ASSIM NASCEU O SINPROCAPE

ASSIM NASCEU O SINPROCAPE - Em 06 de Março de 1987 foi fundada na cidade de Caruaru-PE, através do Propagandista Vendedor Sr. Pedro Tiago de Moura, a Associação dos Vendedores e Viajantes Propagandistas de Caruaru, neste mesmo ano, foi realizada uma consulta na Delegacia do Trabalho, tendo a frente o delegado Sr. Gentil Miranda, de como proceder para transformar a mesma em Sindicato, após várias consultas e procedimentos, no dia 02 de Abril de 1989 foi fundado o SINPROCAPE que nos dias atuais dispõem de sede própria na Rua Benjamin Larena, 169 – Bairro Divinópolis-Caruaru, Pernambuco, e assim continuamos trabalhando em prol de nossa categoria como nosso lema propõe : “UNIÃO E COMPROMISSO” .

domingo, 10 de maio de 2015

EM AUDIÊNCIA NO SENADO, DIEESE DIVULGA ESTUDO SOBRE A TERCEIRIZAÇÃO NO BRASIL

Os dados foram apresentados por Lílian Arruda Marques, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE, na primeira audiência no Senado, na discussão do Projeto de Lei 4330/2004, referente à terceirização.
Foram apresentados dados e estudos do DIEESE, sob a ótica de diversas questões da terceirização no Brasil. Informações sobre salários, rotatividade, jornada, acidentes no trabalho, situações análogas ao trabalho escravo e convenções coletivas trabalho e outras situações danosas da terceirização para os trabalhadores brasileiros.
Em uma comparação entre a situação dos trabalhadores em setores contratantes e setores terceirizados, dados de 2013 apresentam o seguinte cenário:




Para ter acesso à apresentação na íntegra: Apresentação Terceirização Senado abril 2015 - See more at: http://brasildebate.com.br/dieese-apresenta-dados-sobre-as-condicoes-da-terceirizacao-no-brasil/#sthash.FiN5bL7L.dpuf


Fonte: DIEESE
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  10h33m
PLANOS DE SAÚDE TERÃO DE RESSARCIR O SUS EM MAIS DE R$ 170 MILHÕES







TV BRASIL  08 de maio de 2015 
Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  09h56m
JÔ DETONA GOLPISMO TUCANO: ‘PARECE COISA DE REPÚBLICA DE PATETAS’
Apresentador da Rede Globo, Jô Soares ironiza o senador tucano Aécio Neves pela defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff: “Como é que um político que foi secretário e neto do Tancredo Neves não aprendeu ainda nada sobre política. Parece coisa de República de patetas. O FHC não tinha nem que se pronunciar porque é um absurdo tão grande. Foram até procurar juristas!”




O apresentador Jô Soares, da TV Globo, detonou o senador tucano Aécio Neves, que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff: “Como é que um político que foi secretário e neto do Tancredo Neves não aprendeu ainda nada sobre política. Parece coisa de República de patetas. O FHC não tinha nem que se pronunciar porque é um absurdo tão grande. Foram até procurar juristas!”, disse durante a emissão. 
Ele ainda ironiza o senador mineiro: “Foi um candidato que teve uma quantidade de votos expressiva e sai falando uma bobagem dessa. O que ele pensa? Que tira a Dilma e vão colocar ele?” .

Assista:






BRASIL 247  08 de maio de 2015  07h56m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   10.05.2015  09h45m

sábado, 9 de maio de 2015

“AÉCIO NÃO APRENDEU NADA COM O AVÔ”, DIZ JÔ SOARES

"Como o neto de Tancredo ainda não aprendeu nada de política?". Jô Soares volta a criticar obsessão de Aécio Neves pelo impeachment de Dilma Rousseff: "O que é que ele pensa? Que tiram a Dilma e vão botar ele?"




Há alguns anos Jô Soares costuma reservar um dia por semana do seu programa para tratar de assuntos políticos com jornalistas da área que são chamadas de ‘meninas do Jô’. Na semana passada, o apresentador global criticou a obsessão de Aécio Neves (PSDB-MG) em pedir o impeachment da atual presidente Dilma Rousseff (PT).

“Como é que um político que foi secretário de Tancredo [Neves], neto do Tancredo, secretário quando tinha 20 anos, não aprendeu ainda nada sobre política?”, questionou Jô.

