CHINA INVESTIRÁ R$ 160 BILHÕES NO
BRASIL
Dinheiro será usado
para custear obras de infraestrutura; acordo deve ser assinado na próxima
semana com a visita do primeiro-ministro chinês ao país
O primeiro-ministro
chinês, Li Keqiang, desembarca no país na próxima terça-feira trazendo consigo
um pacote de investimentos e projetos de cooperação avaliados em 53 bilhões de
dólares, ou 160 bilhões de reais. Os aportes são fruto de um entendimento
selado entre Brasil e China para financiar obras nas áreas de infraestrutura,
energia, mineração e manufatura no país. O acordo deve ser assinado pelas
autoridades dos dois países durante a visita do premiê.
A expectativa é que
esse montante seja direcionado para um fundo da Caixa Econômica Federal. O
governo chinês mantém fundos semelhantes em outros países, como México e
Equador. "Os recursos serão utilizados para apoiar investimentos de
infraestrutura e, obviamente, financiar empresas chinesas também", afirmou
uma fonte a par das negociações.
Um dos principais
projetos que fazem parte desse pacote é a Ferrovia Transoceânica, que ligaria
por trilhos o Oceano Atlântico, no Brasil, ao Pacífico, no Peru. O
empreendimento visa baratear o preço da soja e do minério de ferro, principais
produtos exportados para a China.
Também neste ano, o
Banco de Desenvolvimento do país asiático fechou contrato de financiamento de
3,5 bilhões de dólares com a Petrobras.
Nos últimos anos,
os bancos estatais chineses intensificaram os financiamentos na América Latina.
No ano passado, emprestaram 22,1 bilhões de dólares a países e empresas da
região, valor superior aos empréstimos feitos pelo Banco Mundial (Bird) e pelo
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O montante também é 71% maior ao
que foi desembolsado no ano anterior. Os dados foram levantados pelo professor
da Universidade de Boston, Kevin Gallagher. De acordo com o levantamento, na
última década terminada em 2014 instituições chinesas liberaram 119 bilhões de
dólares para a região.
Com essa operação,
os chineses passam a ser uma fonte alternativa de recursos à infraestrutura no
momento em que a equipe econômica do governo quer diminuir o papel do Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de
empresas e projetos pelo país.
Os bancos do país
asiático, no entanto, geralmente estabelecem acordos que vão além de pagamento
em dinheiro. Para cobrar juros mais baixos, as operações de financiamento
envolvem também intercâmbio de serviços e produtos entre os dois países.
VEJA 13 de maio de 2015 12h24m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 13.05.2015 18h11m
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