ASSIM NASCEU O SINPROCAPE

ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

quinta-feira, 2 de julho de 2015

'NÃO HÁ O QUE CONTESTAR, NINGUÉM É MALUCo’
Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) rebate críticas sobre sua manobra que, em menos de 24 horas, derrubou a rejeição à redução da maioridade penal e aprovou, em primeiro turno, por 323 a 155 votos e 2 abstenções, emenda substitutiva que reduz limite de 18 para 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte; ele foi acusado de "ditador" e de praticar "pedaladas regimentais" para trazer a proposta para nova apreciação; "Como essa proposição não tinha sido votada, você poderia aglutinar qualquer emenda à PEC da comissão, qualquer proposta apensada em um texto original. Então não há o que contestar, ninguém é maluco", diz o peemedebista 




Em menos de 24 horas, a Câmara dos Deputados derrubou a rejeição à redução da maioridade penal e aprovou, em primeiro turno, por 323 a 155 votos e 2 abstenções, emenda substitutiva que reduz limite de 18 para 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte.
A manobra, comandada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB), gerol bate-boca no plenário. Ele foi acusado de "ditador" e de praticar "pedaladas regimentais" para trazer a proposta para nova apreciação:
O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) comparou Cunha a um "ditador" e insinuou que a inclusão de "jabutis" - matérias estranhas ao texto original de uma medida provisória - teria motivos ocultos. "O que acontece na Câmara não me causa nenhum espanto. Esses jabutis não são gratuitos na extensão do termo", afirmou Jader.
"Aqui não é a casa de vossa excelência. Não permitiremos que o senhor nos determine vossas vontades. Presidente, não imagine que o senhor vá nos escravizar", atacou Glauber Braga (PSB-RJ).
"Esta sessão é uma farsa", rebateu Chico Alencar (PSOL-RJ). "Hoje nós temos de discutir a redução dos critérios mínimos de democracia no parlamento. É um hábito nocivo e degradado. Arma-se um golpe ao regimento, à minoria, à democracia. O parlamento brasileiro vive hoje uma noite tenebrosa."
Cunha rebateu: "Como essa proposição não tinha sido votada, você poderia aglutinar qualquer emenda à PEC da comissão, qualquer proposta apensada em um texto original. Então não há o que contestar, ninguém é maluco".
“Acho muita graça quando os deputados, alguns do PT, quando são as matérias do governo, quando dei interpretações em matérias do governo, como o projeto de desoneração, as medidas provisórias do ajuste fiscal, ninguém reclamava que a interpretação era uma interpretação que poderia ser duvidosa", alfineta o peemedebista.


Fonte:  BRASIL  247  02 de julho 2015   05h08m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   02.07.2015  06h16m 
NOVA VOTAÇÃO DA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL GERA PROTESTOS


PROPOSTA MAIS BRANDA DE REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL É APROVADA NA CÂMARA
A proposta de redução da maioridade penal foi aprovada na madrugada desta quinta-feira pelo plenário da Câmara dos Deputados por 323 votos a favor e 155 votos contra, com duas abstenções

Por Mariana Schreiber da BBC Brasil em Brasília



Ontem, um projeto que previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos no caso de crimes hediondos e outros delitos considerados graves foi rejeitado pelos deputados.
Hoje, Cunha colocou em votação uma alternativa um pouco mais branda, que incluía um número menor de delitos e essencialmente casos de crimes contra a vida, excluindo por exemplo o tráfico de drogas, fonte de polêmica na proposta votada anteriormente.
O episódio foi semelhante ao que ocorreu em maio na votação sobre o doações de empresas a campanhas políticas – após o plenário rejeitar repasses para candidatos, foi aprovado o financiamento apenas para partidos.
A nova votação da redução da maioridade penal foi alvo de protestos na Casa. Deputados apontaram que a nova proposta, uma medida aglutinativa – ou seja, um texto que reunia o teor de outras emendas -, não podia ser apreciada pelo plenário.
Segundo eles, isso iria contra o regulamento da Câmara, porque a proposta não foi apresentada na terça-feira quando o tema começou a ser apreciado pelos deputados.
Para a mudança valer, porém, será preciso que ela seja votada novamente na Câmara e outras duas vezes pelo Senado.

