PLENÁRIO
DA CÂMARA VOLTA ATRÁS E DERRUBA MANDATOS DE CINCO ANOS
Por Aline Leal e Luciano Nascimento - Repórteres da Agência Brasil
O plenário da Câmara dos Deputados voltou atrás e derrubou hoje (15) a
duração de cinco anos para os mandatos de presidente da república,
governadores, prefeitos, deputados, vereadores e senadores. As matérias haviam
sido aprovadas durante a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da
reforma política, em primeiro turno. Com a decisão, os cargos do Executivo,
deputados vereadores retornam o mandato de quatro anos e oito anos para
senadores.
Foram duas votações, na primeira foi aprovado um destaque do PMDB que
retirava do texto aprovado a alteração nos mandatos do Legislativo. Por 294
votos a favor dos cinco anos e 154 contra. Para que os cinco anos fossem
mantidos, eram necessário os votos de no mínimo 308 deputados.
Na segunda votação, os deputados também voltaram atrás e reduziram,
por 363 votos favor e 68 contra, o tempo de mandato, de cinco para quatro anos,
para presidente da República, governadores e prefeitos.
Nesta quarta-feira, durante a votação das emendas ao texto aprovado
em segundo turno, uma emenda apresentada pelo líder do DEM, Mendonça Filho
(PE), tentou restabelecer a reeleição para presidente da República, mas foi
rejeitada pelos deputados.
Um dos temas mais polêmicos no debate da reforma política, a que trata
do financiamento de campanha por empresas, dividiu mais uma vez o plenário. Um
destaque do PT e do PPS pretendia excluir do texto a possibilidade de empresas
fazerem doações a partidos políticos.
Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), o fim do financiamento de
pessoas jurídicas para campanhas eleitorais deveria ter sido votado
hoje. “Quem quer manter empresa financiando eleições tem que colocar 308 votos
no segundo turno e não fazer uma manobra regimental para impedir a votação que
vai decidir se vai ter empresa ou não no financiamento eleitoral
brasileiro”, disse. Mas um questionamento do líder do PMDB, deputado Leonardo Picciani
(RJ), sobre a validade do destaque, resultou no cancelamento da sessão e,
consequentemente, no adiamento da decisão para agosto.
Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que precisa
de mais tempo para ter segurança jurídica a fim de votar as emendas
restantes. “Eu preciso decidir com segurança. Todas as decisões que tomei,
regimentais, aqui, foram todas confirmadas pelo Poder Judiciário, não posso
correr o risco de tomar uma decisão que eu possa sofrer contestação e não
ganhar”.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL 15 de julho 2015 23h28m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 16.07.2015 07h15m
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