Empresariado
amplia lobby no Congresso para aprovar PL da terceirização (parte 2)
Jantares
e simpósios
A
crítica a esse lobby surgiu durante uma reunião do grupo técnico que tratou do
anteprojeto de lei para a reforma política na Câmara dos Deputados. Na reunião,
circulou a informação de que representantes empresariais e deputados teriam
discutido meios de fazer andar o PL da terceirização, em jantar no restaurante
Fasano, em São Paulo. O suposto encontro acabou sendo tomado como argumento
contrário ao modelo de financiamento de campanhas, que associa as contribuições
eleitorais de empresas à proteção de seus interesses pelo legisladores.
A
argumentação ventilou pelo Congresso e foi confirmada por pelo menos dois
deputados, que pediram para não ter seus nomes divulgados, um do PSDB e outro
do PDT. O tucano, ex-senador, embora não tenha participado de jantar para o
qual foi convidado, soube que o evento foi realizado e que os assuntos em
questão estiveram no cardápio. O pedetista confirmou ter recebido
representantes empresariais em seu gabinete, mas negou qualquer abordagem sobre
“troca de favores”. E ratificou que a notícia, entre os deputados, sobre as
articulações do grupo ansioso pela aprovação do projeto “não é novidade nas
comissões técnicas da Câmara”.
O
gabinete de Sandro Mabel confirmou que o deputado esteve em São Paulo no dia 30
de outubro para falar sobre o projeto, não no restaurante Fasano, mas como
participante de um simpósio jurídico realizado no Hotel Blue Tree Morumbi,
organizado pela Associação Brasileira de Companhias de Energia Elétrica. Na
ocasião, Mabel também teria mantido entendimentos não apenas com empresários do
setor, como com outros deputados presentes. O presidente da associação
organizadora do simpósio, Alexei Vivan, afirmou, em nota, que o deputado teria
dado um depoimento sobre o projeto de lei que se destacou por ser
“diferenciado, equilibrado, bem escrito e de bom senso, privilegiando o trabalhador
sem inviabilizar a atividade empresarial e sem contrariar a tendência mundial
de prestação de serviços”.
O
relator do projeto, deputado Arthur Maia (SDD-BA), disse por intermédio de sua
assessoria que tem cumprido o “seu papel” de receber a todos os que o procuram
para conversar sobre a matéria, incluindo nessa lista entidades sindicais e
empresas do setor de terceirização. Maia acrescentou, ainda, que não chegou a
organizar ou participar de jantares ou almoços, mas teve variados encontros
dentro do próprio Congresso para tratar da matéria.
13/11/2013 por RBA - Rede Brasil Atual
por Hylda Cavalcanti, da RBA
Adaptado pelo blog do SINPROCAPE - 15.11.2013 08h05m
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