TEMER QUER MUDAR 100 PONTOS DA CLT E LIBERAR
JORNADA DE TRABALHO DE 12H
Encomendado
por Michel Temer, o projeto de reforma trabalhista capitaneado pelo deputado
Rogério Marinho (PSDB-RN) acaba de ter seus principais pontos divulgados e
comprova: o governo quer mesmo rasgar a CLT (Consolidação das Leis
Trabalhistas); serão mais de cem mudanças na legislação que protege os direitos
do trabalhador; o projeto, que ainda precisa ser aprovado no Congresso, dá
força de lei a acordos negociados entre empresas e trabalhadores, permitindo,
por exemplo, a jornada de trabalho de até 12 horas diárias (limitadas a
220 horas mensais); em outro ponto polêmico, o texto libera que mulheres
grávidas e lactantes possam trabalhar em locais insalubres, desde que
apresentem um atestado médico, o que hoje é proibido pela
legislação; “Mexer em 100 pontos da CLT. Isso é inaceitável em uma
conjuntura como essa, em um momento de forte desemprego, quando o trabalhador
está em fragilidade maior”, criticou o deputado Luiz Sergio (PT-RJ)

O relatório da reforma trabalhista, do deputado Rogério Marinho
(PSDB-RN), que deve ser apresentado amanhã, mexerá em 100 pontos da CLT
(Consolidação das Leis do Trabalho).
O projeto dá
força de lei aos acordos coletivos negociados entre empresas e trabalhadores em
vários pontos. Entre eles, permite que sindicatos e empresas negociem jornadas
de até 12 horas diárias, desde que respeitando o limite de 48 horas semanais
(contabilizando horas extras). O projeto propõe ainda que patrões e empregados
negociem o trabalho remoto (fora do ambiente da empresa), remuneração por
produtividade e registro de ponto.
Marinho promete incluir pelo menos duas salvaguardas aos cerca
de 13 milhões de trabalhadores terceirizados.
As
informações são de reportagem de Murilo Rodrigues Alves e Igor Gadelha no
Estado de S.Paulo.
"O
relator afirmou também que vai manter no relatório a regulamentação do trabalho
intermitente -que permite jornadas inferiores a 44 horas semanais e o fim da
obrigatoriedade do pagamento do imposto sindical.
Uma das
mudanças é permitir que grávidas e lactantes possam trabalhar em locais
insalubres, desde que apresentem um atestado médico. Hoje, isso é proibido pela
legislação trabalhista.
Para a
oposição, as mudanças que serão propostas por Marinho poderão prejudicar o
trabalhador. “Mexer em 100 pontos da CLT . Isso é inaceitável em uma conjuntura
como essa, em um momento de forte desemprego, quando o trabalhador está em
fragilidade maior”, criticou o deputado Luiz Sergio (PT-RJ)."
Fonte: BRASIL 247 11 de abril 2017 04h43m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 11.04.2017 16h49m
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