Salário mínimo: desafio do movimento sindical para 2015
O trabalho para renovação da política de recuperação do salário mínimo deve ser iniciado deste já, de um lado mostrando a importância estratégia dessa política para a inclusão social, e, de outro, promovendo reunião com todos os presidenciáveis para arrancar deles o compromisso de manter o aumento real para o salário mínimo no período de 2016 a 2019. Esse é o principal desafio do movimento sindical.
A política de
recuperação do salário mínimo, instituída pela Lei 12.382, de 25 de fevereiro
de 2011, prevê aumento real até 2015, inclusive. Para que a valorização do
salário mínimo seja estendida para o período de 2016 a 2019, conforme disposto
no artigo 4º da referida lei, o governo deverá enviar ao Congresso novo projeto
de lei, até 31 de dezembro de 2015.
O movimento
sindical precisa incluir esse tema entre suas prioridades, porque o poder
econômico, por intermédio dos grandes jornais brasileiros, já iniciou uma
campanha pelo fim dos aumentos reais, sob o fundamento de que esse mecanismo
causa inflação.
Os editoriais, os
artigos e os textos de articulistas – publicados na grande imprensa – alegam
que o salário mínimo, com seus aumentos reais, indexa a econômica e enquanto
houver indexação não há como debelar definitivamente a inflação.
Ora, nessa
perspectiva, o quadro é muito mais grave. Ou seja, os adversários da
recuperação do poder de compra do salário mínimo não querem apenas acabar com
os aumentos reais, mas eliminar o próprio reajuste anual, com base com no
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
Se, por absurdo,
prevalecesse esse pronto de vista, cairia por terra também o reajuste dos
benefícios (aposentadorias, pensões e auxílio-doença) do INSS, porque eles
também são reajustados com base no INPC, conforme determina o art. 41-A da Lei
8.213/1991, com a redação dada pela Lei 11.430, de 2006.
O trabalho para
renovação da política de recuperação do salário mínimo, portanto, deve ser
iniciado deste já, de um lado mostrando a importância estratégia dessa política
para a inclusão social, e, de outro, promovendo reunião com todos os
presidenciáveis para arrancar deles o compromisso de manter o aumento real para
o salário mínimo no período de 2016 a 2019. Esse é o principal desafio
do movimento sindical.
Antônio Augusto de
Queiroz -Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap
Agência DIAP 28.01.2014 12:38
Adaptado pelo blog do SINPROCAPE - 03.02.2014 06h56m
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