PRIMEIRO-MINISTRO REBATE O GLOBO E NEGA LOBBY DE
LULA
O premiê português Pedro Passos Coelho negou
nesta segunda-feira 20 a acusação publicada pelo jornal O Globo no fim de
semana de que o ex-presidente Lula teria feito lobby junto ao governo do país
europeu em favor da Odebrecht; "O ex-presidente Lula da Silva não me veio
meter nenhuma cunha para nenhuma empresa brasileira", afirmou Passos,
usando expressão portuguesa que significa "fazer lobby"; "Não me
veio dizer: há aqui uma empresa que eu gostava que o senhor, se pudesse, desse
ali um jeitinho. Isso não aconteceu. E nem aconteceria, estou eu convencido,
nem da parte dele, nem da minha parte", acrescentou; na reportagem, jornal
da família Marinho omitiu informações repassadas pelo Instituto Lula
O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, desmentiu
nesta segunda-feira 20 matéria do jornal O Globo, publicada ontem (19) sobre
suposto lobby do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor da
construtora Odebrecht. "O ex-presidente Lula da Silva não me veio meter
nenhuma cunha para nenhuma empresa brasileira", afirmou o
primeiro-ministro à imprensa portuguesa.
"Para
ser uma coisa que toda a gente perceba direitinho, é assim. Não me veio dizer:
há aqui uma empresa que eu gostava que o senhor, se pudesse, desse ali um
jeitinho. Isso não aconteceu. E nem aconteceria, estou eu convencido, nem da
parte dele, nem da minha parte", afirmou também o primeiro-ministro
português. A expressão "meter uma cunha" a que Coelho se refere
significa em Portugal "fazer lobby".
De acordo com a reportagem do Globo, o pedido de Lula em favor
da Odebrecht teria relação com a privatização da Empresa Geral de Fomento
(EGF), de Portugal. Em nota divulgada ontem, a assessoria de imprensa do
Instituto Lula acusou o jornal da família Marinho de omitir informações sobre o assunto.
"O jornal O Globo não se atenta aos fatos e faz distorções para prejudicar
o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".
As
declarações de Passos foram feitas a jornalistas portugueses ao final de uma
conferência, num hotel de Lisboa. O chefe do executivo adiantou que não recebeu
nenhum pedido de informações das autoridades judiciais brasileiras sobre este
assunto. "Não, nenhum", assegurou.
Assista
aqui vídeo publicado pela agência portuguesa RTP com as declarações do
primeiro-ministro.
Fonte: BRASIL 247 20 de julho 2015 17h15m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 21.07.2015 05h55m
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