AÉCIM É ASSIM, POR JUCA KFOURI
por Fernando Brito
Neste universo, pequeníssimo, quando a gente
pensa em tudo o que envolve uma Presidência da República, dá uma mostra dos
compromissos do mineiro com a transparência e a tal “meritocracia”.
Desde seu tempos de Diretor de Loterias da
Caixa Econômica – pelo “mérito” de ser neto de Tancredo e primo do então
Ministro da Fazenda, Francisco Dornelles, até suas ligações atuais com Zezé Pérrella
e José Maria Marin, transparência e meritocracia tomam de sete a zero com ele.
Em matéria de manter as piores práticas e
reunir as piores companhias, Aécim também é assim.
Uma bola fora.
Juca Kfouri
Aécio Neves pediu a seu eleitor Ronaldo
Fenômeno que tentasse uma aproximação com o pessoal do Bom Senso FC. Ao mesmo
tempo, telefonou para José Maria Marin, outro eleitor dele, em Pequim,
desejando-lhe sorte antes do jogo contra a Argentina e, depois, parabenizando-o
pelo resultado, segundo a CBF divulgou.
Na reinauguração do Mineirão, em abril do ano
passado, Marin participou das homenagens a Aécio e o sítio da CBF também noticiou
com destaque, coisa que o político escondeu em sua página ao ocultar tanto a
foto quanto o nome do cartola.
Atitudes que fazem parte do jeito dele de ser,
mineiro, maneiro e, agora, marineiro.
Quando tinha apenas 25 anos, Aécio foi nomeado
diretor de Loterias da Caixa Econômica Federal.
Era ministro da Fazenda, no governo Sarney,
seu parente, Francisco Dornelles.
Havia três anos que a revista “Placar”
denunciara o caso que ficou conhecido como o da “Máfia da Loteria Esportiva” e
o presidente da CEF, ex-senador por Pernambuco, Marcos Freire, determinou que o
banco, até então nada colaborativo nas investigações, não ocultasse coisa
alguma, até para tentar restabelecer a credibilidade da Loteca.
Aécio fez que atenderia, mas não atendeu,
apesar de publicamente lembrado do compromisso pelo diretor da revista num
programa, na rádio Globo, comandado por Osmar Santos.
Em 2001 quando Aécio já era presidente da
Câmara dos Deputados, uma nova simulação.
Corria um processo de cassação do mandato do
deputado Eurico Miranda, presidente do Vasco da Gama, e do mesmo partido de
Francisco Dornelles, o Partido Popular.
A cassação era dada como certa até que, no dia
da decisão, sob a justificativa de comparecer ao enterro da mãe de Dornelles,
Aécio se ausentou e o processo acabou arquivado pela mesa diretora da Câmara.
Aécio deixou uma carta a favor da abertura do
processo, sem qualquer valor prático. E deixou de votar, o que teria
consequência.
Conselheiro do Cruzeiro, foi Aécio quem fez do
ex-presidente do clube, Zezé Perrela, o suplente de Itamar Franco, eleito
senador, aos 80 anos, em 2010, e falecido já no ano seguinte.
Tudo isso, e apenas no que diz respeito,
direta ou indiretamente, ao futebol brasileiro, revela um estilo, um modo de
ser.
Que não mudará, caso seja eleito presidente da
República, o futebol brasileiro, como Marin, aliás, acha que não tem mesmo de
mudar.
TIJOLAÇO 16 de outubro de 2014 08:44
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 16.10.2014 14h04m
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