Fonte:  BBC BRASIL  02 de julho 2015   01h00m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   02.07.2015  05h59m 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O QUE EXPLICA O VEXAME INTERNACIONAL DA GLOBO NA COLETIVA DA DILMA E OBAMA

Por PAULO NOGUEIRA



                                       Sandra Coutinho – e ela achou que tinha abafado


A miséria jornalística e mental das Organizações Globo foi brutalmente exposta ao mundo ontem, na entrevista coletiva concedida por Obama e Dilma sobre o encontro de ambos.
A jornalista Sandra Coutinho da Globo fez uma pergunta que, jornalisticamente, é a quintessência da obtusidade.
Jornalista da Globo tenta constranger Dilma, mas Obama interrompe e responde a pergunta




Presumivelmente, o real autor da questão foi Ali Kamel, diretor de jornalismo da emissora e célebre por um livro em que declara, triunfal: “Não somos racistas”. Uma ex-apresentadora disse que todas as perguntas revelantes na Globo são obra de Kamel.

O primeiro erro técnico foi atribuir a Obama, na pergunta, uma opinião que é da Globo, mas não dele.
Ela afirmou que os Estados Unidos veem o Brasil como uma potência regional, e não mundial.
De onde ela tirou isso, ou Kamel?
O Brasil é a sétima economia mundial, queira a Globo ou não. E nos últimos anos, sobretudo com a ascensão de Lula, ganhou ressonância mundial.
A Globo jamais iniciaria a pergunta daquela forma se o presidente fosse FHC ou Aécio.
E um bom jornalista nunca colocaria uma opinião dele mesmo na boca de qualquer pessoa.
Pesquise: quando Obama, ou alguma outra autoridade do governo americano, disse algo parecido?
Foi tão boçal a voz da Globo na coletiva que Obama, embora a pergunta não fosse para ele, tomou o microfone.
Sandra Kamel, chamemos assim, não se limitou a uma asneira numa só pergunta. Também conseguiu incluir nela a crise econômica e política do Brasil como se isso fosse realmente uma coisa incomum num mundo cor de rosa.
Ora, os próprios Estados Unidos desde 2008 estão atolados em dificuldades econômicas.
Obama pareceu saber mais sobre o Brasil que a Globo. Notou que problemas no Congresso estão longe de ser exclusividade do governo Dilma.
Ele próprio enfrenta um Congresso extraordinariamente hostil desde que chegou à Casa Branca. Foi épica sua luta para aprovar o projeto de saúde que lhe era tão caro, o Obamacare.
Sinal da realidade paralela vivida pela Globo e seus jornalistas, Sandra Coutinho festejou sua intervenção patética no Twitter.
“Muita emoção conseguir fazer uma das quatro perguntas da coletiva de Dilma e Obama!”, escreveu.
Fora tudo, Sandra não fez qualquer esforço. Como mostra o vídeo da entrevista, a palavra lhe foi dada por Dilma, num gesto que mostra a característica subserviência de governos brasileiros, petistas ou não, à Globo.

As palavras mentecaptas de Sandra Coutinho registraram, mundialmente, não apenas o que a Globo pensa sobre o Brasil.
Mais que tudo, elas captaram, ao vivo, a indigência jornalística e intelectual da emissora.


Fonte:  DIÁRIO DO CENTRO MUNDO  01 de julho 2015   
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  16h50m 




O PLENÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVOU NESTA TERÇA-FEIRA (1º), POR 313 VOTOS A 132, O REGIME DE URGÊNCIA PARA O PROJETO DE LEI 1358/15, QUE MUDA O ÍNDICE DE CORREÇÃO DO FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO (FGTS). ATUALMENTE, A CORREÇÃO É FEITA COM BASE NA TAXA REFERENCIAL (TR), EM TORNO DE 0,1% AO MÊS, MAIS JUROS DE 3% AO ANO.


O PROJETO PREVÊ QUE OS DEPÓSITOS EFETUADOS A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2016 SERÃO CORRIGIDOS PELA TR MAIS 0,5% AO MÊS, QUANDO A TAXA SELIC FOR SUPERIOR A 8,5% (ATUALMENTE ESSA TAXA ESTÁ EM 13,75%). QUANDO OS JUROS FOREM INFERIORES A 8,5%, A CORREÇÃO SERÁ DA TR ACRESCIDA DE 70% DA TAXA SELIC. É O MESMO CÁLCULO APLICADO ÀS CADERNETAS DE POUPANÇA.


