ASSIM NASCEU O SINPROCAPE

ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

quinta-feira, 18 de junho de 2015

CUNHA AJUDOU ROSA WEBER A NÃO DAR LIMINAR CONTRA GRANA DE EMPRESAS?
por Fernando Brito

Como se sabe, a Ministra Rosa Weber negou a liminar contra a PEC do financiamento privado das candidaturas, aprovada numa “segunda época” de votação pra lá de capciosa, por artes de Eduardo Cunha.

A Ministra é aquela que disse que não precisava de provas cabais para condenar José Dirceu, pois “a literatura jurídica” assim o permitia.

Sobre esta decisão, que não impedirá o julgamento de mérito, convém recordar que, pelo que escreveu semana passada  o insuspeito Lauro Jardim, da Veja, o tipo de “literatura jurídica” que Cunha fez chegar à ministra foi um grosso e alto volume de ameaças, na base do “vai ter troco” se acaso tivesse dado a liminar.

Vejam que mimo os métodos, segundo Jardim, de convencimento do presidente da Câmara:

 

O audacioso Cunha

Lauro Jardim, na Veja

Eduardo Cunha exerceu ontem, mais do que nunca, o seu lado “Dom Eduardo I, o imperador”.

Ousado como poucos, Cunha mandou um recado para a ministra do STF Rosa Weber, relatora do mandado de segurança impetrado por 63 deputados, em que se pede a anulação da votação da Câmara que aprovou o financiamento empresarial de campanhas.

Por meio de um ministro do STF (Cunha é atrevido, repita-se), ele disse que se Rosa deferir a liminar, “vai ter troco”.

Cunha argumentou, com ênfase e gesticulando muito, que uma decisão neste sentido seria uma interferência indevida em assuntos do Legislativo. Não precisou dizer que o tal “troco” que promete dar seriam projetos de interesse do Judiciário que ele poderia engavetar.

Hoje, um dia depois da ameaça, Cunha irá conversar com Rosa Weber. Imagina-se que não falará neste tom – até porque mandou a mensagem malcriada na véspera tendo como portador um colega da ministra. O ministro com quem Cunha conversou, aliás, está indignado com o tom empregado por ele.

Como de hábito, Cunha tentará negar via Twitter a ameaça feita ontem. É uma característica marcante de Cunha, aliás, negar, negar, negar sempre. Em breve, é capaz até de negar o próprio nome de batismo.

A propósito, reconheça-se a mais uma a vez audácia do presidente da Câmara: ele é capaz de confrontar até magistrados que poderão julgá-lo, caso as investigações da Lava-Jato avancem sobre ele.



TIJOLAÇO  17 de junho 2015   22h50m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   18.06.2015  07h33m

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