AGENDA
SETUBAL DE MARINA ATINGE CRÉDITO IMOBILIÁRIO
Está na página 61 do programa de governo da
candidata do PSB, apurou Paulo Moreira Leite; proposta formal
é pelo fim do crédito direcionado; obrigatoriedade vigente de os
bancos colocarem à disposição do financiamento imobiliário o mínimo de 65%
do recursos da caderneta de poupança teria fim, além de mexer em várias
outras linhas de empréstimos de amplitude social; desde 2002, crédito
direcionado subiu de 1,8% do PIB para 8,2%, o que explica o boom de compra de
imóveis, especialmente populares, no período; proposta justifica apoio
declarado a Marina feito por Roberto Setubal, presidente do banco Itaú, na
festa de 90 anos do Unibanco, que ele comprou; programa de governo
da candidata foi coordenado pela irmã do banqueiro, Neca Setubal;
presidente da Febraban, Murilo Portugal não faria melhor

Programa de governo da
candidata Marina Silva, do PSB, página 64. Lá está está o
"compromisso" assinado embaixo pela líder das simulações de segundo
turno com o fim do "crédito direcionado" dos bancos. Na prática,
trata-se de uma medida capaz de bagunçar todo o sistema habitacional popular do
País. É que, por crédito direcionado, o que se tem são as obrigações dos
bancos, públicos e privados, de destinar porcentuais de seus investimentos para
linhas de financiamento previamente estabelecidas. Especialmente, as de
amplitude social.
Entre o
que se inclui o crédito direcionado está o financiamento imobiliário. Os bancos
deixariam de ser obrigado a disponibilizar em crédito imobiliário o equivalente
a 65% dos recursos da caderneta de poupança. Poderiam deixar uma parte – ou
tudo – dentro de sua Tesouraria, rendendo juros, para citar apenas uma
possibilidade.
Por
este tipo de promessa, ou, como prefere Marina, "compromisso", ela
mereceu declaração entusiasmada de apoio do presidente do banco Itaú, Roberto
Setubal. A irmã dele, Neca Setubal, é coordenadora do programa de governo de
Marina. Com essa "regrinha", usando o diminutivo que a candidata usou
para se referir à sua "empresinha", nem Murilo Portugal faria
programa melhor. Como se sabe, o ex-secretário do Tesouro dos tempos de FHC e
atual presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febran).
Abaixo,
notícia exclusiva do jornalista Paulo Moreira Leite a respeito:
CINCO RAZÕES PARA TANTAS
RISADAS
por Paulo Moreira Leite
Num país onde os bons
humoristas se aposentaram, mudaram de profissão ou foram desta para melhor,
imagino que os banqueiros não devem lembrar-se de nenhum momento mais adequado
para dar boas bargalhadas de felicidade como a campanha de 2014.
Vejo cinco razões principais.
A primeira é que Marina Silva, sua candidata a presidente está
em boa posição nas pesquisas eleitorais e tem boas chances de vencer a eleição
num país que hospeda a 7a. maior economia do planeta. Só isso já seria um
motivo de alegria, considerando que nos últimos 12 anos ...(link).
BRASIL 247 4 de setembro de 2014 às 20:26
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 05.09.2014 05h52m
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