BLATTER RENUNCIA E FIFA TERÁ NOVAS ELEIÇÕES
Reviravolta
na Fifa; apenas quatro dias depois de conseguir a reeleição para o quinto
mandato, Sepp Blatter anunciou hoje que renunciou ao cargo de presidente da
entidade; Blatter foi reeleito em meio ao escândalo de corrupção no futebol,
caso que vem sendo investigado pelo FBI; ele venceu seu único adversário, o
príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein; secretário-geral da Fifa, Jerome
Valcke, também renunciou ao cargo
Apenas quatro dias após ser
reeleito presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter anunciou que renunciou ao
cargo de presidente da entidade.
Blatter
foi reeleito para o seu quinto mandato à frente da entidade na última
sexta-feira (29) em meio ao escândalo de corrupção da Fifa. Ele venceu seu
único adversário, o príncipe da Jordânia, Ali bin Al-Hussein.
Ele
ficará como presidente até a nova escolha. Na semana passada, uma onda de
prisões em Zurique havia deixado seu reinado debilitado e Michel Platini,
presidente da Uefa, chegou a pedir que ele deixasse o poder. Mas Blatter se
manteve no cargo e venceu as eleições de sexta-feira. Ele estava na Fifa desde
1976 e, como presidente, desde 1998.
A
presidência de Joseph Blatter ficou ameaçada quando o New York Times revelou
que a Justiça americana também investiga seu secretário-geral, Jerome Valcke,
que também renunciou hoje de seu cargo de secretário-geral da Fifa. Documentos
revelaram hoje que ele sabia dos pagamentos de US$ 10 milhões para cartolas no
Caribe e que estão sob investigação pelo FBI. Foi a ele que uma carta foi
direcionada para que a operação fosse realizada e o dinheiro do orçamento
regular da Copa desviado.
Inicialmente,
a Fifa insistiu a carta não provava nada. Mas, na tarde de hoje em Zurique, o francês
que ficou conhecido por sugerir que o Brasil deveria levar " um chute no
traseiro " acabou abandonando seu cargo.
Nesta
segunda-feira, Valcke foi indicado por uma reportagem do New York Times como a
pessoa que, na Fifa, autorizou o pagamento de US$ 10 milhões a Jack Warner, um
ex-vice-presidente da Fifa e o homem forte do futebol de Trinidad e Tobago. O
dinheiro seria uma retribuição ao voto dele pela África do Sul como sede do
Mundial e faz parte do caso liderado pelo FBI.
A vida
de Valcke pelo futebol foi marcada por questões judiciais. Ainda fora da Fifa,
ele foi citado em um processo na França por chefiar uma empresa citada em casos
de evasão fiscal na compra de jogadores. Já na Fifa, Valcke teria uma atuação
que, em qualquer empresa normal, teria sido severamente punido e condenado. Foi
ele quem negociou uma troca de patrocinadores de empresas de cartão de crédito.
Mas, processado por quem perdeu, viu a Fifa ser obrigada a pagar US$ 90 milhões
em multas na Justiça americana. Naquele momento, ele era apenas o diretor de
Marketing da entidade.
Valcke
seria suspenso por alguns meses, mas nunca deixou de receber seu salário. Ao
retornar, ele seria promovido a secretário-geral da Fifa, o homem responsável
pela organização de todos os Mundiais.
Dono de
um dos modelos de Ferrari mais caros do mundo, Valcke comprou em 2011 um
terreno na Suíça avaliado em R$ 15 milhões na cidade com os menores impostos da
Europa.
BRASIL 247 02 de junho de 2015 14h04m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 03.06.2015 05h08m
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