74% DOS
BRASILEIROS SÃO CONTRA DOAÇÕES ELEITORAIS DE EMPRESAS
Levantamento
feito a pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) mostra que, para a maior
parte da população, repasses de empresas para partidos e políticos está
associada a corrupção
A maioria dos brasileiros é contra as doações
de empresas para campanhas eleitorais. As informações são da pesquisa Datafolha
encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e divulgada nesta
segunda-feira, 6. De acordo com o levantamento, 74% dos entrevistados são contrários ao
financiamento empresarial de partidos e políticos.
Apenas
16% são favoráveis a prática, enquanto 10% não opinaram. O levantamento aponta
ainda que a rejeição às doações eleitorais de empresas é maior entre as pessoas
que possuem ensino superior (80%) e ganham entre 5 a 10 salários mínimos (82%).
Outro dado relevante mostrado pelo estudo é que, para 79% dos entrevistados o
financiamento de partidos por empresas privadas estimula a corrupção. Para 12%
contudo, a prática não tem relação com a corrupção, enquanto 3% acredita que a
medida combate a corrupção e 6% alega não saber se a prática diminui ou aumenta
a corrupção.
A
pesquisa também levantou os partidos dos entrevistados e constatou que os que
se declararam favoráveis ao PSDB e a “outros partidos” são que o proporcionalmente
mais apoiam a iniciativa, chegando a 22%. Dos que se declararam favoráveis ao
PT, 20% apoiam as doações e para os favoráveis ao PMDB o porcentual é de 19%.
Ainda assim, os contrários a medida são maioria tanto dos eleitores do PT e do
PSDB (75% contrários as doações) quanto do PMDB (77% contrários).
O Datafolha ouviu 2.125 entrevistados, entre os
dias 9 e 13 de junho, em 135 municípios de todas as regiões do País. A margem
de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos. O
levantamento foi feito a pedido da OAB no momento em que o Supremo julga a Ação
Direta de Constitucionalidade movida pela entidade contra as doações
empresariais para campanhas. A maioria dos ministros da Corte já se manifestou
contra as doações, mas o caso está parado há mais de um ano devido ao pedido de
vista do ministro Gilmar Mendes, que afirmou que vai retornar o tema à pauta
neste segundo semestre.
Fonte: ESTADÃO 06 de julho 2015 21h50m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 08.07.2015 06h42m
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