A
CONFISSÃO DE SERRA, O SOCIOPATA
A arte de destruir
Quando se imaginava que Serra não
era capaz de apresentar nada pior do que aquilo que rotineiramente tem feito
nos últimos anos, eis que ele se supera e galga mais um degrau no capítulo da
indecência.
A um
grupo de pessoas supostamente interessadas em se filiar ao PSDB, ele se gabou,
na noite desta quinta, de haver sabotado um projeto de Dilma quando ela era
ainda ministra de Lula e ele governador de São Paulo.
O
projeto, segundo ele, era o do trem bala que ligaria São Paulo e Rio. Serra
disse que sugeriu ao presidente do BNDES, Luciano Coutinho, que incluísse
Campinas no trajeto. O objetivo, disse ele, era apenas atrapalhar.
Serra
afirmou que Luciano Coutinho, ainda hoje no comando do BNDES, concordou com ele
que o trem bala de Dilma merecia mesmo ser engavetado.
As
declarações de Serra vazaram, e ele disse que aquilo não era coisa para chegar
a jornalistas.
Bem,
estamos diante de duas possibilidades.
Uma:
Serra mentiu, e envolveu na história Luciano Coutinho.
A outra:
Serra disse a verdade.
Em ambos
os casos, o episódio é mais uma amostra da monumental falta de caráter de
Serra.
Se de
fato acabou com o trem bala, Serra reafirmou sua vocação de destruidor.
O que ele
construiu na já longa carreira política? Nada, nada e ainda nada.
Serra é a
inépcia disfarçada de preparo. Como prefeito de São Paulo, por exemplo, ele não
teve competência sequer para enfrentar os pernilongos.
Assim
como Alckmin culpa hoje a falta de chuva, ele atribuía ao excesso os
alagamentos que infernizavam a cidade.
Num
momento em que grandes cidades do mundo já lutavam pela mobilidade urbana,
Serra representava, em seu petrificado atraso mental, a Era do Carro com os
congestionamentos intermináveis e os índices de poluição avassaladores.
Thatcher, em suas memórias, citou
um antigo premiê que dissera que havia uma e apenas uma pessoa capaz de
endireitar o Reino Unido, e essa pessoa era ele próprio.
Ela disse
que, assim como seu remoto antecessor, também achava no final da década de 1970
que havia entre os britânicos apenas uma pessoa apta a restabelecer a grandeza
perdida do Rio Unido, ela mesma.
Em sua
mirabolante visão de si mesmo, Serra sempre achou que a presidência do Brasil
era um cargo feito para ele, e ninguém mais.
Os fatos
mostraram que os brasileiros jamais concordaram com isso.
Em seu
ressentimento corrosivo, Serra foi se adestrando na arte de fazer mal aos
outros, num patológico mecanismo de compensação.
A
sabotagem do trem bala enquadra-se neste tipo de sociopatia.
DCM 05 de dezembro de 2014
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 06.12.2014 05h41m
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