“Ele agora recuou. Aécio neves recuou”, rebateu uma das jornalistas convidadas.
Jô insistiu no tema e lembrou que o ex-presidenciável tucano foi atrás de juristas que estivessem dispostos a embasar juridicamente a tese do impeachment de Dilma. O apresentador também criticou a postura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

“É uma situação que parece coisa de república de patetas. Fernando Henrique Cardoso não tinha sequer que se pronunciar. O absurdo é tão grande que foram até procurar juristas [para viabilizar o impeachment] que só disseram: ‘ah, menino, vá procurar sua turma'”, enfatizou o apresentador.

Para Jô, as atitudes de Aécio não condizem com as de um candidato que angariou uma quantidade significativa de votos nas eleições presidenciais de 2014.
“Aécio, um candidato que teve uma quantidade de votos expressiva. O que é que ele pensa? Que tiram a Dilma e vão botar ele?”, questionou.

A propósito das consequências de um processo de impeachment, a jornalista Cristina Serra chamou a atenção para o desconhecimento de maior parte da população diante do que ocorreria em caso de impedimento presidencial.

“O pior é que muita gente que defende o impeachment não sabe o que acontece, de fato, se houver um processo de impedimento e qual é o desdobramento disso”, disse Cristina.



PRAGMATISMO POLÍTICO  08 de maio de 2015  15h42m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   09.05.2015  11h19m
O PT NÃO VOLTARÁ A SER “A ESQUERDA QUE A DIREITA GOSTA”. A DIREITA, AGORA, GOSTA DE SI MESMA.
Por Fernando Brito




Não importa que tenha sido restrito aos bairros de elite e resultado de uma ação combinada pelas organizações de direita que se aninham nas redes sociais.

O “panelaço” das varandas não vai sair da cena política.

Veio para ficar, como o “Tea Party” não desapareceu nos EUA, como os partidos de extrema-direita ressuscitaram do pré- 2a. Guerra e da Guerra Fria na Europa, como acontece no Leste Europeu com partidos de inspiração – evidentemente negada, e nem sempre – nazista.

Claro que a insanidade e o ódio da mídia criaram a incubadora deste ovo da serpente.
Não cabe mais a fantasia de que um discurso de “inclusão” – em si correto –  pôde se diluir naquela história de “um país de todos”.

Claro que este é o desejável, mas não é o real.

O Brasil não é um país das maiorias porque segue sendo uma capitania de poucos.

O PT conseguiu muito com esta “aceitação das regras do jogo”, jogo viciado; é inegável para qualquer um que veja os indicadores sociais do país.

Mas que cobraram seu preço.

Regras que, ao não serem contestadas e receberem o “aceite” acabaram transformando seus quadros em políticos “amaciados” à sua prática.

As decisões polêmicas das quais se fugiu foram trazidas a ordem do dia agora, que mais fraco ele – o PT – se encontra.

E contra ele.

Mas o PT e o Governo do PT continuam sonhando em “(re)conquistar a classe média”.
Mas isso depende de um cenário de afluência econômica que não está no radar de ninguém.

Muito menos a elite, que se beneficiou durante todos estes anos,sente que pode destruí-lo.

Parte da classe média, que a ele deve a ascensão ,  comporta-se como o filho pródigo, que a si atribui todo o mérito e sucesso.

O PT vai ter de se acostumar à ideia de que será hostilizado pela direita, ainda que irracionalmente, porque jamais recusou-se a enfrenta-la aberta e decididamente.

Já não pode ser “a esquerda que a direita gosta”, lembrando a frase de Darcy Ribeiro.
A direita saiu do gueto e já  pode ter seus amores próprios e transtornados.

Mas o povão passou a se sentir órfão, porque seu amor agora, só faz acenos a outros.
Em quase seis meses, entre as medidas de arrocho – certamente necessárias – não há uma que pese sobre a elite financeira.

É preciso ter a clareza de ver que um governo de coalizão, no qual se tem de ceder – e hoje, de ceder muito – não se confunde com ter uma identidade política que o transcenda.

Identidade cujo nome é Luís Inácio Lula da Silva.

É contra ele que se batem panelas.



