GREVE GERAL UNE CENTRAIS CONTRA REFORMAS DE TEMER
Nove centrais
sindicais, que andavam distantes desde o impeachment de Dilma Rousseff, se
reaproximaram devido à luta contra as reformas de Michel Temer; as lideranças
se reuniram ontem para organizar uma paralisação geral, marcada pela
sexta-feira, contra as duas propostas encampadas pelo governo; pilotos e
comissários de bordo ameaçam reforçar a greve e poderão parar às vésperas do
feriado de 1º de maio; os protestos terão a participação de parte do setor
privado, como dezenas de escolas particulares, e em São Paulo os ônibus e trens
do metrô devem ficar sem circular por 24 horas
Distantes desde o impeachment de Dilma Rousseff, nove centrais
sindicais se reaproximaram na luta contra as reformas trabalhista e
previdenciária e reuniram-se ontem para organizar a paralisação geral marcada
para sexta-feira, contra as duas propostas encampadas pelo governo Michel
Temer.
Pilotos e comissários de bordo ameaçam reforçar a greve e
poderão parar às vésperas do feriado de 1º de maio. Em comunicado, o Sindicato
Nacional dos Aeronautas afirmou que as categorias entraram em estado de greve
ontem, com possível adesão ao movimento a ser decidida em reunião na
quinta-feira.
"Os
protestos terão a participação de parte do setor privado, como dezenas de
escolas particulares, e em São Paulo os ônibus e trens do metrô devem ficar sem
circular por 24 horas.
A paralisação dos transportes na maior cidade do país é a
principal aposta das centrais para intensificar a greve geral. O presidente do
sindicato dos motoristas e trabalhadores em transporte rodoviário urbano de São
Paulo, José Valdevan de Jesus Santos, o Noventa, afirmou que os ônibus não
sairão das garagens na sexta-feira. O Sindicato dos Metroviários afirmou que os
trens também ficarão fora de circulação por 24 horas. Na paralisação de 15 de
março, contra as reformas trabalhista e previdenciária, os ônibus deixaram de
circular entre meia-noite e 8h e o metrô parou por algumas horas da manhã. A
reportagem não conseguiu contato
com os sindicatos responsáveis pela CPTM.
Escolas
particulares de São Paulo têm enviado comunicados aos pais avisando sobre a
adesão à greve. Diretora do Sindicato dos Professores de São Paulo, Silvia
Celeste Barbara afirmou que pelo menos 110 escolas vão parar. "Somos
contra os fundamentos das duas reformas", disse. "Temos um processo
bastante grave de mudança na legislação trabalhista. E se o governo quer fazer
a reforma da Previdência, primeiro precisa fazer uma eleição presidencial. Esse
governo não tem legitimidade", afirmou Silvia, diretora do sindicato que
reúne 40 mil docentes da educação básica da rede privada e de 22 mil
professores do ensino superior.
Os
trabalhadores do porto de Santos vão parar as atividades. O Sindicato dos
Bancários de São Paulo, Osasco e região afirmou que vai aderir à greve, assim
como os sindicatos de metalúrgicos.
As
manifestações devem ocorrer depois da votação da reforma trabalhista, prevista
para terminar na quinta-feira na Câmara. Dirigentes sindicais, no entanto,
afirmaram que o protesto servirá para pressionar o Congresso a alterar o texto,
que seguirá para votação no Senado e deverá voltar para a Câmara.
O
secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre, disse que os protestos serão 'um recado
para o governo e para o Congresso'."
Fonte: BRASIL 247 25 de abril 2017 07h18m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 25.04.2017 08h36m
Nenhum comentário:
Postar um comentário