ASSIM NASCEU O SINPROCAPE

ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

quarta-feira, 13 de maio de 2015

CHINA INVESTIRÁ R$ 160 BILHÕES NO BRASIL

Dinheiro será usado para custear obras de infraestrutura; acordo deve ser assinado na próxima semana com a visita do primeiro-ministro chinês ao país



O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, desembarca no país na próxima terça-feira trazendo consigo um pacote de investimentos e projetos de cooperação avaliados em 53 bilhões de dólares, ou 160 bilhões de reais. Os aportes são fruto de um entendimento selado entre Brasil e China para financiar obras nas áreas de infraestrutura, energia, mineração e manufatura no país. O acordo deve ser assinado pelas autoridades dos dois países durante a visita do premiê.

A expectativa é que esse montante seja direcionado para um fundo da Caixa Econômica Federal. O governo chinês mantém fundos semelhantes em outros países, como México e Equador. "Os recursos serão utilizados para apoiar investimentos de infraestrutura e, obviamente, financiar empresas chinesas também", afirmou uma fonte a par das negociações.

Um dos principais projetos que fazem parte desse pacote é a Ferrovia Transoceânica, que ligaria por trilhos o Oceano Atlântico, no Brasil, ao Pacífico, no Peru. O empreendimento visa baratear o preço da soja e do minério de ferro, principais produtos exportados para a China.
Também neste ano, o Banco de Desenvolvimento do país asiático fechou contrato de financiamento de 3,5 bilhões de dólares com a Petrobras.

Nos últimos anos, os bancos estatais chineses intensificaram os financiamentos na América Latina. No ano passado, emprestaram 22,1 bilhões de dólares a países e empresas da região, valor superior aos empréstimos feitos pelo Banco Mundial (Bird) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O montante também é 71% maior ao que foi desembolsado no ano anterior. Os dados foram levantados pelo professor da Universidade de Boston, Kevin Gallagher. De acordo com o levantamento, na última década terminada em 2014 instituições chinesas liberaram 119 bilhões de dólares para a região.

Com essa operação, os chineses passam a ser uma fonte alternativa de recursos à infraestrutura no momento em que a equipe econômica do governo quer diminuir o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de empresas e projetos pelo país.

Os bancos do país asiático, no entanto, geralmente estabelecem acordos que vão além de pagamento em dinheiro. Para cobrar juros mais baixos, as operações de financiamento envolvem também intercâmbio de serviços e produtos entre os dois países.



VEJA  13 de maio de 2015  12h24m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   13.05.2015  18h11m
TRISTE PRÁTICA
EM 20 ANOS, FISCALIZAÇÃO SE CONSOLIDA E RESGATA 49 MIL DE TRABALHO ESCRAVO
Total de operações desde 1995 soma 1.785 em 4.100 estabelecimentos. Chefe da fiscalização destaca que ações agora também atingem setor urbano e até navios



A primeira operação do grupo móvel de fiscalização, referente a trabalho escravo, completará 20 anos nesta sexta-feira (15). Era uma equipe com dez pessoas, incluindo o atual procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo. Durou quatro dias e percorreu carvoarias em três municípios em Mato Grosso do Sul. Duas décadas depois, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que as operações de fiscalização no país resgataram, até agora, 49.353 trabalhadores de condições análogas às de escravidão. Foram inspecionados 4.100 estabelecimentos, em 1.785 operações, que resultaram em 48.720 autos de infração lavrados e R$ 92,6 milhões em indenizações. O grupo móvel atravessou três governos (FHC, Lula e Dilma) e tornou-se política de Estado.