TIJOLAÇO  06 de maio de 2015  02h22m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   09.05.2015  10h51m
ATRASO NA HOMOLOGAÇÃO DO TRCT PELA EMPREGADORA GERA CONDENAÇÃO EM DANOS MORAIS




Uma companhia aérea foi condenada a pagar R$ 4.400,01 de indenização por danos morais a uma aeroviária, cuja rescisão contratual foi homologada mais de três meses depois da data da dispensa. Para o juízo da 7ª Vara do Trabalho de Brasília, a demora da empresa em formalizar a demissão junto ao sindicato acabou por privar a empregada de sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

“Como é necessário o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) para a homologação da rescisão contratual, fica o trabalhador impedido de levantar o FGTS antes da entrega da guia. Tal fato é, sim, passível de gerar danos morais, pois os depósitos do Fundo representam a garantia de sustento do trabalhador até que consiga nova colocação no mercado de trabalho”, explicou o juízo na sentença.

Segundo a decisão, no caso em questão, nada justifica um tratamento que atente contra a dignidade do indivíduo, que antes de ser empregado, é um ser humano. “Não se faz mister ser um indivíduo de sensibilidade aguçada para sentir-se humilhado nas situações narradas. Basta recorrer-se ao padrão do homem médio, para a constatação de patente afronta aos direitos da personalidade”, sustentou o juízo da 7ª Vara de Brasília.

O valor da indenização foi fixado tendo em vista o caráter compensatório e punitivo, a fim de desestimular a empresa a não repetir a conduta ilícita. O montante também considerou a agressão sofrida pela trabalhadora e o porte da empresa aérea. A quantia foi arbitrada em R$ 4.400,01, correspondente ao somatório de três remunerações brutas da aeroviária (R$ 1.466,67), conforme constante no TRCT. Processo nº 0001252-28.2014.5.10.007.


TRT/DF  23 de abril de 2015
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   09.05.2015  10h28m 
ANTISSINDICAL
TRABALHADORES DO BUTANTAN ENTRAM EM GREVE CONTRA MUDANÇA NO ENQUADRAMENTO SINDICAL
Funcionários afirmam que pressão para mudar filiação é tentativa de burlar a legislação trabalhista, já que haverá redução e até a eliminação de direitos e benefícios conquistados há anos




Os trabalhadores da Fundação Butantan estão em greve a partir da manhã de hoje (8). Empregados de setores ligados à administração, pesquisa e produção de vacinas e soros, que atuam dentro do Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, realizaram assembleia ontem e decidiram pela paralisação contra a mudança do enquadramento sindical da categoria imposta pela direção.

Atualmente filiados ao Sindicato dos Trabalhadores Químicos, Plásticos, Farmacêuticos e Similares de São Paulo e Região, eles estão sendo pressionados pela direção da Fundação a se filiar ao Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de São Paulo (Senalba-SP).

Conforme circular da Fundação, o Sindicato dos Químicos é um sindicato para indústrias químicas e farmacêuticas, enquanto o Senalba é para empresas/entidades, como bibliotecas, museus, laboratórios e institutos de pesquisas tecnológicas, organizações não governamentais, eventos culturais e artísticos, partidos e instituições políticas sem fins lucrativos, orquestras, artes plásticas, entidades/empresas com finalidade culturais, associações e fundações, entidades de integração empresa/escola.



REDE BRASIL ATUAL  05 de maio de 2015   09h49m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   09.05.2015  10h08m 

quinta-feira, 7 de maio de 2015

TERCEIRIZAÇÃO É NEOESCRAVISMO: A ABOLIÇÃO DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA
Se, de uma hora para outra, os Congressistas votassem uma nova lei restaurando a escravidão no país, o que você faria? Aceitaria? Ficaria inerte, indiferente? Pois é exatamente isso que está ocorrendo

