'NÃO HÁ O QUE CONTESTAR, NINGUÉM É MALUCo’
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB)
rebate críticas sobre sua manobra que, em menos de 24 horas, derrubou a
rejeição à redução da maioridade penal e aprovou, em primeiro turno, por 323 a
155 votos e 2 abstenções, emenda substitutiva que reduz limite de 18 para 16
anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte;
ele foi acusado de "ditador" e de praticar "pedaladas
regimentais" para trazer a proposta para nova apreciação; "Como essa
proposição não tinha sido votada, você poderia aglutinar qualquer emenda à PEC
da comissão, qualquer proposta apensada em um texto original. Então não há o
que contestar, ninguém é maluco", diz o peemedebista
Em menos de 24 horas, a Câmara
dos Deputados derrubou a rejeição à redução da maioridade penal e aprovou, em
primeiro turno, por 323 a 155 votos e 2 abstenções, emenda substitutiva que
reduz limite de 18 para 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão
corporal seguida de morte.
A
manobra, comandada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), gerol
bate-boca no plenário. Ele foi acusado de "ditador" e de praticar
"pedaladas regimentais" para trazer a proposta para nova apreciação:
O
senador Jader Barbalho (PMDB-PA) comparou Cunha a um "ditador" e
insinuou que a inclusão de "jabutis" - matérias estranhas ao texto
original de uma medida provisória - teria motivos ocultos. "O que acontece
na Câmara não me causa nenhum espanto. Esses jabutis não são gratuitos na
extensão do termo", afirmou Jader.
"Aqui
não é a casa de vossa excelência. Não permitiremos que o senhor nos determine
vossas vontades. Presidente, não imagine que o senhor vá nos escravizar",
atacou Glauber Braga (PSB-RJ).
"Esta
sessão é uma farsa", rebateu Chico Alencar (PSOL-RJ). "Hoje nós temos
de discutir a redução dos critérios mínimos de democracia no parlamento. É um
hábito nocivo e degradado. Arma-se um golpe ao regimento, à minoria, à
democracia. O parlamento brasileiro vive hoje uma noite tenebrosa."
Cunha
rebateu: "Como essa proposição não tinha sido votada, você poderia
aglutinar qualquer emenda à PEC da comissão, qualquer proposta apensada em um
texto original. Então não há o que contestar, ninguém é maluco".
“Acho
muita graça quando os deputados, alguns do PT, quando são as matérias do
governo, quando dei interpretações em matérias do governo, como o projeto de
desoneração, as medidas provisórias do ajuste fiscal, ninguém reclamava que a
interpretação era uma interpretação que poderia ser duvidosa", alfineta o
peemedebista.
Fonte: BRASIL 247 02 de julho 2015 05h08m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 02.07.2015 06h16m
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