A prática adquiriu outras características nesse tempo. Segundo o chefe da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo do MTE, Alexandre Lyra, as ações – que incluem o Ministério Público do Trabalho (MPT), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Procuradoria-Geral da República, entre outros órgãos públicos – começaram a ser feitas, basicamente, na área rural. Chegaram ao meio urbano e agora também já ocorreram até em navios e transatlânticos que fazem cruzeiros, que estariam submetendo tripulantes a jornadas consideradas exaustivas.
"As nossas demandas vinham do meio rural. Houve uma mudança nos últimos cinco anos", diz Lyra. Agora, aumentou o campo de atuação, o que exige mais estrutura e conhecimento. E não permite descuidar do meio rural, onde permanece o "estado de alerta", segundo o chefe da fiscalização.
Apenas em 2014, foram 170 operações em 284 estabelecimentos, com 1.674 resgatados. Confirmando a maior ocorrência da prática em áreas urbanas, o setor de construção civil lidera, com 452 trabalhadores resgatados no ano passado. Em seguida, vêm a agricultura, com 358, e a pecuária, com 238. De acordo com Lyra, a maior ação individual ocorreu em uma obra de construção em Macaé (RJ),  envolvendo 118 trabalhadores.
Neste ano, até o último dia 6, foram realizada 30 operações em 55 estabelecimentos. O total de resgatados chega a 419.
Em alguns setores, como o de açúcar e álcool, a situação melhorou bastante, avalia Lyra. Independentemente do setor, ainda existem tentativas de burlar a legislação, "mas a gente consegue identificar a fraude rapidamente".
O número de resgatados caiu significativamente de 2013 (2.808) para 2014 (1.674). Em parte, ele avalia essa queda a denúncias não confirmadas, que equivale a praticamente metade do total. Mas ressalta que o número de operações no ano passado foi um dos maiores desde o início das atividades dos grupos móveis, em 1995. Foram 170, só perdendo para 2013 (185) e igualando o total de 2011.
Desde o final do ano passado, a chamada "lista suja" do trabalho escravo, divulgada periodicamente pelo MTE, foi suspensa por decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse hoje (13) que a Advocacia-Geral da União foi acionada e que espera uma solução para breve. "Aguardamos para os próximos dias a revogação da medida para que se estabeleça a publicação da lista."







REDE BRASIL ATUAL  13 de maio de 2015  16h43m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   13.05.2015  17h46m

segunda-feira, 11 de maio de 2015

DIREITO À SAÚDE

PLANO DE SAÚDE DEVE CUSTEAR TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO ENQUANTO HOUVER PRESCRIÇÃO



Plano de saúde deve custear tratamento psiquiátrico enquanto houver prescrição médica de continuidade. Com base nesse entendimento, a 11ª Vara Cível de Brasília condenou a Sulamérica a pagar as despesas hospitalares de um segurado e a indenizá-lo por danos morais no valor de R$ 6 mil pela recusa indevida.
A paciente alegou que foi internada na Mansão Vida, no dia 17 de fevereiro de 2014, para tratamento psicológico de psicose bipolar, mas a Sulamérica apenas cobriu os custos da internação integral pelo prazo de 30 dias. Conforme relatório médico, a paciente não tinha condições de receber alta, devendo continuar internada por tempo indeterminado. Foi solicitada a prorrogação da internação e que os custos fossem totalmente pagos pelo plano de saúde. No entanto, o plano efetuou somente o pagamento parcial.
A Sulamérica apresentou contestação alegando que no contrato firmado pelas partes existem cláusulas que preveem os riscos, as condições e os limites de cobertura, com as quais concordou a autora e que estão em harmonia com as disposições previstas na Lei 9.656/98. O contrato em questão prevê somente a cobertura integral por 30 dias para internação psiquiátrica, sendo que após esse período haverá coparticipação do beneficiário em 50% do valor das despesas, o que está de acordo com o teor do artigo 16 da Lei dos Planos de Saúde e com a Resolução Normativa 262 da ANS. Por fim, entendeu que a conduta que a segurada imputa à seguradora não é capaz de causar qualquer dano a sua personalidade, o que exclui por completo a indenização pelos danos morais e requereu a improcedência do pedido.
O juiz decidiu que “cláusula que prevê a limitação do prazo de internação por apenas 30 dias é abusiva, pois coloca a consumidora em desvantagem exagerada, além de restringir os direitos inerentes à natureza do contrato, a ponto de tornar impraticável a realização de seu objeto”.
Na visão do juiz, “o dano moral é facilmente perceptível, pois dúvida não há de que, em face do ocorrido, a parte autora se viu numa situação não apenas incômoda e constrangedora, porque a sua expectativa de estar protegida pelo seguro de saúde foi frustrada. A recusa indevida à cobertura médica pleiteada pelo segurado é causa de danos morais, pois agrava a sua situação de aflição psicológica e de angústia no espírito”. Cabe recurso da sentença.Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.

