OIT DESMENTE RELATOR DA
REFORMA TRABALHISTA NA CÂMARA
A entidade "não proferiu nenhum parecer sobre
o projeto de lei", afirma o escritório brasileiro por solicitação do
senador Lindbergh Farias
Segundo diretor da OIT no Brasil, Peter Poschen, entidade "não proferiu nenhum parecer sobre projeto de lei"
São Paulo – O escritório da Organização Internacional do Trabalho
(OIT) no Brasil negou que a entidade tenha dado algum parecer sobre o projeto
de lei de "reforma" trabalhista, conforme afiançou o relator do texto
na Câmara, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Em nota enviada ontem (13) ao
líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ) – que havia feito uma solicitação
de informações –, o diretor da entidade no país, Peter Poschen, nega que isso
tenha acontecido.
"Com
relação ao questionamento realizado por V. Exa. sobre uma possível validação da
OIT com relação ao referido projeto, essa situação foge à realidade. A OIT não
proferiu nenhum parecer sobre projeto de lei", afirma o dirigente.
Antes da 106ª
conferência da OIT, que está sendo realizada em Genebra, o deputado tucano
visitou a entidade para falar sobre o projeto. Posteriormente, divulgou nota
para afirmar que a entidade havia excluído o Brasil "da lista de possíveis
infratores das normas trabalhistas internacionais".
Já na semana
passada, o escritório da OIT no Brasil havia publicado uma nota explicando o
episódio. No último dia 6, foi definida uma lista de países convidados a se
apresentar ao Comitê de Aplicação de Normas da conferência para esclarecimento
de 24 casos selecionados. O Brasil não foi incluído, mas a OIT lembra que todos
os casos não citados "seguem o rito ordinário e estão sendo conduzidos de
acordo com o procedimento normal do Comitê de Peritos para a Aplicação das
Convenções e das Recomendações".
O Comitê de
Peritos solicitou informações ao governo brasileiro. E lembra que, segundo algumas
convenções da OIT, as negociações coletivas devem buscar "um acordo sobre
termos e condições de trabalho que sejam ainda mais favoráveis que os previstos
na legislação". As centrais sindicais brasileiras afirmam que a
prevalência do negociado sobre o legislado, prevista no projeto, causará
justamente o contrário.
Poschen diz
ainda que a exclusão do Brasil da lista de 24 casos "não está relacionada
ao mérito" do PLC 38. Por isso, "não deve ser interpretada, de
maneira alguma, como uma opinião sobre o referido projeto". E conclui:
"A OIT, ou qualquer um dos seus órgãos, não emitiu nenhum parecer técnico
sobre o PLC".
Marinho disse ao jornal Valor Econômico que o diretor da OIT no Brasil age
como "ativista de esquerda".
Fonte: REDE BRASIL ATUAL - 14 de junho 2017 - 17h50m
Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE - 15.06.2017 - 14h46m
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