MARINA SILVA QUER FAZER "BONDADES" INEXEQUÍVEIS, DIZ AÉCIO
O candidato do PSDB voltou a levantar dúvidas sobre a capacidade de
Marina e tentou enquadrar sua candidatura como uma de
"previsibilidade"
O candidato do PSDB ao Planalto,
Aécio Neves, voltou a fazer críticas a Marina Silva, postulante do PSB que o
superou nas pesquisas de opinião e, hoje, aparece como favorita em um segundo
turno contra a presidenta Dilma Rousseff (PT).
Em entrevista ao Jornal
da Globo, Aécio questionou a oposição realizada por Marina Silva chamando-a
de inconsistente e com um "conjunto de medidas ou de bondades"
inexequíveis do ponto de vista prático. "Chegou a hora de transformar
estas bondades em projetos, eu acho que é isso que a sociedade brasileira vai
cobrar da candidata Marina", afirmou.
"O custo das propostas já anunciadas até aqui, fora as que
certamente virão ainda durante a campanha, significa um aumento de gasto de 150
bilhões de reais ao ano, 3% do PIB. Só tem uma forma de se fazer isso:
aumentando a carga tributária, que ela diz que não vai acontecer."
A "previsibilidade" foi o mote escolhido pelo tucano
para a entrevista. O termo foi citado oito vezes por Aécio ao longo dos quase
23 minutos de duração. Ele afirmou que o seu governo irá na contramão do
governo Dilma, a quem chamou de "intervencionista, que não respeita
contratos e que não gera confiança nos parceiros do governo".
Apesar de queda nas pesquisas, Aécio se diz otimista. Para ele, a
disputa da Presidência da
República ficará entre o PSDB e o PSB. Ao ser questionado sobre a possibilidade
de seu partido ficar fora da disputa do segundo turno pela primeira vez em 20
anos, Aécio afirmou que "no momento da decisão, a reflexão vai se dar em
torno de duas candidaturas, porque, na minha avaliação, a atual presidente da
República perderá as eleições."
Aécio ainda defendeu uma flexibilização nas regras do Mercosul e
disse que cortará entre 20 e 23 ministérios. De que maneira? Unindo-os,
afirmou o tucano. "O Ministério
da Pesca vai estar dentro de um ‘Superministério’ da Agricultura, do
Agronegócio. Um ministério que tenha interlocução com a área da Fazenda,
interlocução com a área de infraestrutura. Esse é um outro ministério, nós
vamos apresentar o desenho de um grande Ministério de Infraestrutura",
expôs o candidato.
Ao ser questionado sobre a adoção de medidas impopulares para
conter a inflação e a alta de juros, Aécio se esquivou. "Tá na hora de
suor, sofrimento e aperto?", questionou a apresentadora Christiane Pelajo.
"Eu acho que o suor, sofrimento e aperto os brasileiros já estão sentindo
na pele. A inflação está aí de volta", disse ele. "O aperto já foi feito por esse governo.
O que nós temos é que estabelecer uma nova política econômica que permita o
Brasil voltar a crescer."
Carta Capital 04/09/2014 10:13
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 05.09.2014 04h57m
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