GOLPISTA, AÉCIO DIZ QUE SEU GOLPE NÃO É GOLPE
Senador Aécio Neves (PSDB-MG) divulgou nota
nesta terça-feira para rebater a entrevista concedida pela presidente Dilma
Rousseff, em que ela denunciou a movimentação de "certa oposição
golpista"; para o político mineiro, que foi derrotado nas urnas, mas
tentou de tudo, incluindo até uma patética recontagem das urnas, seus
insistentes movimentos para apear um governo legítimo são democráticos; na
nota, ele listou os seus caminhos golpistas: a ação das 'pedaladas fiscais' no
TCU, o processo no TSE sobre doações eleitorais e as investigações na Lava
Jato; agora, recapitulando: (1) o que o PSDB chama de 'pedaladas' é um prática
comum no setor público; (2) Aécio recebeu mais doações das empreiteiras do que
Dilma e (3) o parlamentar foi citado por Alberto Youssef como dono de uma
diretoria em Furnas, durante o governo FHC, que pagava mesada de US$ 100 mil
/mês a parlamentares; seu caso ainda pode ser reaberto, mas ele não desiste: ao
contrário de outros tucanos, como Marconi Perillo e Geraldo Alckmin, quer o
golpe, porque é a única solução que atende a seus caprichos

O senador Aécio Neves divulgou, nesta terça-feira, uma nota em
que rebate a entrevista da presidente Dilma Rousseff, concedida à Folha de S.
Paulo.
Derrotado
nas últimas eleições presidenciais, Aécio já tentou de tudo – inclusive uma
patética recontagem das urnas eletrônicas, apenas nas eleições para o Palácio
do Planalto.
Na nota
desta terça-feira, ele listou os caminhos do projeto golpista: a ação das
'pedaladas fiscais' no TCU, o processo no TSE sobre doações eleitorais e as
investigações na Lava Jato.
Aécio
não mencionou, entretanto, que aquilo que o PSDB chama de 'pedaladas' é um
prática comum no setor público, ocorrida, inclusive, em governos tucanos.
Também
não disse que sua campanha recebeu mais doações das empreiteiras do que a da
presidente Dilma.
Por último, embora tenha citado a Lava Jato, o senador mineiro
não lembrou que foi mencionado por Alberto Youssef como dono de uma diretoria
em Furnas, durante o governo FHC, que pagava mesada de US$ 100 mil /mês a
parlamentares (confira
aqui o vídeo).
Seu
caso ainda pode ser reaberto, mas ele não desiste: ao contrário de outros tucanos,
como os governadores Marconi Perillo e Geraldo Alckmin, que defendem eleições
presidenciais no calendário normal, ou seja, em 2018, ele quer o golpe, porque
é a única solução que atende a seus caprichos.
Leia, abaixo, a nota de Aécio:
NOTA À IMPRENSA
O discurso do golpe
O discurso do golpe que vemos
hoje assumido pela presidente da República, e repetido pelos seus ministros e
pelos petistas, nada mais é do que parte de uma estratégia planejada para
inibir a ação das instituições e da imprensa brasileiras no momento em que
pesam sobre a presidente da República e sobre seu partido denúncias da maior
gravidade.
Para o
PT, se o TCU identifica ilegalidades e crime de responsabilidade nas manobras
fiscais autorizadas pela presidente da República, trata-se de golpe.
Para o
PT, se o TSE investiga ilegalidades na prestação de contas das campanhas
eleitorais da presidente da República, trata-se de golpe.
Se a
Polícia Federal e o Ministério Público investigam crimes de corrupção
praticados por petistas, para o PT trata-se de golpe.
Tudo
que contraria o PT, e os interesses do PT, é golpe!
Na
verdade o discurso golpista é o do PT, que não reconhece os instrumentos de
fiscalização e de representação da sociedade em uma democracia.
O
discurso golpista do PT tem claramente o objetivo de constranger e inibir
instituições legítimas, que cumprem plenamente seu papel.
Os
partidos de oposição continuarão atentos e trabalhando para impedir as
reiteradas tentativas do PT para constranger e inibir a autonomia e
independência das instituições brasileiras.
Aécio
Neves.
Presidente
do PSDB.
Fonte: BRASIL 247 07 de julho 2015 12h51m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 07.07.2015 17h23m
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