DEBATE SOBRE
PARLAMENTARISMO DEVE SER REABERTO, DIZ CUNHA
Durante evento Câmara Itinerante, em
Manaus, o presidente da Câmara falou sobre reforma política, maioridade penal e
pacto federativo, entre outros temas
O presidente da
Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, afirmou nesta segunda-feira (29) que o
debate sobre o parlamentarismo deve ser reiniciado pelos deputados. Cunha
defendeu a adoção do sistema ao ser questionado durante o evento Câmara
Itinerante, em Manaus (AM).
“Vivemos uma crise do presidencialismo, porque mesmo com a perda da condição
política, você não pode refazer o pleito, só na próxima eleição você pode rever
a decisão. No parlamentarismo, em certas circunstâncias especiais, você pode
dissolver até mesmo o Congresso e realizar novas eleições”, disse.
Reforma política
Para Cunha, a votação da reforma política foi um avanço, ainda que as mudanças
não tenham sido muitas. “No sistema eleitoral, tivemos todas as opções, mas a
Câmara fez a opção por manter o sistema existente”, disse.
Cunha ressaltou que a tendência é baratear as campanhas e impor um limite às
doações de empresas. Ele estima que o tempo de campanha deva diminuir de 90
para 60 dias, e o tempo de exposição da campanha na TV, de 40 para 30 dias.
“Defendo que empresas que prestam serviços junto à administração pública sejam
impedidas de fazer doações”, disse.
Maioridade penal
O presidente da Câmara defendeu também a redução da maioridade penal para
crimes graves e afirmou que esse debate deve continuar com a reforma do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei 8.069/90).
“Após a redução
vamos debater mudanças no sistema de internação, que hoje em dia não funciona.
Muitos lugares são inadequados”, disse.
Pacto federativo
Ele apoiou ainda uma mudança gradual do pacto federativo, sem impacto
imediato para o orçamento da União, mas com independência crescente dos entes
federados, o que restabeleceria sua capacidade de investimento.
Segundo Cunha, a
primeira medida deve ser tornar obrigatório o gasto com emendas de bancada, que
são emendas ao Orçamento da União feitas pelas bancadas estaduais da Câmara
para grandes projetos em seus estados. “Faz tempos que essas emendas não são
liberadas, e vamos reverter isso”, disse.
Veto a MP
Cunha disse que seu partido, o PMDB, deve defender a derrubada do veto ao texto
da Medida Provisória 660/14, que permite a servidores dos ex-territórios do Amapá e
de Roraima optarem pelo quadro em extinção de pessoal da União. O veto retirou
da proposta policiais e bombeiros militares, aposentados e servidores da
Suframa.
O deputado Silas Câmara (PSD-AM), que
foi o relator da proposta, explicou que a readmissão de servidores demitidos é
um direito, e prometeu trabalhar pela derrubada do veto. “No entanto, isso é
difícil, porque é necessária maioria da Câmara e do Senado. Da parte do meu
partido há disposição, pelo que entendo”, disse o presidente.
Fonte: CÂMARA NOTÍCIAS 29 de junho 2015 14h26m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 30.06.2015 08h00m
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