,
tinha taxa de desemprego de 11,7%, reservas de apenas US$ 37 bilhões, dos quais
US$ 20 bilhões de um empréstimo do Fundo Monetário Internacional. Ninguém pode
negar que o país estava mal, muito mal. Passados 12 anos, ninguém pode negar
também que o país melhorou de forma substancial e profunda.
Transformamos
o social no eixo estratégico do desenvolvimento, com resultados
extraordinários. Realizamos o mais profundo processo de inclusão social de
nossa história. Com programas inovadores de transferência de renda como o Bolsa
Família, com o aumento do salário mínimo em 71% e a geração de mais 21 milhões
de empregos, praticamente erradicamos a pobreza extrema e elevamos 42 milhões à
condição de classe média.
Esse
processo de ascensão social constituiu um amplo mercado interno de massas,
estimulando os investimentos e a retomada do crescimento. Diante da crise, ao
contrário do que acontecia no passado, mantivemos o emprego e a renda. Hoje,
enquanto boa parte do mundo desemprega e reduz salários e direitos, o Brasil
tem a menor taxa de desemprego da sua história (4,9%) e continua a avançar na
redução da pobreza e das desigualdades.
O
resultado desse compromisso social é que o Brasil saiu do Mapa da Fome da FAO
(Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), cumpriu antecipadamente
a maior parte do Objetivos do Milênio da ONU e é considerado hoje um exemplo no
combate à pobreza e às desigualdades.
Tudo
isso foi acompanhado de um importante equilíbrio macroeconômico. Em meu
governo, a inflação se manteve dentro do regime de metas.
Governamos
com responsabilidade fiscal, a dívida pública líquida caiu de 60% do PIB em
2002 para o patamar de 35%. Nossas reservas cambiais estão em torno de US$ 376
bilhões. Eliminamos a histórica vulnerabilidade das contas externas, reduzimos
os juros e nos livramos da tutela do FMI. Este é um país muito mais forte,
soberano e sólido do que no passado.
Também
retomamos os imprescindíveis investimentos em infraestrutura que haviam sido
abandonados. Com as obras do PAC, as exitosas concessões de aeroportos,
rodovias e ferrovias, o forte apoio dos bancos públicos aos investimentos
produtivos e o estabelecimento de novas parcerias público-privadas, semeamos o
Brasil de obras vitais para seu futuro.
Mas a
grande prioridade estratégica do meu governo é e será a educação. Ela é
fundamental para assegurar a competitividade do país e a continuidade dos
processos de distribuição da renda. Por isso, triplicamos o orçamento dessa
pasta e aprovamos a destinação dos royalties e de parcela do fundo social do pré-sal
para a educação. Transformaremos uma riqueza finita, o petróleo, numa riqueza
permanente, a educação do nosso povo.
Implantamos
um programa inédito de creches, investimos na formação dos professores
alfabetizadores, multiplicamos as escolas em tempo integral e implementamos o
maior programa de ensino técnico da nossa história: o Pronatec. Expandimos
fortemente as escolas técnicas e as universidades federais. Duplicamos as
matrículas no ensino superior e abrimos as portas das universidades para os
mais precisavam, com o Prouni, o Reuni, as cotas, o Fies e o programa Ciência
Sem Fronteiras. Este é um país que tem muito mais futuro.
Tudo
isso é somente o começo. Vou avançar ainda mais o combate à corrupção com o
fortalecimento das instituições de controle e avanços na legislação para acabar
com a impunidade. Vou dar absoluta prioridade à reforma política. Criamos as
condições para que o Brasil inicie um novo ciclo de desenvolvimento.
Mudamos
o país para que ele possa mudar muito mais. O Brasil, com a ascensão do seu
povo, ascende também. Essa é a grande e verdadeira mudança. Agora temos rumo. O
Brasil colocou o povo no centro das suas políticas e achou um caminho correto e
sólido para percorrer.
BRASIL 247 26 de outubro de 2014 06:00
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 26.10.2014 07h37m
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