A
MARCHA DO IMPEACHMENT: “MAIS UMA VEZ, VEJA DESINFORMA SEUS LEITORES E TENTA
MANIPULAR A REALIDADE”
Foto: Roberto Stcukert/PR
NOTA À IMPRENSA
A reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de
manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos.
Depois de tentar interferir no
resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça
eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao
insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo
Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da
presidenta Dilma.
As práticas ilegais do senhor
Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações
conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
Aos fatos:
Em 6 de novembro de 2014, Veja procurou
a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informando que iria
publicar notícia, “baseada em provas factuais”, de que a então ministra-chefe
da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu mensagem eletrônica do senhor Paulo
Roberto Costa, então diretor da Petrobras, sobre irregularidades detectadas em
2009 pelo Tribunal de Contas da União nas obras da refinaria Abreu e Lima. O
repórter indagava que medidas e providências foram adotadas diante do acórdão
do TCU. A revista não enviou cópia do e-mail.
No dia 7 de novembro, a
Secretaria de Imprensa da Presidência da República encaminhou a seguinte nota
para a revista:
“Em 2009, a Casa Civil era
responsável pela coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Assim, relatórios e acórdãos do TCU relativos às obras deste programa eram
sistematicamente enviados pelo próprio tribunal para conhecimento da Casa Civil.
Após receber do Congresso
Nacional (em agosto de 2009), do TCU (em 29 de setembro de 2009) e da Petrobras
(em 29 de setembro de 2009), as informações sobre eventuais problemas nas obras
da refinaria Abreu e Lima, a Casa Civil tomou as seguintes medidas:
a. Encaminhamento da matéria à
Controladoria Geral da União, em setembro de 2009, para as providências
cabíveis;
b. Determinação para que o grupo
de acompanhamento do PAC procedesse ao exame do relatório, em conjunto com o
Ministério de Minas e Energia e a Petrobras;
c. Participação em reunião de
trabalho entre representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento, Petrobras e
MME, após a inclusão da determinação de suspensão das obras da refinaria Abreu
e Lima no Orçamento de 2010, aprovado pelo Congresso.
Nesta reunião, realizada em 20 de
janeiro de 2010, “houve consenso sobre a viabilidade da regularização das
pendências identificadas pelo TCU” nas obras da refinaria Abreu e Lima
(conforme razões de veto de 26 de janeiro de 2009). Foi decidido, também, o acompanhamento
da solução destas pendências, por meio de reuniões regulares entre o MME, o TCU
e a Petrobras.
A partir daí, o Presidente da
República decidiu pelo veto da proposta de paralisação da obra, com base nos
seguintes elementos:
1) a avaliação de que as
pendências levantados pelo TCU seriam regularizáveis;
2) as informações prestadas em
nota técnica do MME que evidencia os prejuízos decorrentes da paralisação; e
3) o pedido formal de veto por
parte do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Este veto foi apreciado pelo
Congresso Nacional, sendo mantido.
A partir de 2011, o Congresso
Nacional, reconhecendo os avanços no trabalho conjunto entre MME, Petrobras e
TCU, não incluiu as obras da refinaria Abreu e Lima no conjunto daquelas que
deveriam ser paralisadas.
E a partir de 2013, tendo em
vista as providências tomadas pela Petrobras, o TCU modificou o seu
posicionamento sobre a necessidade de paralisação das obras da refinaria Abreu
e Lima”.
A inconsistência da reportagem de Veja é
evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima
já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram
repassadas ao órgão competente, a CGU.
Como fica evidente na nota,
representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Petrobras e do
Ministério de Minas e Energia discutiram a solução das pendências e,
posteriormente, o Congresso Nacional concordou com o prosseguimento das obras
na refinaria.
Mais uma vez, Veja desinforma seus leitores e tenta
manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez, irá fracassar.
SECRETARIA
DE IMPRENSA
PRESIDÊNCIA
DA REPÚBLICA
PS do
Viomundo: Merval Pereira, em sua famosa coluna em O Globo,
deu o roteiro. Crime de responsabilidade. Dilma não teria
tomado as providências necessárias contra a corrupção na Petrobras. A direita
ainda não chegou lá, visto que a denúncia de Veja alcança Dilma ainda como ministra
chefe da Casa Civil. Porém, o caminho que se busca é este: na impossibilidade
do impeachment, sangramento. É neste contexto que se deve entender as nomeações
conservadoras de Dilma para o ministério: uma tentativa de acalmar o Congresso,
que se divide entre empresários, ruralistas e evangélicos, não necessariamente
nesta ordem. Afinal, Merval deixou claro que a direita perdoará o PMDB, desde
que este vote para afastar Dilma.
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também:
VIOMUNDO 22 de novembro de 2014 13:04
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 23.11.2014 04h45m
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