Produção cai em 14 dos 27 ramos da indústria
Rio de Janeiro - O resultado negativo da produção industrial de novembro
sobre outubro foi acompanhado por 14 dos 27 ramos pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), que divulgou hoje (8) a Pesquisa Industrial
Mensal. O levantamento destaca a queda da indústria de veículos automotores, de
3,2%, como uma das que mais influenciaram a retração mensal de 0,2%.
A indústria de veículos automotores teve em novembro o segundo resultado
negativo seguido e, em apenas dois meses, acumula queda de 6,6%. Na soma de
agosto e setembro, o setor cresceu 9,1%.
Outros setores que pesaram para a queda mensal sobre outubro foram
máquinas e equipamentos (-3%), edição, impressão e reprodução de gravações (-5,3%),
equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-16,0%),
indústrias extrativas (-3,1%) e produtos de metal (-3,4%).
Em sentido inverso, a indústria farmacêutica foi a que mais freou a
queda, com alta de 9,6%. A indústria de refino de petróleo e produção de álcool
subiu 4% e também teve papel positivo, assim como a de outros produtos químicos
(3,3%) e a de metalurgia básica (3,1%). A de alimentos, com alta de 0,5%,
também está nesse grupo.
Na comparação com o mês de novembro de 2012, 15 dos 27 ramos tiveram
aumento da produção, assim como a taxa geral, que subiu 0,4%. Com a expansão na
produção de gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis, a
atividade com a mais forte influência positiva foi a de refino de petróleo e
produção de álcool, com 10,8%.
Os ramos de outros produtos químicos (alta de 5,3%), máquinas e
equipamentos (elevação de 4,7%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos
de comunicações (crescimento de 15,8%) também se destacaram. Entre os produtos
que mais contribuíram com a demanda estão os ligados à atividade agrícola:
herbicidas, inseticidas para uso agrícola e máquinas para colheita.
A atividade que mais influenciou negativamente a comparação interanual
foi a de bebidas, com queda de 11,2% constatada na redução de refrigerantes,
cerveja, chopes e xaropes para refresco. A indústria de edição, impressão e
reprodução de gravações caiu 10,2%, com recuo em livros, jornais, revistas e
CDs, e a de alimentos, 2,9%, com menos sucos concentrados de laranja, açúcar
cristal, sorvetes e picolés.
Em 2013, a indústria
de veículos automotores acumula a maior das altas, de 9%, enquanto a de edição,
impressão e reprodução de gravações teve a maior queda, de 10,2%.
Agência Brasil 08/01/2014 - 10h45
Adaptado pelo blog do SINPROCAPE - 09.01.2014 07h01
Nenhum comentário:
Postar um comentário