ASSIM NASCEU O SINPROCAPE

ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

1º DE OUTUBRO, DIA PANAMERICANO DO VENDEDOR VIAJANTE




A TI, VENDEDOR

 

No princípio, a égua-madrinha vinha à frente, anunciando a tropa. Lá vinha, pela estrada poeirenta, o almocreve.

Uma encomenda de uma peça de tecido aqui, duas dúzias de chapéu coco para o armazém ali, uma caixa de bala para o coronel.

Tudo entregue e, de novo, pela estrada poeirenta, lá vai o almocreve seguindo seu caminho.

Depois, veio o mascate.

A seda é a melhor da China, garante ele. Botões de madrepérola, asseguro. Foi o melhor óleo de cabelo que consegui na praça. E o linho é 120 Taylor, pode ficar tranquilo.

No encontro transformado em amizade, o velho mascate, de pesadas malas às costas, visitava cidades, vilas, povoados, fazendas distantes, distantes distâncias.

As estradas foram asfaltadas. Os vizinhos se aproximaram tanto, que os caminhos foram encurtados.

O almocreve sumiu. Sumiu o mascate. Nasceu o viajante. Surgiu o Vendedor.

A peça de tecido foi substituída pelo trator. A caixa de bala, pela máquina de escrever. Os botões de madrepérola são computadores comercializados nos grandes centros.

Mas o ideal é o mesmo. Se há compradores, é necessário você, Vendedor.

E, na dura estrada da vida, continuas cruzando os caminhos, atendendo com o mesmo sorriso a todos, lembrando toda uma tradição que se moderniza, mas não pode deixar de existir.

A ti, Vendedor, nossa homenagem.

Wilson Maux (1937-2011) foi jornalista, poeta, professor e escritor.

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