Segundo Dieese, mínimo teria que ser de R$ 2.685,47 este mês
05/09/2013 por DCI
SÃO PAULO
O salário mínimo do trabalhador brasileiro deveria ter sido de R$
2.685,47 em agosto para que ele suprisse suas necessidades básicas e da
família, segundo estudo divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A constatação foi feita por
meio dos números da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada
pela instituição em 18 capitais do País.
Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 319,66 em
São Paulo, e levando-se em consideração o preceito constitucional que
estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas
familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário,
higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido
3,96 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 678.
O valor é menor do que o apurado para julho, quando o mínimo necessário
foi estimado em R$ R$ 2.750,83 (4,06 vezes o piso vigente). Em agosto de 2012,
o Dieese calculava o valor necessário em R$ 2.589,78, ou 4,16 vezes o mínimo de
então, de R$ 622.
A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário
para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em agosto de
2013, o conjunto de bens essenciais caiu na comparação com julho. Na média das
18 cidades pesquisadas pelo Dieese, o trabalhador que ganha salário mínimo teve
de cumprir uma jornada de 91 horas e 21 minutos, tempo inferior às 92 horas e
31 minutos exigidas em julho.
O Dieese divulgou que os preços dos itens que compõem a cesta básica
caíram no mês de agosto em 13 das 18 capitais. As quedas mais expressivas foram
registradas em Goiânia (-4,04%), Fortaleza (-3,96%) e no Recife (-3,43%). Os
avanços se deram em Porto Alegre (1,83%), Brasília (0,72%), Curitiba (0,59%),
Campo Grande (0,35%) e Florianópolis (0,11%).
Em agosto, apesar do recuo de 2,38%, São Paulo se manteve como a capital
com o maior valor para a cesta básica. Na sequência aparecem Porto Alegre (R$
311,50), Vitória (R$ 310,03) e Manaus (R$ 305,78). Já os valores mais baixos
foram verificados em Aracaju (R$ 233,19), Salvador (R$ 257,54) e Goiânia (R$
258,45).
Entre janeiro e agosto, apenas em três cidades - Florianópolis (-1,97%),
Goiânia (-1,79%) e Belo Horizonte (-0,12%) - a variação acumulada do preço da
cesta básica apresentou queda. Nas demais localidades houve alta, com os
maiores aumentos verificados no Nordeste: Aracaju (14,28%), Salvador (13,39%),
João Pessoa (11,92%) e Natal (11,62%). Os menores aumentos foram apurados em
Curitiba (3,69%), Brasília (3,82%) e Fortaleza (4,59%).
Em 12 meses, entre setembro de 2012 (quando o Dieese divulgava a
estimativa de preços da cesta básica em 17 capitais, sem os dados de Campo
Grande) e agosto último, houve aumento em 14 localidades. As maiores variações
foram encontradas em Salvador (14,35%), João Pessoa (14,07%) e Belém (12,88%).
Florianópolis (-3,77%), Goiânia (-2,07%) e Rio de Janeiro (-1,36%) foram as
únicas cidades onde se registrou redução nos preços.
Adicionado por blog do SINPROCAPE - 06.09.2013 09h22m
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