Por Lula Miranda




Se, de uma hora para outra, os Congressistas votassem uma nova lei restaurando a escravidão no país, o que você faria? Aceitaria? Ficaria inerte, indiferente? Pois é exatamente isso que está ocorrendo, diante de nossos olhos impassíveis e incrédulos, nos dias que correm.
Pode até lhe parecer exagerado, num primeiro momento, mas, acredite em mim, o PL 4330 representa um retrocesso só comparável à instituição de um novo ciclo escravagista no país.
Difícil de acreditar? Vamos aos fatos e argumentos.
Por décadas, convivi, e ainda convivo, com processos de terceirização da chamada atividade-meio em diversas empresas. Essa em si já é problemática e deletéria. Como se não bastasse, políticos conservadores a soldo de capitalistas escroques e adoradores do lucro fácil querem implantar, também, a terceirização da atividade-fim em todas as empresas, seja grande, pequena ou média; pública ou privada.
Esta proposta, cá entre nós, é absurda, infame e indecente. Não sei nem como tiveram o despudor e o despautério de sugerir algo dessa natureza. Chega a ser até difícil de acreditar numa coisa dessas. Os abolicionistas devem estar se revirando no túmulo.
Esclareço: não lhes escrevo isso porque essa é a minha opinião; porque eu acho isso ou aquilo, porque "ouvi dizer" ou porque estou apenas dando um mero "pitaco" – como alguns fazem. Faço esse diagnóstico com a autoridade de quem tem no currículo mais de 30 anos de experiência como economista e administrador; dez anos como sindicalista e oito como palestrante, estudioso e consultor na área de qualidade total, reengenharia e produtividade. Outra: não sou nenhum "garotão". Portanto, respeitem ao menos meus cabelos brancos!
Nessas minhas décadas de experiência como economista e administrador, pude conviver e verificar, na prática e in loco, os malefícios da terceirização da chamada atividade-meio [segurança, limpeza, contabilidade, folha de pagamento, tecnologia da informática etc.] – em empresa públicas e privadas. Veja bem: não estou nem falando em experiências esdrúxulas, todas deletérias, fracassadas e ruinosas, de se terceirizar a atividade-fim. Na verdade, lembro-lhes, os congressistas pretendem terceirizar todas as atividades.
Qual o resultado desta "panaceia", que, insisto, políticos corruptos e achacadores, associados a administradores preguiçosos e incompetentes, agora dizem ser a "salvação" das empresas e da nossa competitividade?
Vale uma pequena pausa para um "parêntesis" para reiterar o assombro.
[Eu fico pasmo com um negócio desses: é como se, de repente, dissessem para nós que a salvação está em servir ao "coisa ruim". Que o caminho da nossa salvação é a nossa ruína. Um negócio absurdo e até custo a acreditar que uma proposta indecente como esta tenha prosperado, após mais de uma década escondida/engavetada nos buracos negros do Congresso. Sim, tinha que ficar escondida mesmo, pois se trata de uma proposta indecente/infame! Deus me/nos livre!]
O resultado dessa panaceia é a precarização do trabalho e dos serviços prestados. Sim, porque não é só o trabalhador (e sua família) que se estrepa não: o consumidor final daquele produto ou serviço, fabricado ou prestado por um terceirizado, também é prejudicado, posto que é um produto ou serviço de qualidade ruinosa. E, no médio e longo prazo, o próprio empresário sai prejudicado, pois a tendência é que sua lucratividade caia numa curva decrescente até o fechamento do negócio.
Sem falar, claro, no quanto é prejudicial aos trabalhadores [inúmeros trabalhos do DIEESE já traduziram isso em números e percentuais], aos sindicatos e às centrais sindicais. Com a terceirização, no longo prazo, a representação dos trabalhadores tende a se extinguir. No longo prazo, os trabalhadores deixarão de ter direitos e serão tratados como mão de obra semiescrava.
O problema é que, no longo prazo, estaremos todos mortos. Mas é esse tipo de sociedade que desejamos deixar como legado para os nossos filhos e/ou netos?
A terceirização, eu pude testemunhar nesses anos todos de indesejável convívio, é, além de deletéria, criminosa; pois é inconstitucional. Na verdade, é utilizada, no caso das empresas públicas, nas fundações e autarquias, pelos políticos corruptos, pelos governantes e gestores públicos incompetentes, reitero uma vez mais, para burlar a nossa Constituição cidadã que determina a realização de concurso de acesso para a ocupação de cargos públicos.
E por que a Constituição traz em seu bojo essa exigência? Para proteger a coisa pública e garantir a lisura e a qualidade dos serviços públicos e a boa utilização de nossos impostos.
Não precisa nem dizer que essas empresas terceirizadas prestam um serviço porco e que fornecem propinas aos partidos políticos e aos congressistas conservadores/achacadores, que ainda têm a desfaçatez, a cara de pau, de propor uma INFÂMIA dessas à luz do dia.
Ou precisa?
Chega a ser impensável, inacreditável... Não é mesmo?


