COSTA
CONFIRMA QUE PAGOU PROPINA DE R$ 10 MILHÕES AO PSDB
Em novo depoimento prestado nesta terça-feira
(28) à Justiça Federal, o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo
Roberto Costa, afirmou que parte dos recursos desviados da Diretoria de
Abastecimento foram destinados ao PSDB; "Fui procurado em 2009 ou 2010
pelo senador Sérgio Guerra, numa reunião no Rio, marcada pelo deputado Eduardo
da Fonte. Para minha surpresa, quando cheguei lá, estava o senador. Do encontro
resultaram duas ou três reuniões num hotel na Barra da Tijuca. O senador pediu
que se repassasse para ele um valor de R$ 10 milhões para que não ocorresse CPI
da Petrobras nesse período. Depois da terceira reunião fiz contato com a
Queiroz Galvão, que honrou o compromisso. Foi pago R$ 10 milhões para o senador
nesse período", afirmou Costa

Em novo depoimento prestado
nesta terça-feira (28) à Justiça Federal, o ex-diretor de abastecimento da
Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que parte dos recursos desviados da
Diretoria de Abastecimento foram destinados ao PSDB, ao PT e ao PMDB. De acordo
com o delator, esses repasses foram feitos a partir de 2007, quando outros
partidos, além do PP, passaram a ter ingerência sobre a área de abastecimento.
"Houve
direcionamento pontual para o PSDB, para o PT e para o PMDB. Eu fiquei muito
doente no final de 2006, em uma situação extremamente precária de saúde, e nesse
período houve uma briga política muito grande para colocar uma outra pessoa no
meu lugar", afirmou Costa na delação.
Não é a
primeira vez que o ex-diretor faz denúncias referentes ao PSDB. Ele já havia
afirmado que Sérgio Guerra, ex-presidente do partido, morto em 2014, recebera
propina para que não houvesse CPI da Petrobras, em 2009. No depoimento de hoje,
Costa afirma que os R$10 milhões recebidos por Guerra foram pagos pela
empreiteira Queiroz Galvão.
O
acerto teria sido negociado em um encontro entre Costa e Guerra em um hotel na
Barra da Tijuca, no Rio. Na reunião, marcada pelo deputado federal Eduardo da
Fonte (PP-PE), Guerra teria determinado o valor da propina que gostaria de
receber para impedir as investigações no Congresso.
"Fui
procurado em 2009 ou 2010 pelo senador Sérgio Guerra, numa reunião no Rio,
marcada pelo deputado Eduardo da Fonte. Para minha surpresa, quando cheguei lá,
estava o senador. Do encontro resultaram duas ou três reuniões num hotel na
Barra da Tijuca. O senador pediu que se repassasse para ele um valor de R$ 10
milhões para que não ocorresse CPI da Petrobras nesse período. Depois da
terceira reunião fiz contato com a Queiroz Galvão, que honrou o compromisso.
Foi pago R$ 10 milhões para o senador nesse período", afirmou Costa.
BRASIL 247 28 de abril de 2015 22h33m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 29.04.2015 05h48m
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