Fonte:  CNTI  01 de julho 2015   
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  15h44m

SINDICATOS TÊM LEGITIMIDADE PARA EXECUÇÃO DE SENTENÇA MESMO SEM AUTORIZAÇÃO DE FILIADOS



Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou entendimento de que os sindicatos têm ampla legitimidade extraordinária para defender em juízo os direitos e interesses coletivos ou individuais dos integrantes da categoria que representam, inclusive nas liquidações e execuções de sentença, independentemente de autorização dos sindicalizados. A decisão foi tomada pelo Plenário Virtual da Corte, que reconheceu a repercussão geral do tema tratado no Recurso Extraordinário (RE) 883642 e julgou o mérito do processo, com base na jurisprudência dominante já firmada sobre a matéria.

O recurso foi interposto pela União sob o argumento de que os sindicatos, por ocasião da execução de título judicial decorrente de ação coletiva, não atuam como substitutos processuais, mas apenas como representantes. Nele, a União ressaltou ainda que a legitimidade do sindicato para efetivar a execução está condicionada à apresentação de procuração pelos representados. 

Em sua manifestação, o relator do caso, ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, entendeu que a matéria transcende os interesses das partes e está presente em grande número de demandas similares, “o que recomenda a esta Corte a sedimentação do entendimento sobre o tema, a fim de evitar seu efeito multiplicador”.

Quando ao mérito do RE, o ministro destacou que o artigo 8º, III, da Constituição Federal estabelece a legitimidade extraordinária dos sindicatos para defender em juízo os direitos e interesses coletivos ou individuais dos integrantes da carreira que representam. Segundo ele, essa legitimidade extraordinária é ampla, abrangendo a liquidação e execução dos créditos reconhecidos aos trabalhadores. “Por se tratar de típica hipótese de substituição processual, é desnecessária qualquer autorização dos substituídos”, afirmou. O presidente do STF citou ainda diversos precedentes da Corte nesse sentido.

A decisão pelo reconhecimento da repercussão geral foi unânime. Quanto ao mérito, no sentido de negar provimento ao recurso e reafirmar a jurisprudência dominante sobre a matéria, ficou vencido o ministro Marco Aurélio.



Fonte:  SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL  29 de junho 2015  
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  15h27m

PML: AO ACUSAR DILMA DE EXTORSÃO, AÉCIO EXTRAPOLA

Em seu terceiro turno sem fim, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez um dos mais levianos gestos de sua carreira política, ao anunciar processo por extorsão contra a presidente Dilma Rousseff e o ministro Edinho Silva, a partir da delação premiada de Ricardo Pessoa; quem argumenta é o jornalista Paulo Moreira Leite, que vê indícios até de denunciação caluniosa; "Não custa observar que até agora o senador não se dispôs a esclarecer as doações feitas pelo empresário-delator à campanha de Aloysio Nunes Ferreira, em 2010, quando ele concorreu ao Senado. Aécio também poderia olhar para o próprio cofre já que, no ano passado, Pessoa lhe deu R$ 1,2 milhão a mais do que para Dilma. Eis aí um fato bom de esclarecer", diz PML; leia a íntegra





Num país que enfrenta as dificuldades que todos enxergam, a melhor idéia de Aécio Neves para ganhar as manchetes do dia foi ir até a Procuradoria Geral da República apresentar uma representação contra a presidenta Dilma Rousseff e contra o ministro Edinho Silva, da SECOM em função da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa.

O argumento de Aécio para bater à porta da PGR é pesado. Diz que na delação de Pessoa “há uma clara chantagem. Ou ele aumentava as doações ao Partido dos Trabalhadores e à campanha da presidente da República ou ele não continuava com suas obras na Petrobras”. Segundo Aécio, apenas a presidente “teria condições de efetivar essa chantagem.”