BRASIL 247  05 de maio de 2015   14h56m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   07.05.2015  09h54m 
EMPRESA É CONDENADA A PAGAR 50 MIL EM DANOS MORAIS POR DISPENSA DISCRIMINATÓRIA DE VIGILANTE COM CÂNCER


Em Porto Velho (RO), a Justiça do Trabalho anulou a demissão de um vigilante acometido de câncer que havia sido dispensado sem justa causa pela Prosegur Brasil S/A - Transportadora de Val e Segurança. A empresa foi condenada ainda a pagar indenização por danos morais no valor de 50 mil reais, como também salários vencidos, 1.500,00 reais em honorários periciais e a fazer a complementação do auxílio doença no valor de até 40%.

A decisão da juíza do Trabalho Substituta da 1ª Vara do Trabalho de Porto Velho, Marcella Dias Araújo Freitas, considerou que houve a dispensa discriminatória do empregado, ocorrida em setembro de 2013. O vigilante conseguiu retornar ao trabalho um ano e dois meses depois, por força de liminar. "Situações que por si só demonstram os dissabores sofridos pelo empregado, que merece o devido reparo pelas dores que lhe foram causadas pela empregadora", ressaltou a juíza no processo.

No processo, o vigilante conta que realizou em novembro de 2010 uma cirurgia de retirada de um tumor no seu couro cabeludo, o que o deixou afastado do trabalho por 15 dias junto ao INSS, vindo posteriormente a constatar, em março/2011, que o tumor é de natureza maligna. Em razão disso, foi encaminhado para tratamento médico em Barretos, de maio a agosto de 2011, com a realização de outra cirurgia, o que exigiu, a partir de então, o tratamento periódico na cidade de Barretos.

Em sua defesa, a Prosegur negou que tivesse conhecimento que o vigilante fosse portador de doença ocupacional, de que este já tivera sido afastado pelo INSS em decorrência de doença ocupacional, argumentando que a dispensa do obreiro se "deu por motivos de perda de contrato e como o reclamante estava no quadro de folguista, não podia mantê-lo admitido. 

No entanto, por falta de provas documentais e o depoimento contraditório do próprio preposto da empresa onde afirmou que o vigilante não é vinculado ao local de prestação de serviço, mas à empresa, a juíza chegou a conclusão de que houve a dispensa discriminatória ao considerar o grande porte da empregadora, que possui inúmeros postos de trabalho, a qual poderia ter mantido o obreiro em um local apropriado à sua condição de saúde. A decisão é passível de recurso.

(Processo nº 0010599-92.2014.5.14.0001)


TRT 14 Rondônia e Acre 
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   07.05.2015  07h07m 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

PML: MÉTODO DA LAVA JATO SERÁ APLICADO A PSDB E PSB?


