DESMONTE
SENADORES FAZEM ACORDO PARA
VOTAR REFORMA TRABALHISTA NOS DIAS 20 E 28
No dia 20, centrais sindicais farão ato nacional de
protestos contra reformas do governo e pela saída de Temer. Diap vê correlação
de forças desfavorável
Gleisi, Paim, Vanessa, Lindbergh e Jucá: acordo entre senadores da oposição e governistas na Comissão de Assuntos Sociais
São Paulo – Senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
fizeram hoje (8) acordo para a tramitação do projeto de lei (PLC 38) de
"reforma" da legislação trabalhista. Na próxima terça-feira (13),
será feita a leitura do parecer do relator, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), além de
possíveis votos em separado da oposição, e uma semana depois ocorrerá a votação.
Também no dia 20, as centrais sindicais farão um dia nacional de protestos
contra as reformas (trabalhista e da Previdência) e pela saída de Michel Temer
da Presidência.
Se esse acordo
for confirmado, o PLC 38 deverá ser votado na Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ) do Senado no dia 28, para então ir a plenário. Segundo o
líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), até mesmo nesse dia o texto poderá ser
votado pelo Senado, "mas quem pauta o plenário é o presidente Eunício
Oliveira", acrescentou.
O senador Paulo Paim (PT-RS) disse que o acordo foi bom para a
Casa, lembrando que a oposição receava uma tramitação em regime de urgência,
sem passar por todas as comissões. "É positivo para as boas relações,
independente do resultado. E que no voto se decida", declarou.
A questão, como
aponta o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), é que na
CAS o quadro é ainda mais adverso que na Comissão de Assuntos Econômicos, onde
o PLC 38 foi aprovado terça-feira (6) por 14 a 11. Já na de Assuntos Sociais,
"os trabalhadores deverão contar com apenas sete votos", de um total
de 21 do colegiado.
Novo líder do
PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ) disse que o combate às reformas estará no
centro da estratégia da bancada. Ele considerou uma vitória o fato de evitar
que o relatório fosse lido na sessão desta quinta-feira. "A gente quer
ganhar tempo, porque este governo não se sustenta", afirmou, em depoimento
nas redes sociais. "Estou convencido que estamos caminhando para um
impasse."
Ao mesmo tempo,
ele prevê dificuldades maiores do que no caso da reforma da Previdência, que
para o senador "está morta". Enquanto a previdenciária, por se tratar
de PEC (proposta de emenda à Constituição), exige quórum maior, à trabalhista
basta maioria simples. Será uma "batalha mais dura", diz Lindbergh.
"Nunca participei da votação de um projeto tão ruim para o povo."
Com informações da
Agência Senado
Fonte: REDE BRASIL ATUAL 08 de junho 2017 - 11h28m Adaptado pelo Blog do SINPROCAPE 09.06.2017 - 09h58m
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