REFORMA TRABALHISTA
O PATRÃO DITA QUANDO VOCÊ TRABALHA E QUANDO ELE TE
PAGA, PROPÕE MAIA
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse recentemente que
pensa ser "tímida" a proposta de reforma trabalhista como está, onde
o trabalhador terá que “negociar” com o patrão quais direitos você está
disposto a perder para ter um emprego. O que ele, junto a Câmara de Deputados,
propõe é que o patrão também decida quando você vai trabalhar, portanto, quando
ele vai te pagar
O
relator da reforma, Rogério Marinho (PSDB-RN), confirmou ao jornal O Estado de
S. Paulo que há espaço para que a Câmara costure uma mudança mais profunda na
legislação trabalhista, de modo a tirar ainda mais direitos dos trabalhadores,
ou como dizem Temer e os demais idealizadores desse ataque: mudança para
“modernizar” as relações de trabalho.
Tentam
ganhar os trabalhadores para o lado da reforma dizendo que o objetivo dela é a
criação de empregos, quando na realidade trata-se de fazer com que o desemprego
gerado pelos patrões seja corrigido com empregos ultra-precarizados, instáveis,
terceirizados, com remuneração ainda mais baixa. Isso porque os patrões não
querem perder seus lucros e privilégios, preferem ver milhões sem ter salário
para alimentar a sua família.
Quando
antes um dos pontos principais da reforma era a possibilidade do patrão
contratar funcionários negociando com ele os direitos que ele está disposto a
abrir mão para ter o emprego, um salário, agora Marinho pretende incluir no
projeto o que eles chamam de “contrato intermitente de trabalho”. No contrato
intermitente, a empresa admite o funcionário e o aciona apenas quando
necessário. Ou seja, a ideia é que o patrão decida quando iremos trabalhar,
desse modo, quando nós receberemos o pagamento. É um escândalo!
Para
Marinho e Rodrigo Maia, este que disse recentemente que a Justiça do Trabalho nem
deveria existir, dando a entender que os trabalhadores é que são um
problema para o patrão e seus lucros (quando na realidade é o contrário)
essa mudança pode ainda "ser o início do processo de desatravancar" a
Justiça do Trabalho, reduzir esse ‘entulhamento’ na primeira instância da
Justiça". Dizem isso sabem que os trabalhadores passarão a estar desamparados
pela Justiça do Trabalho – que nunca teve uma tendência a pender para o lado do
trabalhador, ao contrário do que dizem os golpistas – ou seja, os trabalhadores
não terão direitos para reivindicar na Justiça! Restará o livre direito do
patrão explorar o trabalhador da forma e intensidade que ele quiser.
Não
podemos deixar que os golpistas e os patrões ditem sobre nossos direitos
conquistados ao longo de muito suor e luta por condições dignas de trabalho e
salário. Além dessa Reforma da Trabalhista, querem que os trabalhadores
literalmente morram trabalhando, sem ter direito real a aposentadoria, com a
proposta de Reforma da Previdência. No dia 15 de março haverá uma importante
mobilização nacional contra esses ataques dos golpistas, e a CUT e a CTB, que
só alimentam um sentimento de desmoralização nos trabalhadores e com isso
propõem uma trégua a esses ataques, devem urgentemente construir essa luta
através de assembleias nos locais de trabalho, para que a base de trabalhadores
tome nas mãos essa luta, pois só assim é possível vencer esse governo ajustador
e anti-trabalhador.
Fonte: ESQUERDA DIÁRIO 10 de março 2017
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 19.03.2017 07h16m
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