MARCONI RECHAÇA GOLPE E
CHAMA PSDB AO BOM SENSO
Pela quinta vez em cerca de um ano, tucano de
Goiás joga água fria na fervura do golpismo e diz que não cabe aos governadores
do partido entrar na discussão do impeachment, segundo ele matéria de foro
exclusivo da bancada federal; "Um partido como o PSDB tem diversos
níveis de responsabilidade. Nós temos a responsabilidade da gestão. As bancadas
e partido têm um posicionamento mais forte", contemporizou nesta
terça-feira (7), no Ethanol Summit 2015, em São Paulo; Marconi, no entanto, não
deixou de alfinetar o ex-presidente Lula: "O maior adversário da
Dilma é o Lula, que faz uma forte oposição interna e cria constrangimentos. O
fogo amigo é o que mais incomoda"; em março, ainda no calor das
repercussões dos protestos contra Dilma, Marconi irritou a cúpula do PSDB ao
dizer, em defesa da petista, que o Brasil não pode ser vítima da intolerância e
do desrespeito, "de minorias que não querem uma democracia onde o
republicanismo possa prevalecer"

O governador Marconi Perillo
voltou a afirmar que não é tarefa dos governadores do PSDB assumir discurso
radical a favor da saída da presidente Dilma Rouseff (PT). Tucanos, liderados
pelos senadores Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), têm propagado a onda do
chamado "golpe" e querem a qualquer custo o impeachment da petista.
Assim como o governador Geraldo Alckmin, Marconi defende postura republicana.
"Um
partido como o PSDB tem diversos níveis de responsabilidade. Nós temos a
responsabilidade da gestão. As bancadas e partido têm um posicionamento mais
forte. Não cabe aos governadores do PSDB entrar nessa discussão", afirmou
Marconi nesta terça-feira, ao participar do evento Ethanol Summit 2015, em
São Paulo. Desafeto assumido do ex-presidente Lula, o governador goiano
criticou o petista ao comentar o momento político enfrentado pela presidente
Dilma.
O tucano de Goiás, no entanto, não deixa de alfinetara acúpula
petista. Para ele, o ex-presidente Lula é o principal fomentador da crise que
envolve Dilma: "O maior adversário da Dilma é o Lula, que faz uma forte
oposição interna e cria constrangimentos. O fogo amigo é o que mais incomoda. O
PMDB é o fiel da balança para a estabilidade econômica do País. Terão uma peso decisivo para garantir a
governabilidade", disse ao Estadão.
Bom senso
Em reiteradas ocasiões,
notadamente em momentos de acirramento da crise política e à revelia das
repreensões da cúpula do PSDB nacional, o governador tucano de Goiás levantou a
voz em defesa de Dilma, da governabilidade e do republicanismo. A declaração
mais importante aconteceu em 19 de março, em Goiânia, ainda no calor das
repercussões dos protestos que levaram milhares de pessoas às ruas das cidades
brasileiras. "O Brasil não pode ser vítima da intolerância, do
desrespeito. Não pode ser vítima de minorias que não querem uma democracia onde
o republicanismo possa prevalecer", disse Marconi durante lançamentos das
obras do BRT de Goiânia. O governador goiano foi bastante aplaudido por uma
plateia 100% formada por petistas na sede prefeitura de Goiânia, administrada
pelo PT.
Na
ocasião, o tucano disse ainda que, apesar das divergências programáticas de PT
e PSDB, o respeito entre os agentes públicos deve ser preservado: "Sou de
um outro partido, que às vezes faz oposição à senhora, mas eu não. Nunca
ninguém ouviu aqui em Goiás uma palavra minha que não fosse de respeito e de
reconhecimento ao trabalho de Vossa Excelência". E concluiu: "Venho
como governador legitimamente reeleito do Estado de Goiás para receber uma
presidente da República que foi legitimamente reeleita e que tem o meu apoio à
sua governabilidade."
Dias
antes, em fevereiro, em missão internacional à França, Marconi declarava ao
jornal goiano O Popular que seu partido, o PSDB, não deveria estimular uma
espécie de terceiro turno das eleições: “Trabalhei para o Aécio, ele teve uma
grande votação em Goiás, mas ele perdeu, nós perdemos. Acho que a Dilma precisa
ter condições de governabilidade, precisa tomar muitas medidas que só ela pode
tomar, mas ela tem o direito a governar. Ela ganhou”
Marconi
sempre louvou o trabalho de Dilma e, se não era possível tecer elogios, pelo
menos não carregava na crítica. Foi o que aconteceu no último domingo, na
Convenção Nacional do PSDB que reconduziu Aécio Neves à Presidência do partido.
Ao discursar, Perillo mirou sua artilharia contra o ex-presidente Lula.
"Na convenção passada, quando nosso querido Aécio foi eleito presidente,
eu disse aqui algumas coisas que não agradaram a alguns. Eu chamei esse líder
do lulo-petismo de canalha e aqui as coisas estão comprovando que eu não estava
faltando com a verdade”. Sobre Dilma, no entanto, o tucano não abriu o bico.
Fonte: GOIÁS 247 07 de julho 2015 19h28m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 08.07.2015 06h27m
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