DILMA:
FUNCIONÁRIO FOI CORRUPTO, NÃO PETROBRAS
A presidente Dilma Rousseff disse, nesta sexta
(20), que os casos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato não podem
ser creditados às empresas, mas sim a funcionários que praticaram as
irregularidades; "Nós iremos tratar as empresas tentando, principalmente,
considerar que é necessário gerar emprego e renda no Brasil. Isso não significa
de maneira nenhuma ser conivente ou apoiar ou impedir qualquer investigação ou
qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer. Eu não vou tratar o
caso Petrobras como a Petrobras tendo praticado malfeitos. Quem praticou
malfeitos foram os funcionários da Petrobras, que vão ter que pagar por
isso" afirmou; Dilma também cutucou o ex-presidente FHC; "Se em 1996
e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos
o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de
corrupção", disse; ex-funcionário da Petrobras, Pedro Barusco afirmou, em
delação, que começou a receber propina em 1997

A presidente Dilma Rousseff
procurou nesta sexta-feira (20) isentar as empresas dos "malfeitos"
investigados pela operação Lava Jato, da Polícia Federal, dizendo que foram
cometidos por funcionários e que o governo trata dessa questão considerando a
necessidade de geração de empregos e renda.
Ela
também afirmou que se casos suspeitos de corrupção na Petrobras tivessem sido
investigados durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), do PSDB,
já na década de 1990, o esquema descoberto pela operação Lava Jato que envolve
a estatal não ocorreria.
"Se
em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não
teríamos o caso desse funcionário que ficou quase 20 anos praticando atos de
corrupção. A impunidade leva a água para o moinho da corrupção", disse
ela.
O
ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco afirmou, em delação premiada, que começou
a receber propina da SBM Offshore, uma fornecedora da petrolífera, em 1997,
ainda durante o governo FHC. Barusco disse à PF que abriu uma conta na Suíça no
final da década de 1990 para receber as remessas ilegais de dinheiro da SBM,
que, segundo ele, totalizaram US$ 22 milhões até 2010.
Dilma
disse também que os esquemas de corrupção agora são investigados. "Hoje
nós demos um passo e para esse passo devemos olhar e valorizar. Não tem
'engavetador da República', não tem controle da Polícia Federal, nós não
nomeamos pessoas políticas para os cargos da Polícia Federal. E isso significa
que o Ministério Público e a Justiça e todos os órgãos do Judiciário que o que
está havendo no Brasil é o processo de investigação como nunca foi feito
antes."
Abaixo
matéria da Agência Reuters:
Dilma: "malfeitos"
investigados na Lava Jato foram feitos por funcionários, não empresas
BRASÍLIA
(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff procurou nesta sexta-feira isentar as
empresas dos "malfeitos" investigados pela operação Lava Jato, da
Polícia Federal, dizendo que foram cometidos por funcionários e que o governo
trata dessa questão considerando a necessidade de geração de empregos e renda.
Questionada
sobre a possibilidade das empresas envolvidas nas investigações fecharem um
acordo de leniência com o governo para manter seus contratos de obras públicas
e não serem declaradas inidôneas, Dilma disse que não cabia a ela comentar essa
possibilidade.
Um
ministro do governo disse à Reuters na quinta-feira, sob condição de anonimato,
que já há consultas informais de algumas empresas sobre um possível acordo de
leniência.
"O
que o governo fará é tudo dentro da legalidade. Nós iremos tratar as empresas
tentando, principalmente, considerar que é necessário criar emprego e gerar
renda no Brasil", disse a presidente na primeira conversa com jornalistas
desde que assumiu o segundo mandato.
"Isso
não significa, de maneira alguma ser conivente, ou apoiar ou impedir qualquer
investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer",
acrescentou a presidente.
A
presidente citou especificamente a Petrobras, que está no centro de um
escândalo bilionário de corrupção envolvendo funcionários, empreiteiras e
políticos. Para Dilma, a empresa não pode ser tratada como se tivesse cometido
irregularidades, que foram praticadas por funcionários seus.
"Os
donos das empresas ou os acionistas das empresas serão investigados, porque a
empresa não é ente que esteja desvinculado de ser acionistas", disse.
"Eu
não vou, por exemplo, tratar a Petrobras como a Petrobras tendo praticado
malfeitos, quem praticou malfeitos foram funcionários da Petrobras que vão ter
de pagar por isso", disse a petista.
BRASIL 247 20 de fevereiro 2015 12h07m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 21.02.2015 06h45m
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