Não custa observar que até agora o senador não se dispôs a esclarecer as doações feitas pelo empresário-delator à campanha de Aloysio Nunes Ferreira, em 2010, quando ele concorreu ao senado. Na época, Pessoa havia acabado de comprar Constran, empreiteira que tem um imenso canteiro de obras milionárias justamente em São Paulo, estado que é o berço político de seu candidato a vice em 2014.

Aécio também poderia olhar para o próprio cofre já que, no ano passado, Pessoa lhe deu R$ 1,2 milhão a mais do que para Dilma. Eis aí um fato bom de esclarecer.

A experiência ensina que doações de empresas privadas sempre são difíceis de entender e desagradáveis de explicar, o que faz o autor dessas linhas estar 100% convencido de que nosso sistema político andará muito melhor quando acabar com elas. No fundo, ninguém consegue ficar bem na foto com esse sistema, que admite, essencialmente, dois caminhos.

Se o candidato faz força para receber, pode ser acusado de chantagem, como VEJA diz que Pessoa disse na delação premiada.

Mas: e se o candidato não faz nada, e mesmo assim o dinheiro entra numa boa, na conta, só com uma piscadinha de ôlho. Como se justifica isso? São amiguinhos? É bom para o país? Um candidato que recebeu 15% a mais do que a rival, como Aécio, é melhor ou pior do ponto de vista do cidadão comum?
Qual o lado em que Aécio prefere estar?

Há outras dificuldades. A delação de Ricardo Pessoa não foi liberada pela Justiça e permanecerá em segredo, muito provavelmente, até o momento em que a denúncia for apresentada.

Hoje, ninguém sabe — e se sabe não pode provar que sabe — qual seu conteúdo integral. Até haver uma autorização da Justiça, quem divulgar a delação, pode ser enquadrado em crime.

Caso Aécio tenha apresentado uma denúncia cujo teor real desconhece, apenas com base em informações de terceiros, pode ser enquadrado no “delito de denunciação caluniosa,” que pune a pessoa que tenta abrir inquérito a partir de uma denúncia sabidamente falsa. A pena prevista, no caso, é de 2 a 8 anos de prisão, mais multa.

Em qualquer caso, ninguém pode sair ganhando com uma denúncia cujo teor integral desconhece ou, na melhor das hipóteses, não pode revelar. Não custa lembrar que o ex-ministro Cid Gomes foi capa de revista em função de um suposto envolvimento na Lava Jato — até que se descobriu que a historia não tinha fundamento. Outro episódio entrou para os anais da Lava Jato como o “caso Bosta Seca”, envolvendo o conflito de versões entre o doleiro Alberto Yousseff e o delator Paulo Roberto Costa em torno de uma remessa de R$ 1 milhão que teria sido enviada — ou não — para Antônio Palocci.

Isso acontece porque a delação premiada, base da representação de Aécio a PGR, pertence aquele universo de sombra entre a verdade e a mentira, como explica o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, em artigo publicado na edição de hoje do 247: “O encarcerado, com apoio na verdade ou falseando¬-a, passa a acusar companheiros de empreitada criminosa e a narrar situações ilícitas até então desconhecidas. É óbvio que a sua conduta não é inspirada por motivos ligados ao civismo, à cidadania, ao interesse público ou a quaisquer outros nobres sentimentos. Seu interesse imediato é alcançar a liberdade, bem como benefícios outros que vão desde o perdão judicial até a diminuição da pena e o menor rigor em seu cumprimento.”

Em função disso, diz o advogado, “a primeira objeção a ser posta diante do instituto da delação premiada se refere à insegurança jurídica que é por ele gerada.”

Pode-se acrescentar que, num país onde a legislação exige que a delação seja inteiramente “voluntária,” é duvidoso imaginar que o relator da Lava Jato, ministro Teori Zavaski, irá referendar denúncias obtidas num regime “medievalesco,” palavra que empregou para abrir os cárceres de Curitiba para nove executivos e empresários aprisionados por mais de cinco meses. Isso explica porque um criminalista experimentado como Mariz alerta para a “insegurança jurídica” que a delação pode gerar.




