HAWILLA GRAMPEIA SEUS PARCEIROS DESDE 2013
Listado
entre os principais personagens na investigação sobre a corrupção na Fifa, o
empresário paulista José Hawilla colabora com o FBI desde o final de 2013;
desde então ele usava grampo em conversas com outros envolvidos no esquemas de
pagamento de propina e lavagem de dinheiro ligados a contratos de futebol,
incluindo o então presidente da CBF, José Maria Marin, que está preso na Suíça;
Hawilla é fundador e dono da Traffic, maior empresa de marketing esportivo da
América Latina; seus negócios incluem também a TV TEM, afiliada da Rede Globo
que transmite para 318 municípios do interior paulista; ele é sócio da
Globo, mas não se sabe se ele grampeou algum dos Marinho

Listado entre os principais
personagens na investigação sobre a corrupção na Fifa, o empresário paulista
José Hawilla colabora com o FBI (polícia federal norte-americana) desde o final
de 2013. Desde então ele usava grampo em conversas com outros envolvidos no
esquemas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro ligados a contratos de
futebol, incluindo o então presidente da CBF, José Maria Marin, que está preso
na Suíça.
A
abordagem do FBI aconteceu logo após o próprio Hawilla ter sido gravado por
outro envolvido. Em dezembro, ao final de cerca de um ano de colaboração, ele
formalizou um acordo com a Justiça, se declara réu confesso e se compromete a
pagar US$ 151 milhões (cerca de R$ 473 milhões), dos quais o empresário já
depositou US$ 25 milhões (R$ 78 milhões).
Hawilla
é fundador e dono da Traffic, a maior empresa de marketing esportivo da América
Latina. Seus negócios incluem também a TV TEM, afiliada da Rede Globo que
transmite para 318 municípios do interior paulista. Ele é sócio da Globo.
Conforme
publicação do jornal Miami Herald, em abril do ano passado, o empresário gravou
até uma conversa com Aaron Davidson, presidente da Traffic USA, filial da sua
empresa nos EUA. Davidson também foi indiciado.
Além de
Hawilla, outro réu confesso, o ex-membro do comitê executivo da Fifa Chuck
Blazer, concordou em gravar conversas para o FBI sobre propina, segundo o
jornal New York Times.
A
conversa obtida pelo FBI entre Hawilla e Marin ocorreu em abril de 2014, em
Miami. Parte do diálogo é reproduzido na acusação da Justiça divulgada na
último dia 27, dia da prisão de sete dirigentes da Fifa na Suíça.
O
assunto entre eles era a distribuição do pagamento anual de R$ 2 milhões de
propina relacionada aos direitos de transmissão da Copa do Brasil, torneio que
é disputado desde 1989.
Sempre
de acordo com a investigação americana, Marin sugere que o seu antecessor,
Ricardo Teixeira, deveria parar de receber.
BRASIL 247 04 de junho de 2015 07h10m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 04.06.2015 17h00m
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