Processo 2014.01.1.041287-6



CONJUR  11 de maio de 2015  11h05m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   11.05.2015  21h14m

domingo, 10 de maio de 2015

RAÚL CASTRO AGRADECE AO PAPA APOIO À APROXIMAÇÃO ENTRE CUBA E ESTADOS UNIDOS



O presidente cubano Raúl Castro teve neste domingo (10) uma reunião privada de 55 minutos com o Papa Francisco, na Cidade do Vaticano, e agradeceu a sua contribuição à aproximação entre Cuba e os Estados Unidos.

Castro chegou ao local às 9h30 locais (4h30 em Brasília) e dirigiu-se à audiência privada com o pontífice. Em setembro, o Papa Francisco, que intermediou a aproximação entre Cuba e os Estados Unidos, deve viajar até a ilha caribenha.

A reunião com Castro foi um pouco mais demorada do que a que o Papa Francisco manteve em março do ano passado com o presidente norte-americano, Barack Obama, que durou 52 minutos, mas que se realizou com intérprete. O encontro de hoje foi uma conversa privada em espanhol.

“Agradeci ao Santo Padre pela contribuição na aproximação entre Cuba e os EUA”, disse Castro, ao final da audiência. O presidente cubano conversou ainda com o papa sobre o drama da imigração no Mediterrâneo.

Raúl Castro ofereceu a Francisco um quadro de grandes dimensões do artista cubano Alexis Leyva Machado. A pintura representa uma grande cruz feita com vários barcos e uma criança que reza diante dela.

O artista, presente no ato após a reunião privada, explicou ao papa que quis aludir à tragédia que sofrem milhares de pessoas que tentam chegar à Europa a partir do Norte de África.

“Que inspiração!”, respondeu o pontífice, ao receber a oferta, um procedimento habitual nas visitas ao pontífice e que nesta ocasião foi muito breve, cerca de cinco minutos.

Castro também ofereceu ao papa uma medalha que comemora o 200º aniversário da Catedral de Havana, da qual só existem 25 exemplares. O papa, por seu lado, ofereceu a Castro um medalhão de San Martín de Tours, patrono de Buenos Aires, e a sua exortação apostólica Evangelii Gaudium.



RAUL CASTRO DIZ QUE PODE VOLTAR À IGREJA

"Quando o papa for a Cuba em setembro, eu prometo ir a todas as suas missas e ficarei feliz em fazê-lo", disse ele, acrescentando que lê todos os discursos do primeiro papa da América Latina, que faz da defesa dos pobres uma prioridade de seu papado.
"Eu disse ao primeiro-ministro que se o papa continuar a falar como ele fala, mais cedo ou mais tarde eu vou começar a rezar novamente e retornar à Igreja Católica, e eu não estou brincando", disse ele.
Ambos os irmãos Castro foram batizados como católicos.
O presidente cubano reforçou que saiu do encontro com o papa "realmente impressionado com sua sabedoria e sua modéstia"

PORTAL VERMELHO  10 de maio de 2015  13h43m
BRASIL 247  10 de maio de 2015  10h46m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  16h12m
MUJICA ENTERRA MENTIRA DO GLOBO: “NUNCA FALEI SOBRE MENSALÃO COM LULA”
Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, desmascarou o factoide criado pelo jornal O Globo, que pinçou declarações do ex-presidente uruguaio para insinuar descaradamente que Lula teria relatado uma suposta 'confissão' relacionada ao chamado 'mensalão'.