Fonte:  BRASIL 247  01 de julho 2015   08h42m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  11h11m

PROJETO DE LEI PROPÕE REGULAMENTAÇÃO DE CONTRIBUIÇÃO ADICIONAL AO SEGURO-DESEMPREGO



Em tramitação na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), sob relatoria do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), o Projeto de Lei 1579/2015, de autoria do deputado André Figueiredo (PDT-CE), propõe a regulamentação do artigo 239, Parágrafo 4º, da Constituição Federal, que sugere critério suplementar de financiamento ao seguro-desemprego, a partir de percentual adicional nas taxas de contribuição para o Programa de Integração Social (PIS) e o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), de modo a desestimular as altas taxas de rotatividade do mercado de trabalho.

Segundo o texto, caberá ao Ministério do Trabalho e Emprego elaborar modelo matemático que determine o índice de rotatividade da força de trabalho por CNPJ, assim como por setor econômico em cada estado. A partir deste indicador, às empresas com rotatividade superior à média será cobrada alíquota adicional de 25%, 50%, 75% ou 100% – conforme o percentual de elevação registrado sobre o índice limite, respectivamente. Já as companhias que apresentarem rotatividade inferior, a tributação será diminuída em 25%.  As tributações sugeridas no documento devem regular apenas as demissões sem justa causa.

Embora o Projeto não se aplique às micro e pequenas empresas, Figueiredo considera que a disposição deve estimular a adoção de melhores práticas nas relações de trabalho, além de contribuir com a redução dos gastos da Previdência Social, uma vez que haverá redução no número de trabalhadores solicitando o seguro-desemprego.
Com base nos registros da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou pesquisa sobre os números que compõem o cenário de rotatividade no Brasil (2002-2013). De acordo com o levantamento, o percentual global de substituições de funcionários para o último ano de apuração foi de 63,7%. “Significa dizer que, a cada dez trabalhadores, seis passaram por desligamento e admissão de posto de trabalho ao longo do ano”, argumenta o texto do deputado.

O índice permanece elevado se descontadas as dispensas por razão de morte, aposentadoria ou pedido de demissão, algo em torno de 43%. No período apurado pelo Dieese, cerca de 45% dos desligamentos ocorreram com menos de seis meses após o registro. Quase 65% das contratações nem mesmo atingiram um ano completo. “Com a mudança legislativa pretendida, busca-se desestimular a prática nefasta da alta rotatividade da mão de obra no País, estimulando o empregador a adotar técnicas de incentivo à valorização da formação laboral”, explica Figueiredo.
Conforme o projeto, as companhias públicas e privadas que recolhem contribuição para o PIS/PASEP terão de enviar, mensalmente, até o último dia da primeira quinzena do mês posterior ao de ocorrência do fato gerador da referida contribuição por CNPJ, as informações que serão definidas pelo MTE para o cálculo do índice médio da rotatividade da força de trabalho. Aquelas que não disponibilizarem os dados no prazo legal deverão ser multadas em 20% sobre o valor principal, com incidência de multa.

Combate à rotatividade e preservação da sustentabilidade da Previdência

Diante das medidas empreendidas pela equipe econômica do Governo Federal (MPs 664 e 665) sob a alegação de reequilibrar as contas públicas – mas que restringem o acesso de milhões de brasileiros a garantias como o seguro-desemprego, abono salarial, seguro-defeso (para os pescadores artesanais), pensão por morte e auxílio-doença –, as centrais sindicais elaboraram documento conjunto com alternativas propostas e diretrizes para combater a rotatividade no mercado de trabalho, assim como ações para o desenvolvimento de políticas públicas de trabalho, por meio do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda (SPETR).
Na proposta, o movimento sindical apresentou exatamente a regulamentação do artigo 239, Parágrafo 4º da Constituição Federal – que sugere a criação de taxa adicional sobre os tributos de financiamento do seguro-desemprego (PIS/PASEP) às empresas com rotatividade superior a média estabelecida por setor econômico e unidade federativa – como um dos importantes recursos à sustentabilidade da Previdência Social.

Para Antonio Neto, presidente da CSB, é preciso que o Brasil retome a política de crescimento e geração de renda, sem penalizar a classe trabalhadora. “Não é legítimo que a ponta mais frágil na relação capital/trabalho arque com as políticas de ajuste fiscal da equipe econômica. Se é preciso equilibrar as contas da União, isto deve ser feito de forma estratégica, preservando direitos trabalhistas, com desenvolvimento, igualdade e justiça. Este Projeto de Lei visa coibir as ações predatórias dos maus empresários”, afirmou.

