RÉUS DA JUSTIÇA
SEIS EXECUTIVOS SE TORNAM
RÉUS NO PROCESSO DO CARTEL DO METRÔ DE SP
Justiça do estado analisa irregularidades que teriam
ocorrido durante o governo de José Serra (PSDB)
Seis executivos de empresas
envolvidas no cartel do metrô de São Paulo se tornaram réus na Justiça do
estado. São eles Telmo Giolito Porto, da empresa Tejofran; Adagir Abreu, da
empresa MPE; Cesar Ponce de Leon, da empresa Alstom, além de três
executivos da empresa Temoinsa: Wilson Daré, Maurício Memória e David Lopes.
A
denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MP-SP), em maio deste
ano, argumenta que o crime de cartel ocorreu durante a reforma das Linhas 1
(Azul) e 3 (Verde) do Metrô de São Paulo e a modernização de 98 trens dessas
linhas. As práticas anticoncorrenciais nos procedimentos licitatórios ocorreram
no governo de José Serra (PSDB), entre 2008 e 2009.
Segundo a
denúncia, as empresas fizeram acerto para evitar a concorrência na licitação
por meio de consórcios, sempre com divisões pré-determinadas dos objetos dos
contratos. O valor total dos contratos, nesse período de dois anos chegou a R$
1,75 bilhão.
O MP
pediu a prisão preventiva de César Ponce de Leon, negada pela Justiça. O
requerimento do MP solicitava comunicação à Polícia Federal e à Interpol, a
Organização Internacional de Polícia Criminal. Segundo a promotoria de Justiça,
o executivo é estrangeiro e não foi localizado para ser ouvido nas
investigações uma vez que moraria no exterior. Por estar fora do país, César
poderia escapar de responder ao processo criminal.
“O fato
de ser o réu estrangeiro e morar no exterior, por si só, não traz a presunção
absoluta de que pretenda frustrar a aplicação da lei penal ou atrapalhar o
trâmite processual através de eventual fuga”, diz a decisão da juíza Cynthia
Maria Sabino.
O MP-SP
chegou a denunciar à Justiça, no mês passado, 11 executivos de empresas do
setor ferroviário e um funcionário da Companhia Paulista de Trens
Metropolitanos (CPTM) por formação de cartel em contratos firmados em 2007 e
2008. As empresas teriam dividido entre si três contratos administrativos,
combinando as propostas a serem apresentadas nas licitações.
Em nota,
o grupo Tejofran informou que jamais participou de qualquer tipo de cartel e
que defende a lisura da atuação de seus funcionários, que seguem rigorosos
mecanismos de controle. “[O grupo] esclarece ainda que, em relação aos
contratos citados, tentou participar de três processos mas foi desqualificado
de todos eles, mesmo recorrendo nas esferas administrativa e judicial. Obteve
contrato somente do edital que foi desmembrado pelo Metrô. Mensagens citadas no
inquérito tratam de tentativas da formação de um consórcio que nem mesmo se
efetivou. A empresa coloca toda sua contabilidade à disposição da Justiça, o
que permitirá comprovar que não houve sobrepreço”, diz a nota.
A Alstom disse apenas que “respeita as leis brasileiras e as
regras dos editais das licitações de que participa”. A Agência Brasil não conseguiu contato com as empresas
MPE e Temoinsa.
Fonte: REDE BRASIL ATUAL 25 de junho 2015 17h05m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 26.06.2015 08h12m
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