Seguro-desemprego passará a ser pago com
identificação biométrica até 2015
Brasília - Os saques do seguro-desemprego passarão a ser feitos, até
o final de 2015, por meio da identificação biométrica do beneficiário. O prazo
consta de resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(Codefat), publicada hoje (23) no Diário Oficial da União.
De acordo com o Ministério do Trabalho, a novidade tem como objetivo
reduzir fraudes e aumentar a segurança no pagamento. Segundo a resolução, a
identificação biométrica será exigida apenas no recebimento do
seguro-desemprego em dinheiro vivo.
A resolução faz parte de um pacote de medidas adotado para equilibrar o
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que registrou déficit nominal de R$ 222,3
milhões de janeiro a agosto deste ano, contra lucro de R$ 179,9 milhões no
mesmo período de 2012. O rombo considera a parcela do FAT que financia o
capital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Outra resolução, também publicada hoje, busca o aumento de receitas, a
redução de despesas e a melhoria da gestão do FAT. O Codefat pediu ao Tesouro
Nacional que restitua ao FAT os valores que deixou de receber do Programa de
Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público (Pasep) por causa de desonerações tributárias. Pelo pedido, o Tesouro
também terá de cobrir o pagamento de beneficiários sem vínculo empregatício.
A resolução propõe ainda que as empresas com índice de rotatividade da
força de trabalho acima da média para o setor paguem uma contribuição adicional
ao FAT. A medida tem como objetivo desestimular que empresas demitam
funcionários e os contratem novamente depois de cinco meses. Nesse período, os
empregados recebem o seguro-desemprego.
A redução das despesas com o seguro-desemprego e
com o abono salarial é uma das prioridades da equipe econômica para o próximo
ano. No fim de outubro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o
governo estuda obrigar os beneficiários do seguro-desemprego a passar por
cursos de qualificação. Atualmente, a exigência só vale para o segundo pedido
do benefício num período de dez anos.
Formado pela arrecadação do PIS/Pasep, o FAT tem duas destinações. Uma
parcela de 60% financia o pagamento do seguro-desemprego, do abono salarial
para quem ganha até dois salários mínimos e programas de qualificação
profissional. Os 40% restantes são repassados ao BNDES, que fornece empréstimos
subsidiados a empresários para estimular o desenvolvimento da economia.
Agência
Brasil 23/12/2013 - 17h13
Adaptado pelo blog do SINPROCAPE - 24.12.2013 08h05m
Nenhum comentário:
Postar um comentário