"Lula jamais falou em mensalão nas conversas comigo. Uma vez me disse que, por ter uma minoria parlamentar, o chantageavam. Se os jornalistas escreveram isso, é por conta deles. Aliás, nunca falei com nenhum presidente ou com qualquer brasileiro sobre mensalão. E olha que já falei com muitos brasileiros", desmascarou Mujica.

"Lamentamos que uma vez mais a imprensa brasileira se utilize de imprecisões para gerar interpretações equivocadas e divulgar mentiras", afirmou o Instituto Lula por meio de nota.

O ex-presidente uruguaio completou: "Ele [Lula] me falou das pressões e das chantagens, pedidos ou exigências de governos e políticos locais para dar os votos que o governo precisava, em certa medida. Mas nada de dinheiro ou de corrupção. [Falava] de troca de favores, de empregos nos Estados, de obras públicas. Disse que elas lhe custaram muitíssimas dores de cabeças".

Mujica manifestou apoio a presidenta Dilma e disse também que tentou seguir o modelo do governo Lula. "Tomei Lula como modelo, um progressista que nunca procurou a tensão. Agora vemos no país uma tensão que não é benéfica para o Brasil".

Sobre o intento golpista da direita apoiado pelo mídia, Mujica foi enfático: "O Brasil parece ter meios de multiplicar a pressão sobre os governos. Há uma técnica, teorizada inclusive, que está sendo aplicada no país. É uma tática para atingir um governo civil sem usar a violência. É um golpe sem armas, sem usar a violência. Se aproveitam de falhas do caráter humano para poder derrubar um governo que acaba de ser reeleito".

Leia também
'Confissão' de Lula a Mujica é mais um crime da imprensa


PORTAL VERMELHO  10 de maio de 2015  11h52m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  15h54m
PML QUESTIONA: AFINAL, QUEM TEM MEDO DE FACHIN?
"Num Supremo Tribunal Federal onde Gilmar Mendes nem tira a toga para expressar um anti-petismo feroz, critica-se candidato à corte por ter anunciado voto em Dilma, em 2010, como simples cidadão", diz Paulo Moreira Leite, diretor do 247, em Brasília, sobre a campanha movida por grupos de comunicação contra o professor Luiz Fachin; "Celso Mello, o decano do Supremo, hoje um dos ministros mais influentes e respeitados, inclusive por quem discorda frontalmente de seus votos, chegou ao tribunal pelas mãos de José Sarney", lembra ainda PML; "o que se tenta é um debate às escuras, no qual pontos de vista reais são escondidos pelo preconceito, pela distorção e pela mentira", diz ainda o jornalista; leia a íntegra






A campanha contra a candidatura do advogado Luiz Fachin ao Supremo Tribunal Federal transformou-se num movimento autoritário, alimentado por argumentos inaceitáveis e teses absurdas.

O motivo dos ataques é escandalosamente óbvio: reside no fato de que Fachin foi indicado pela presidente
Dilma Rousseff — a única pessoa, no Brasil, a quem a Constituição reserva o direito de apontar um nome para o Senado examinar, sabatinar e aprovar ou reprovar.

Quando faltam dois dias para o Senado submeter o ministro à sabatina que antecede a votação, o cinismo dos adversário mostra caninos afiados.

As opções políticas de cada ministro do Supremo são reais e fazem parte do cotidiano da Corte. Por lei, cada um dos integrantes do STF desfruta de uma posição soberana, e, embora em casos muito especiais possam ser questionados pelo mesmo Senado que aprova sua nomeação, na prática são intocáveis. Exercem sua atividade de acordo com sua consciência, num universo onde o pressuposto universal é que ninguém condena ou absorve um réu em função de preferências partidárias.