Fonte:  CENTRAL DOS SINDICATOS BRASILEIROS  26 de junho 2015   
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  08h58m

OBAMA DÁ 'FORA' NA GLOBO: BRASIL NÃO É POTÊNCIA REGIONAL, É MUNDIAL

Presidente americano Barack Obama rebate repórter da Globo, em pergunta a presidente Dilma: "Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global"; "A imprensa brasileira, cada vez um retrato mais caricato de nossas elites, é um prato cheio para o complexo de vira-latas do Brasil", diz o Tijolaço

Por Fernando Brito, do Tijolaço


O complexo de vira-latas do Brasil, hoje, latiu mais alto.
Perguntada pela repórter da Globo, diante de Barack Obama, sobre como conciliar a posição do Brasil, que se via como potência mundial, e que era visto pelos EUA como potência regional, Dilma Rousseff nem pôde começar a falar.
Um decidido Obma tomou a palavra para dizer à repórter que “não senhora, nós vemos o Brasil como potência mundial”.
“Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (…) no G-20, o Brasil é um voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil”
E fez um longo histórico do papel decisivo que o Brasil desempenha: “o Brasil é um parceiro indispensável” e uma série de considerações sobre o papel de nosso país, que você pode ver no vídeo abaixo, em espanhol.
O importante – e triste – é ver que a mentalidade dominante nos meios de comunicação – e em todo o pensamento conservador – é que ao nosso país está destinado um papel de vassalagem, em troca de ser um “gerente regional” destinado, no máximo, a manter sob controle os “índios” sul-americanos.
E interpretar como algo danoso a expansão de nossas relações com a África, com a Ásia e, especificamente, com a China como uma “traquinagem” que desagradaria os EUA e faria perdermos seus “favores”.
É exatamente o contrário – e a mente destas pessoas não alcança isso.
O Brasil será tanto mais respeitado, considerado e terá relações mais produtivas com os Estados Unidos quanto mais se afirmar como um parceiro mundial pelas nossas próprias pernas.
Um Brasil que interessa como parceiro à China, aos países africanos, à própria Europa interessa muito mais aos Estados Unidos que um capacho à espera de suas ordens.
Aliás, o capachismo aparece bem claramente quando o repórter da Folha vai perguntar a opinião de Obama sobre a “Lava Jato”. É muito sabujismo, quem sabe atrás de uma manchete do tipo “Obama exige apuração completa na Petrobras”.
A imprensa brasileira, cada vez um retrato mais caricato de nossas elites é um prato cheio para o complexo rodrigueano com que abri este post.
E que, além daquilo, também sacode alegremente a cauda diante do dono.




Fonte: BRASIL 247   01 de julho 2015   05h14m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  07h50m

CUBA É O PRIMEIRO PAÍS A ELIMINAR TRANSMISSÃO DE HIV DE MÃE PARA FILHO

Ilha governada por Raúl Castro recebeu nesta terça-feira, 30, a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter eliminado a transmissão do vírus HIV e da sífilis de mãe para filho; "Tudo foi possível por nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas", disse o ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales; ele atribuiu este marco ao sistema de saúde estabelecido após o triunfo da revolução cubana há mais de meio século, um sistema que definiu como "gratuito, acessível, regionalizado e integral"





Cuba se tornou nesta terça-feira, 30, o primeiro país do mundo a receber a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter eliminado a transmissão do HIV (vírus que provoca Aids) e da sífilis de mãe para filho.

"Tudo foi possível por nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas", disse o ministro de Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales, em entrevista a jornalistas na sede da organização, em Washington.
Morales atribuiu este marco ao sistema de saúde estabelecido após o triunfo da revolução cubana há mais de meio século, um sistema que definiu como "gratuito, acessível, regionalizado e integral", de acordo com a Agência Efe.
Junto a Morales, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, reconheceu os esforços da ilha pela eliminação desses dois vírus, após visita de especialistas da organização, que constatam os resultados no local, reportou Cubadebate.
Segundo Etienne, todos os países da região se comprometeram em 2010 a conquistar “o que Cuba alcançou hoje”. De sua parte, o ministro cubano disse estar em "total disposição de ajudar outros países".

