PLENÁRIO REJEITA URGÊNCIA DO PROJETO QUE RASGA CLT
O Plenário da
Câmara dos Deputados rejeitou, por insuficiência de votos, o requerimento de
urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16); eram
necessários 257 votos favoráveis, mas o requerimento obteve apenas 230 votos e
163 contrários
Agência
Brasil - Mesmo com a intenção do
governo de acelerar a tramitação da reforma trabalhista na Câmara dos
Deputados, o projeto terá que ser discutido e votado na comissão especial
seguindo o rito usual, já que o plenário não aprovou o requerimento de urgência
para apreciação da proposta.
Eram
necessários 257 votos para a aprovação, mas a base aliada só conseguiu
mobilizar 230 deputados favoráveis à urgência da matéria. O pedido teve 163
votos contrários. Com isso, o projeto terá que ser discutido e votado na
comissão especial da reforma trabalhista antes de ser levado para apreciação no
plenário.
A intenção do
governo era pular etapas e colocar o projeto para ser votado - tanto na
comissão quanto no plenário - já na próxima semana. Com a rejeição da urgência,
alguns prazos terão que ser obedecidos na comissão, entre eles duas sessões
para vista do parecer e prazo de cinco sessões para apresentação de emendas,
além da discussão e votação no colegiado.
O deputado
Alessandro Molon (Rede-RJ) creditou o resultado a um movimento de articulação
da oposição no plenário. "Começamos a organizar isso aqui essa manhã,
agitamos o plenário, mostramos que não aceitamos a retirada do direito de
trabalhadores com uma tentativa de desviar o foco da corrupção. A base do governo
ficou nervosa, se desesperou com a iniciativa nossa", disse.
Antes da votação, deputados da oposição chegaram a ocupar a mesa
diretora dos trabalhos da Casa. Com cartazes na mão, eles criticaram a
"pressa" do governo em votar a reforma trabalhista que, segundo a
oposição, retira direitos dos trabalhadores. A deputada Luiza Erundina
(PSOL-SP) chegou a sentar na cadeira de presidente da Casa.
Requerimento
Inicialmente,
a inclusão do requerimento deveria ter sido debatida na reunião de líderes, que
estava prevista para o início desta tarde, mas foi cancelada pelo presidente da
Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Deputados da oposição questionaram a inclusão do
requerimento na ordem do dia.
Após o
resultado da votação, o presidente Rodrigo Maia atribuiu o resultado a um erro
seu. "O erro foi meu. Fiz a votação com um quórum baixo e alguns deputados
não votaram", disse.
Maia, no
entanto, abriu uma brecha para que novo requerimento de urgência possa ser
apresentado por líderes da base governista para ser votado ainda nesta
terça-feira. "Se qualquer líder apresentar um requerimento, ele será
colocado sobre a mesa", disse.
A afirmação
causou indignação na oposição, que acusou Maia de quebrar as regras
regimentais. Em seguida, o presidente encerrou a sessão e convocou uma nova
para votar o projeto que trata da recuperação fiscal dos estados
superendividados.
Reforma
O relator da
reforma, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), apresentou um substitutivo ao
texto em que propõe que os acordos entre patrões e empregados prevaleçam sobre
a lei nas negociações trabalhistas em temas como banco de horas, parcelamento
de férias e plano de cargos e salários. No texto, Marinho propõe ainda a
negociação do aumento na jornada de trabalho, que poderá chegar até 12 horas.
Fonte: BRASIL 247 18 de abril 2017 19h28m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 19.04.2017 09h08m
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