Apesar disso, o STF dos últimos anos convive pacificamente com os espetáculos frequentes de um ministro anti-petista militante, que atua no patamar da ferocidade. Gilmar Mendes costuma explicitar opiniões políticas — já no exercício do cargo — sem sofrer críticas nem ser incomodado por ninguém. Gilmar chegou ao Supremo em 2002, depois de ter sido advogado-geral da União, nomeado por Fernando Henrique Cardoso. Naquele momento, a impopularidade de FHC encontrava-se no pior momento de seus dois mandatos.

A nomeação foi consumada quatro anos depois do escândalo de compra de votos que permitiu a reeleição de Fernando Henrique, jamais apurado nem investigado pela Procuradoria Geral da União, cujo titular também foi escolhido pelo presidente.

Pretende-se, em 2015, vetar um candidato que em 2010, em posição de simples cidadão, quase um eleitor entre 100 milhões, quando jamais se poderia apontar para algo que lembrasse um conflito de interesses, pediu voto para Dilma.

Celso Mello, o decano do Supremo, hoje um dos ministros mais influentes e respeitados, inclusive por quem discorda frontalmente de seus votos, chegou ao tribunal pelas mãos de José Sarney, o presidente que assegurou cinco anos de mandato — completados em 1989, ano em que o nomeou para o STF — graças a distribuição de concessões de rádio e TV pelo Congresso. Antes de se tornar ministro, Celso de Mello era um promotor que o advogado Saulo Ramos, amigo que frequentava a cozinha do Alvorada no governo Sarney, levou para Brasília como seu secretário na Consultoria-Geral da República. Permaneceu na função quando Saulo Ramos tornou-se Ministro da Justiça. Seria possível dizer, pelo simples jogo de aparências, que era um emissário da República do Maranhão. Nada mais errado.

Marco Aurélio de Mello foi levado ao STF pelo primo Fernando Collor, que dois anos depois sofreu o impeachment. Imagine-se o que se poderia falar sobre ele. Há 25 anos na casa, Marco Aurélio é considerado o mais firme liberal dos ministros do plenário, um dos poucos — ao lado de Ricardo Lewandovski — capaz de confrontar Joaquim Barbosa em seus arroubos autoritários na AP 470.

Depois da PEC da Bengala, que retirou da presidente um direito exercido por todos os 16 antecessores desde 1946 pretende-se criar um ambiente de terra arrasada na cúpula do Judiciário, silenciando vozes identificadas de alguma forma com as ideias que, além de venceram as quatro últimas eleições presidenciais, têm apoio de amplas parcelas da sociedade brasileira.

Conforme artigo do professor de Direito Mário Luiz Barbosa na revista Consultor Jurídico, “jamais houve uma contestação mais virulenta ou desarrazoada como a lançada atualmente contra Luiz Edson Fachin. Mais do que censurar a indicação, tenta-se deturpar a biografia, contorcer posições jurídicas e denegrir a moral de um jurista de escol, considerado um dos mais brilhantes de sua geração.”

A tentativa de veto a um advogado com um histórico honroso e democrático demonstra que os adversários do governo não aceitam correr nenhum tipo de risco em decisões que podem vir a ser tomadas pelo STF daqui por diante — a começar pela prioridade absoluta, a Lava Jato, a grande esperança da oposição de mudar a direção política do país sem disputar um voto em urna.

Neste capítulo, não se aceita sequer a crítica muito razoável e até tardia ao tratamento “medievalesco” dispensado por Sérgio Moro na condução da Operação, como definiuTeori Zavaski, no momento em que este abriu as celas de Curitiba para liberar nove cidadãos aprisionados há cinco meses sem culpa formada.

Essa é a razão intolerante que pretende impedir a nomeação de um ministro que tem condições de contrariar a Justiça do espetáculo. Fachin não será obrigado a atuar como um escravo das pressões da mídia nem dos interesses políticos mais reacionários — pois sua carreira não foi cultivada em compromissos firmados nesses ambientes.

No esforço para questionar sua candidatura, Fachin é acusado mentirosamente de ser favorável à poligamia. Sua visão sobre família é rigorosamente alinhada com um pensamento compatível com a evolução dos costumes e liberdades individuais de nossa época, onde se cobra o respeito pelos direitos de órfãos e concubinas, historicamente marginalizados.