Em maio de 2014, foi criado um comitê regional de validação de 14 especialistas de diversas nações do continente sobre a eliminação da transmissão congênita do vírus HIV e da sífilis.

Cuba foi o primeiro país a solicitar esta avaliação, processo que já foi iniciado por Barbados, Jamaica, Anguila e Ilhas Virgens. Outros Estados da região e do mundo já deram importantes passos para a sua validação.



Fonte: BRASIL 247   30 de junho 2015   07h15m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  06h53m
CÂMARA REJEITA REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL PARA CRIMES GRAVES
Proposta de Emenda à Constituição 171/93 que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos teve 303 votos a favor, 184 contra e 3 abstenções; para ser aprovado o texto da PEC precisava de, no mínimo, o voto de 308 deputados; após a divulgação do resultado, os manifestantes contrários à redução comemoraram e cantaram o Hino Nacional; os protestos contra a aprovação da proposta reuniram integrantes de organizações estudantis, centrais sindicais e movimentos sociais contrários a redução da maioridade penal
por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil


Após mais de quatro horas de discussão, o plenário da Câmara dos Deputados rejeitaram a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171/93 que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Foram 303 votos a favor, 184 contra e 3 abstenções. Para ser aprovado o texto da PEC precisava de, no mínimo, o voto de 308 deputados.
A votação, considerada histórica por sua repercussão, começou pouco depois da meia-noite. A PEC reduz a maioridade penal para a prática de crimes hediondos, como estupro, latrocínio; homicídio qualificado e lesão corporal grave, lesão corporal grave seguida de morte e roubo agravado (quando há sequestro ou participação de dois ou mais criminosos, entre outras circunstâncias).
Como o texto rejeitado era um substutivo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o plenário deverá fazer nova votação para deliberar sobre a proposta original que diminui a maioridade penal para todos os crimes. “Iremos deliberar no colégio de líderes a deliberação”, disse.
Em uma sessão marcada por um plenário dividido, mais de 20 deputados se revezaram na tribuna para defender e argumentar contra o relatório do deputado Laerte Bessa (PR-DF) aprovado no último dia 17, por 21 votos a 6 na comissão especial destinada a analisar o tema.
O líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), disse que a maioria da bancada votaria a favor “Nós somos favoráveis porque ele propõe a redução para os crimes hediondos, graves e sobretudo os crimes contra a vida”.
Mesma posição foi tomada pelo deputado Moroni Torgan (DEM-CE) que defendeu a redução sob o argumento de que a medida vai acabar com a sensação de impunidade. “Queremos acabar com a impunidade para esses adolescentes que cometem crimes graves e que praticamente não são punidos como se deve", defendeu.
Contrário à redução, o líder do PROS, Domingos Neto (CE), argumentou que a sociedade quer o fim da impunidade, mas que muitos parlamentares também se colocam a favor para dar uma resposta a opinião pública. “A nossa bancada é contra este modelo de redução que se estende a alguns setores da sociedade pois é discriminatório. Temos que firmar o compromisso de modernizar o Estatuto da Criança e do Adolescente [ECA]”, disse. “A opinião pública condenou Jesus Cristo e absolveu Barrabás”, complementou o vice-líder do governo, Sílvio Costa (PSC-PE).
O governo se posicionou contra a redução e defendeu como alternativa a alteração no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para aumentar o tempo de internação para os adolescentes que cometerem crimes graves, além de mudanças na legislação para endurecer as penas para quem aliciar adolescentes para a prática de crimes. “Não podemos agir emocionalmente, mas também não podemos deixar de dar uma resposta para a sociedade. E o governo está propondo essa mudança”, afirmou Guimarães.
Após a divulgação do resultado, os manifestantes contrários à redução comemoraram e cantaram o Hino Nacional. Desde a manhã eles promoveram atos contra a PEC. Os protestos contra a aprovação da proposta reuniram integrantes de organizações estudantis, centrais sindicais e movimentos sociais contrários a redução da maioridade penal. Em frente ao Congresso Nacional, o gramado foi ocupado por manifestantes com faixas e cartazes em um ato contra a PEC.



Fonte: BRASIL 247   01 de julho 2015   05h22m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   01.07.2015  06h40m