DEBATE
TERCEIRIZAÇÃO
VOLTA À PAUTA EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA PRÓXIMA 2ª
Após aprovação do
projeto na Câmara, Comissão de Direitos Humanos do Senado busca aprofundar a
discussão
O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015, que amplia a
terceirização, volta à pauta na Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa do Senado (CDH) na próxima segunda-feira (29) em audiência
pública, às 10h. O projeto havia sido aprovado na Câmara sob o número 4.330. Iniciadas em 29 de maio, as audiências
seguem em diversos estados até o final de julho. A sessão da próxima segunda
será presidida pelo senador Paulo Paim (PT-SP), às 10h, no auditório da
Assembleia Legislativa de São Paulo.
Segundo relatório feito pela CUT em parceria com o
Dieese, as principais características do emprego terceirizado são o salário
menor, jornada ampliada e a rotatividade, além de maior incidência de acidentes
de trabalho. A central teme que, se
aprovado o projeto, os direitos trabalhistas serão ameaçados, e os empregos,
precarizados. Com o intuito de
reagir contra as propostas, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do
Trabalho (Anamatra) entregou um anteprojeto aos parlamentares, que votaram
contra.
Para
Guilherme Feliciano, vice-presidente da associação, o anteprojeto proíbe a
quarteirização, garante a igualdade salarial nas atividades idênticas e a
sindicalização do terceirizado. “Além de proibir a terceirização na atividade
principal, o anteprojeto estabelece uma definição de atividade-fim e de
atividade-meio nas empresas e, ainda, obriga a solidariedade da tomadora de
serviços, ou seja, a empresa que contrata de outra o serviço terceirizado é
responsável pelos direitos dos trabalhadores.”
O
secretário de Relações do Trabalho da CUT São Paulo, Rogério Giannini, afirma
que existe a pressão da sociedade, pois o projeto ficou mais conhecido
recentemente, mas falta saber o quanto o Congresso Nacional está permeável a
esse tipo de pressão. “A atual composição do Senado e da Câmara dos Deputados,
com parlamentares eleitos por financiamento empresarial, dá margem à
promiscuidade de interesses públicos e privados. Essa é a dificuldade.”
Fonte: REDE BRASIL ATUAL 25 de junho 2015 09h09m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 25.06.2015 12h27m
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