Esta mesma visão sem preconceitos, aberta a realidade da existência humana, levou o Supremo, em 2010, a reconhecer, em votação unânime, a legitimidade das uniões entre pessoas do mesmo sexo.

A crítica a Fachin inclui uma postura consistente a favor da reforma agrária, medida social que uma parcela significativa de brasileiros apoia há mais de meio século — até o general Castelo Branco, primeiro presidente do ciclo militar, incluiu o Estatuto da Terra nos projetos de seu governo, que ficou só na teoria. Questiona-se suas formulações sobre a função social da propriedade, que se encontram rigorosamente nos parâmetros criados pela Constituição de 1988, da qual Fernando Henrique Cardoso foi relator-adjunto.

O que se tenta é um debate às escuras, no qual pontos de vista reais são escondidos pelo preconceito, pela distorção e pela mentira.

Ninguém questiona seu preparo jurídico, nem sua formação, nem o apreço pelos princípios constitucionais, alinhados com o ponto essencial — a defesa dos direitos individuais e garantias do cidadão frente ao Estado.

Este é o temor que move os adversários de Luiz Fachin. O resto é retórica baixa.




BRASIL 247  10 de maio de 2015  13h35m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  15h45m
POR QUE VEJA E MERVAL TÊM TANTO MEDO DE FACHIN?
Indicado pela presidente Dilma Rousseff para o Supremo Tribunal Federal, o professor Luiz Fachin ganhou o apoio de juristas de todo o País, de reitores das universidades federais, da Ordem dos Advogados do Brasil, de ex-ministros da Justiça de vários governos (incluindo FHC) e de colegas da corte, mas sofre uma inédita campanha negativa liderada por Veja e pelo jornal O Globo, do colunista Merval Pereira; as críticas beiram o ridículo, com alegações como de que ele defenderia a bigamia e o fim da propriedade privada; neste sábado, um novo parecer do Senado garantiu a legalidade de sua atividade de advogado, enquanto era procurador-geral; Fachin deveria ser aprovado sem sobressaltos, mas dois grupos de mídia tentam emparedar o Senado antes da sua sabatina




No mundo jurídico, não há quem não apoie o professor Luiz Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff para ocupar a vaga aberta por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Fachin já recebeu declarações de apoio da OAB (leia aqui), de juristas (leia aqui) e de vários ex-ministros da Justiça, incluindo Miguel Reale Júnior, ligado ao PSDB (confira aqui).

No entanto, Fachin tem sido alvo de uma inédita e insidiosa campanha negativa, promovida por dois grupos de comunicação: Veja e Globo. Os argumentos beiram o ridículo. Alega-se que o professor Fachin, aprovado por toda a comunidade jurídica, seria um defensor da bigamia e do fim da propriedade privada.

Neste fim de semana, às vésperas da sua sabatina no Senado, marcada para o dia 12, ele foi 'presenteado' com uma capa de Veja que, na prática, tenta emparedar os senadores. O editorial de Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista, não poderia ser mais pretensioso. "Como sabatinar Fachin", é o título. Internamente, a reportagem não se ancora em nenhum fato, mas apenas nas opiniões do colunista neocon Reinaldo Azevedo, que, recentemente, foi desmascarado pelo autor de um livro que ele próprio citava para argumentar contra Fachin.

No Globo, quem se prontificou para atacar Fachin foi Merval Pereira, na coluna "O lado errado" (leia aqui). "Mesmo sem ser filiado ao partido, Luis Edson Fachin tem uma atuação política muito próxima de uma ala radical do petismo que está sendo contestada cada vez com mais intensidade pela sociedade brasileira, e que já não tem o apoio da maioria do Congresso", diz Merval. O fato de ele ter apoio do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), segundo o colunista, é irrelevante. "O apoio do tucano Álvaro Dias à sua indicação é uma dessas atitudes provincianas que não deveriam ser levadas em conta".

