S&P MANTÉM GRAU DE INVESTIMENTO DO BRASIL
Agência de classificação de risco Standard
& Poor's decidiu manter o selo de "grau de investimento" para a
economia brasileira, mas mudou a perspectiva de "estável" para
"negativa"; S&P espera que o Brasil registre uma retração da
economia da 2% neste ano, enquanto em 2016 não haverá crescimento; apenas em
2017 a agência projeta um crescimento modesto da economia; segundo a agência,
as investigações dos casos de corrupção contra políticos e empresas de alto
perfil - em ambos os setores público e privado, e em todos os partidos -
levaram a uma alta da incerteza política no curto prazo
Do Infomoney
A agência de classificação de
rating Standard & Poor's decidiu cortar a perspectiva do rating do Brasil
de "estável" para "negativa", apesar de manter a nota de
crédito do País. A S&P espera que o Brasil registre uma retração da
economia da 2% neste ano, enquanto em 2016 não haverá crescimento. Apenas em
2017 a agência projeta um crescimento modesto da economia.
Após a
notícia, o Ibovespa já afunda 870 pontos - passando de 49.875 pontos para
49.004 às 13h40 (horário de Brasília). Já o dólar comercial aumentou os ganhos
e disparava 1,55%, para R$ 3,4163 na venda no mesmo horário.
A
S&P diz que as investigações em curso nos casos de corrupção contra
políticos e empresas de alto perfil - em ambos os setores público e privado, e
em todos os partidos - levaram a uma alta da incerteza política no curto prazo.
A agência afirma que este cenário coloca um grande risco nas implementações de
novas políticas, principalmente nas votações do Congresso.
Segundo
a agência, desde que o rating do País foi reafirmado, em 23 de março, os riscos
de um downside da nota soberana aumentaram. "O Brasil enfrenta
circunstâncias políticas e econômicas desafiadoras, apesar do que nós
consideramos ser uma correção política significativa durante o segundo mandato
da presidente Dilma Rousseff", afirmou a S&P em relatório.
A
projeção da agência é de um para três de que o governo irá enfrentar novas
"derrapagens dada a dinâmica política e que o retorno de uma trajetória de
crescimento econômico mais firme vai demorar mais tempo do que o esperado".
"Revisamos a perspectiva para negativa porque, apesar das mudanças
políticas atualmente em curso, que têm o apoio da presidente, os riscos de
execução subiram. Em nossa visão, esses riscos derivam de ambas as frentes
políticas e econômicas", afirma a S&P.
Fonte: REDE BRASIL ATUAL 28 de julho 2015 13h55m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 28.07.2015 16h15m
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