Em dez anos, Bolsa Família já desembolsou R$ 157,3 bilhões
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Marina Dutra
17/10/2013
Do Contas Abertas
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O Bolsa Família, marco do governo Lula, está prestes a completar dez
anos com o total de R$ 157,3 bilhões transferidos a famílias de baixa renda,
se considerados os valores constantes (atualizados pelo IGP-DI, da FGV).
Este ano, o Orçamento Geral da União prevê que R$ 22 bilhões sejam
repassados às 13,8 milhões de famílias beneficiadas pelo Programa.
Considerando todo o montante gasto com o Bolsa Família desde outubro de 2003,
o valor das tranferências é mais que o dobro do valor investido pela União
nos ministérios da Educação e Saúde entre 2001 e 2012 (R$ 66,7 bilhões).
O Programa foi criado em 20 de outubro de 2003 (MP 132) tendo por
finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de
transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa
Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação - "Bolsa Escola"
(2001), do Programa Nacional de Acesso à Alimentação - PNAA (2003), do
Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à saúde - "Bolsa
Alimentação" (2001), do Programa Auxílio-Gás (2002) e do Cadastramento
Único do Governo Federal (2001).
O programa de transferência direta de renda beneficia famílias
extremamente pobres (com renda mensal de até R$ 70 por pessoa) ou pobres (com
renda mensal de R$ 70 a R$ 140 por pessoa). O valor depositado depende do
tamanho da família, da idade e da renda dos membros e é depositado
mensalmente. A bolsa média passou de R$ 73,70, em outubro de 2003, para R$
152,35 em setembro de 2013.
Ao entrar no Programa, a família assume compromissos: crianças de até
7 anos devem ser vacinadas e ter acompanhamento nutricional, mulheres na
faixa de 14 a 44 anos devem fazer o acompanhamento da saúde, gestantes
precisam fazer o pré-natal e crianças e jovens de 6 a 17 anos devem
frequentar a escola.
De acordo com o estudo Efeitos macroeconômicos do Programa Bolsa
Família - uma análise comparativa das transferências sociais, do Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgados na última terça-feira (15),
cada real investido no Programa gera um retorno de R$ 1,78 para a economia e
um efeito multiplicador de R$ 2,40 sobre o consumo final das famílias.
Na divulgação do relatório, o presidente do Ipea e ministro-chefe da
Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo
Neri, destacou que além de apoiar a superação da pobreza e promover
igualdade, o Bolsa Família gera, em curto prazo, maior expansão do PIB do que
qualquer outra transferência social, a um custo fiscal baixo para padrões
internacionais e com benefícios de longo prazo sobre a capacidade das pessoas
de gerar renda.
Dos R$ 22 bilhões autorizados para tranferências este ano, R$ 18,3
bilhões já foram desembolsados. Desse valor, R$ 17,9 bilhões representam o
repasse direto às famílias, R$ 11,3 milhões os gastos com o Cadastro Único
para o Programa e R$ 5,6 milhões as despesas com o aperfeiçoamento da
disseminação de informações do Bolsa Família.
Impactos do Bolsa Família
Considerado por alguns o mais importante programa social já realizado
no Brasil e como perpetuador da dependência das famílias assistidas por
outros, o fato é que pesquisas apontam melhores indíces em vários setores
após a implementação do Bolsa Família.
Durante apresentação na última terça-feira (15), o presidente do Ipea
afirmou que em dez anos, o Programa ajudou a reduzir 28% da pobreza do país,
quatro vezes mais que nos dez anos anteriores a sua criação. Segundo Neri, a
miséria subiria 36% se não existisse o Bolsa Família.
Segundo o Relatório Mundial da Saúde 2013, o Bolsa Família reduziu em
17% o índice de mortalidade infantil nas 2.853 cidades pesquisadas, entre
2004 e 2009. O estudo apontou também que o Programa foi responsável direto
pela diminuição de 65% das mortes causadas por desnutrição e por 53% dos
óbitos causados por diarreia em crianças menores de cinco anos.
Dados do Censo Escolar da Educação Básica 2011 apontam que os
estudantes bolsistas têm melhor desempenho escolar e menor taxa de abandono.
No Ensino Médio, a taxa de aprovação dos beneficiários do Bolsa Família é de
79,9%, enquanto a média nacional é de 75,2%. Já a taxa de abandono é de 7,1%
entre os beneficiários do Programa, ante 10,8% da média nacional. No Ensino
Fundamental, a taxa de aprovação dos beneficiários passou de 80,5% em 2008
para 83,9% em 2011. E a taxa de abandono em 2011 foi de 2,9% para os
bolsistas, enquanto a média nacional era de 3,2%.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome 1,69
milhão de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família deixaram espontaneamente o
Programa, declarando que sua renda já ultrapassava o limite de R$ 140 por
pessoa. Estas famílias representam 12% de um total de 13,8 milhões de
famílias atendidas. Os dados abrangem todo o período de existência do Bolsa
Família, entre outubro de 2003 e fevereiro de 2013.
Repasses em 2014
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) de 2014, prevê um aumento
de 15% nos recursos para o Bolsa Família em relação a dotação atualizada
deste ano (R$ 22 bilhões. De acordo com o documento, R$ 25,3 bilhões devem
ser repassados aos beneficiários do Programa.
Do montante, R$ 12,5 milhões devem ser destinados ao aperfeiçoamento
da disseminação de informações do Bolsa Família e do Cadastro
Único, R$ 28,5 milhões ao Sistema Nacional para Identificação e Seleção de
Público-Alvo para os Programas Sociais do Governo Federal e R$ 24,6 bilhões à
transferência de renda direta às famílias em condição de pobreza e extrema
pobreza.
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SINDICATO DOS EMPREGADOS, VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO, PROPAGANDISTAS, PROPAGANDISTAS VENDEDORES, PROMOTORES DE VENDAS E VENDEDORES DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS DA CIDADE DE CARUARU, E REGIÕES DO AGRESTE E SERTÃO DE PERNAMBUCO, FUNDADO EM 02/04/1989 - REGISTRO SINDICAL MTB/SRT 24330.009395/90 - DE 23/05/1989 - Email: sinprocape@sinprocape.org - fone:(81)3722-0063
ASSIM NASCEU O SINPROCAPE
ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

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