SINDICATO DOS EMPREGADOS, VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO, PROPAGANDISTAS, PROPAGANDISTAS VENDEDORES, PROMOTORES DE VENDAS E VENDEDORES DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS DA CIDADE DE CARUARU, E REGIÕES DO AGRESTE E SERTÃO DE PERNAMBUCO,
FUNDADO EM 02/04/1989 - REGISTRO SINDICAL MTB/SRT 24330.009395/90 - DE 23/05/1989 - Email: sinprocape@sinprocape.org - fone:(81)3722-0063
ASSIM NASCEU O SINPROCAPE
ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .
domingo, 2 de novembro de 2014
‘CAPITALISMO
CRIOU SER HUMANO ADEQUADO AO CONSUMO’, DIZ FILÓSOFA SOBRE BURGUESIA
Ester Vaisman, organizadora de 'Lukács: Estética e Ontologia', diz que
manipulação do capital atravessa relações humanas, apoiando conservadorismo
O ano de 1848 marca, na Europa, a emergência de um
novo sujeito histórico: a classe trabalhadora. A partir daí, o pensamento da
direita, enraizado no capital, entra em declínio, no que é considerada a
decadência ideológica burguesa. Essa é a análise de Ester Vaisman, professora
de filosofia da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Organizadora
do livro "Lukács: Estética e Ontologia", ela cita o filósofo húngaro
György Lukács para exemplificar como o capital mostrou no decorrer dos
últimos séculos “uma sobrevida, uma capacidade de autoperpetuação e reprodução
inimagináveis”.
“A decadência ideológica se manifesta, primeiro, na afirmação de uma
impotência do ser humano, não só de conhecer a realidade, mas de mudar e
transformar o mundo. Portanto, qualquer ideia de libertação ou emancipação é
considerada como uma utopia, ou uma recaída tardia às tendências socialistas,
de constituição de um mundo onde todas as pessoas possam viver bem em todos os
níveis, não só no material, mas também no cultural”, analisa. “O capital
não é algo material. Pelo contrário, é uma relação social. Porém, ele ganha uma
autonomia, como se tivesse uma vontade própria, construindo um ser humano
adequado a ele. Portanto, o fato de um shopping center se tornar um lugar de lazer
no fim de semana é um símbolo maior dessa alienação que se dá no nível do
consumo. Logo, a alienação não se dá apenas na fábrica, na indústria: ela
atinge a todos, mesmo os que não atuam, no chão de uma fábrica”, analisa.
Ao superar a concepção do capitalismo apenas na
relação de trabalho, Vaisman argumenta que, atualmente, sofremos um processo de
manipulação em um nível mais amplo, não só como consumidores, mas na família,
nas relações de amizades e amorosas. Nesse cenário, o pensamento de direita se
prolifera.
“A manipulação [do capital] é um processo que
atravessa todas as relações humanas. Por isso, o pensamento de direita tem
galvanizado tantas atenções e tem obtido tanto apoio ao redor do mundo. Com a
derrota soviética no leste europeu, não se vê uma perspectiva à esquerda. E a
única alternativa que está posta para muitas pessoas é ditadura, é a direita.
[...] O culpado é sempre o imigrante, o culpado é o ocidente, o
islã. Sempre uma busca por um bode expiatório. É impressionante como essa
faceta da história se repete”, conclui.
OPERAMUNDI 30 de outubrobro de 2014 13:11
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 02.11.2014 05h45m
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