Bom, mas como justificar, então, o apoio de Miguel Reale Júnior, que não vem da "província" do Paraná?

Fachin enfrenta um cerco inédito, mas deve ser aprovado. O fato do dia foi um novo parecer do Senado, que lhe é favorável (leia aqui).

Afora isso, o ponto é o seguinte: se Veja, Globo, Reinaldo e Merval são contra, tudo indica que sua confirmação será benéfica para o Supremo Tribunal Federal e para o País.



BRASIL 247  09 de maio de 2015  20h40m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  15h35m
JORNAL NACIONAL BLINDA CUNHA EM SEU NOTICIÁRIO
Cobertura dada pelo principal telejornal da Globo à investigação sobre o presidente da Câmara, o deputado fluminense Eduardo Cunha (PMDB), é vergonhosa; naquele que representou o fato político mais importante da semana, quando foi cumprido mandado de busca e apreensão no gabinete da quarta pessoa na linha de sucessão presidencial (a pedido do PGR Janot e com autorização do ministro Teori, do STF), o JN inverteu o enfoque e colocou como protagonista da notícia não o fato, mas a defesa de Cunha; diferente das denúncias contra petistas, viu-se Bonner narrar um texto seco, sem infográficos e sem imagens; ao seguir no mesmo caminho subterrâneo da revista Época, que tenta a todo custo criminalizar o ex-presidente Lula, o JN sugere que essa é agora uma diretriz das Organizações Globo para todos os seus noticiosos




Principal telejornal do País, muito embora sua audiência esteja em franco declínio, o Jornal Nacional escancara sem pudor sua parcialidade contra ou favor de entes políticos ou doutrinas ideológicas. No sentido inverso ao tratamento espetacular que costumeiramente dá às denúncias envolvendo o PT, a abordagem conferida à grave constatação de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tentou achacar uma empresa fornecedora da Petrobras é de uma amabilidade suspeitíssima.
A colunista da Rede Brasil Atual Helena Sthephanowitz foi de uma felicidade retumbante (e essa é certamente uma das razões da dèbacle do telejornal global) ao analisar que o JN se comporta como uma assessoria de imprensa de luxo do deputado fluminense (leia aqui).

A cobertura que o noticioso comandado por William Bonner em relação à denúncia contra Cunha é vergonhosa. Naquele que representou o fato político mais importante da semana, na quarta-feira (6) foi cumprido mandado de busca e apreensão no gabinete do presidente da Câmara. A diligência foi pedida por ninguém menos do que oprocurador-geral da República, Rodrigo Janot, e autorizada pelo não menos importante ministro Teori Zavascki, do STF, dentro do inquérito que investiga o suposto envolvimento de Cunha na Operação Lava Jato.
Impressionantemente, constata Helena, o Jornal Nacional inverteu seu enfoque: “Colocou como protagonista da notícia não o fato, mas a defesa de Cunha, a começar pelo título ‘Presidente da Câmara classifica busca de documentos desnecessária’. O texto sucinto, bastante ameno, foi apenas lido batido pelo apresentador William Bonner, sem infográficos explicativos que contextualizem os fatos, sem imagens da operação de busca, sem declarações de viva voz de Cunha, nem de nenhum membro do Ministério Público. Completamente diferente de como são noticiadas outras ações da Operação Lava Jato quando os alvos foram pessoas ligadas ao PT.”
Compreende-se que o tratamento desequilibrado dado pelo JN às notícias, especialmente àquelas que envolvem uma e outras tendências políticas, reflete uma orientação clara das Organizações Globo para todos os seus veículos de notícia. Começou pela revista Época, com sua tentativa insana de criminalizar o ex-presidente Lula. Agora, decidiu orientar seu noticioso mais popular a abandonar a sutileza e embarcar na completa desmoralização.



BRASIL 247  10 de maio de 2015  13h38m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  15h24m

INFLAÇÃO OFICIAL PERDE FORÇA EM ABRIL






TV BRASIL  08 de maio de 2015 
Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  10h45m