Assistindo ao depoimento de Paulo Roberto Costa à CPI da Petrobras, ontem, fiquei particularmente impressionado com dois momentos — aqueles em que o delator confirmou revelações gravíssimas a respeito de personagens importantes... da oposição.
Roberto Costa fez acusações gravíssimas a Sérgio Guerra, presidente do PSDB, antes de perder a vida num câncer. Disse coisas que você nunca ouviu a respeito de José Genoíno, o presidente do Partido dos Trabalhadores condenado a quatro anos e oito meses na AP 470 porque assinou pedidos de empréstimos para o partido. Costa disse que entregou R$ 10 milhões para Sérgio Guerra encerrar — ou pelo menos abafar — uma CPI que apurava denúncias contra a Petrobras. Olha só: segundo a denúncia, não era dinheiro de campanha, nem pagamento de dívidas passadas. Com toda crueza, nas palavras do delator, com tanta credibilidade até outro dia, era venda de serviços no Congresso, troca de favores num balcão de negócios clandestinos da política brasileira.
Em outra passagem, o delator disse que "encaminhou" — a expressão foi essa — R$ 20 milhões para Eduardo Campos. Assim, diretamente.
Claro que Sergio Guerra e Eduardo Campos estão mortos, o que, em circunstâncias normais, poderia dificultar uma investigação sobre as denúncias de Paulo Roberto Costa. Será mesmo? Não sou favorável a longas prisões preventivas e questiono as delações premiadas. Mas, considerando a lógica das investigações da Lava Jato, até aqui, me parece razoável perguntar por que seus métodos não podem ser aplicados contra denúncias que envolvem PSDB e PSB.
É muito provável que, há seis meses, as denúncias da Lava Jato estivessem num ponto equivalente: muito falatório, nenhuma prova, nenhuma testemunha. Foi naquele momento que o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro tomaram a iniciativa que mudou a investigação: prender acusados e suspeitos por longos períodos, até que eles tivessem disposição a confessar e a detalhar aquilo que puderam conhecer de perto nos últimos anos. Foram feitas promessas e barganha nas penas. Acusados foram isolados e mal conheciam contatos com a família. Empregou-se até mentiras para estimular determinados réus a abrir o bico, conforme um dos promotores admitiu publicamente.
Foi assim que Sergio Moro construiu um poder paralelo na República. Recebeu, da Globo, prêmios que no passado foram entregues a Joaquim Barbosa e Ayres Britto, mas ninguém precisa ficar muito impressionado com os rituais. O importante é que as prisões e delações se tornaram os principais fatos novos do mundo político, que definiam o futuro dos principais personagens do Poder de Estado. Dilma Rousseff foi obrigada a paralisar a nomeação de novos ministros por não saber quem estava sendo investigado.
Campos e Guerra eram políticos organizados, que respondiam a partidos constituídos, com tesoureiro, vice-presidente e assim por diante. Não será difícil — com ajuda do tratamento de choque psicológico das longas internações, pouco contato com a família, ameaças e pesadelos constantes — chegar ao que interessa. Será que ninguém sabe de nada?
"Follow the money," orientava Ben Bradley, o diretor do Washington Post, à equipe de repórteres que apurava o caso Watergate, seguindo a regra banal de toda investigação policial. Alguma dúvida?
Claro que sim. Estamos no Brasil, num momento em que as forças conservadoras mobilizam seus instintos mais baixos para ganhar força política. A jurisprudência do prender-isolar-apodrecer-confessar-delatar é aceitável para acusar integrantes do Partido dos Trabalhadores, os indesejáveis da República, que mais cedo ou mais tarde devem ser extintos, como já disseram Aécio Neves, o líder do PSDB, Carlos Sampaio, e outros que não é preciso mencionar neste espaço.
Nós sabemos que, em caso de necessidade, o mesmo tratamento, nessa espécie de tribunal especial contra a corrupção, o CGI, que a ditadura criou antes de formatar o DOI-CODI, pode até alcançar partidos conservadores. São os desenturmados da velha ordem, que resolveram aliar-se aos recém-chegados, como o PP. Mas a isonomia não é geral, digamos assim. Não pode incluir, claro, sobrenomes ilustres, patrimônios milionários — aqueles que há quatro séculos mandam no país mas há quatro eleições não conseguem ganhar uma eleição para presidente da República. Estes devem ser preservados porque, veja bem, afinal, pois é, ali se encontra a origem de tudo, não é mesmo?
Foi assim que ocorreu em 2005, com o mensalão do PSDB-MG.
Mais antigo do que o esquema denunciado por Roberto Jefferson, o mensalão-PSDB-MG só começou a ser apurado mais tarde. Os acusados ligados ao PT foram entregues à guilhotina comandada por Joaquim Barbosa e depois por Ayres Britto, onde juízes que deveriam ser soberanos trabalharam com a "faca no pescoço" dos meios de comunicação, como disse, na época, o ministro Ricardo Lewandowski, atual presidente do Supremo. Os sósias mineiros foram despachados para uma primeira instância em Minas Gerais, onde o caso adormece até hoje. Sim. Não há uma mísera sentença. E quando houver, todos poderão recorrer — porque ali haverá uma segunda instância, negada aos primeiros. Enquanto os primeiros réus petistas já deixam a prisão, os similares em atividade em Minas Gerais têm direito a sombra e água fresca.
Eu acho que a AP 470 foi um processo injusto, encerrado com penas fortes e provas fracas. Imagino que poderia chegar à mesma conclusão no original de Minas Gerais — se um dia ele chegar ao final.
Por enquanto, cabe registrar que a Lava Jato produz lógicas distintas, de acordo com os envolvidos. Alguma dúvida?


BRASIL 247  06 de maio de 2015   12h00m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE   06.05.2015  16h00m