GOLPISTA, VEJA DOBRA SUA APOSTA NO IMPEACHMENT
Editoria da
revista da família Civita prega abertamente a derrubada de uma presidente que
acaba de ser reeleita, tendo como pretexto a interpretação da Abril sobre a
delação premiada de um corrupto confesso, o executivo Augusto Mendonça, da Toyo
Setal; "Se Dilma tiver mesmo de enfrentar questionamentos semelhantes [um
pedido de impeachment], ela o faria enfraquecida por uma reeleição muito
apertada, pelo ressurgimento da oposição e por uma economia de prospectos
desanimadores"; revista investe na tese de que doação legal é propina
A revista Veja, da família Civita, prossegue em sua cruzada
antidemocrática. Neste fim de semana, o editorial assinado pelo jornalista
Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista, sugere o impeachment da
presidente Dilma Rousseff, que foi reeleita há pouco mais de um mês.
"Caso se confirme acima de
qualquer dúvida que entrou dinheiro sujo para pagar despesas de campanha do PT
em todos os níveis, até mesmo a presidente Dilma teria o que temer. Em 2005,
Lula escapou das consequências da revelação de mesma octanagem feita por Duda
Mendonças, seu marqueteiro, perante uma comissão do Congresso Nacional. Mas os
tempos eram outros. Lula era extremamente popular, a oposição estava
desidratada e da economia vinham apenas notícias boas.
Se Dilma tiver de
enfrentar questionamentos semelhantes, ela o faria por uma reeleição muito
apertada, pelo ressurgimento da oposição e por uma economia de prospectos
desanimadores".
Ou seja: na lógica de Veja,
existiriam condições reais para um impeachment. O pretexto é a delação premiada
de Augusto Mendonça, um corrupto confesso, que atuou na empresa Toyo Setal, e
disse ter feito doações legais de R$ 4 milhões ao PT, que comparou a "propina".
Depois disso, Reinaldo
Azevedo, blogueiro de Veja, propôs o banimento do PT da
atividade política (leia aqui),
sendo rebatido por Breno Altman (leia aqui).
A estratégia golpista é clara:
criminalizar as doações oficiais de campanha. No entanto, esse plano esbarra em
algumas dificuldades. As empreiteiras atingidas pela Lava Jato financiaram
campanhas de todos os partidos. Esquemas de corrupção em outras estatais, como
a mineira Cemig, joia da coroa de governos tucanos, também alimentaram o
esquema de Yousseff (leia aqui).
A propósito, a empreiteira mineira Andrade Gutierrez, uma das principais
financiadoras de Aécio, recebeu, de bandeja, a gestão da Cemig, que lhe foi
entregue graciosamente pelo PSDB, num caso que ainda dará muito pano pra manga.
Terá sido propina a doação da Andrade a Aécio?
BRASIL 247 06 de dezembro de 2014 05:54
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 06.12.2014 06h05m
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